Aprende que ser Flexivel

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Ainda sinto saudade daquela criança.

Da pureza de acreditar que ser bom bastava.
De vestir uma capa imaginária
e sair pelo mundo acreditando
que ninguém deveria ficar sozinho.

Hoje eu sei que heróis também cansam.

E talvez eu não queira mais salvar ninguém.

Talvez eu só queira, pela primeira vez,
que alguém olhe para mim
e diga:

“Agora deixa.

Dessa vez,
eu salvo você.”

“Às vezes, partir é a única forma de voltar a ser quem você era.”

Um “te amo” vale exatamente o que a pessoa está disposta a fazer quando amar deixa de ser confortável.

“Nem todo coração protegido pelos espinhos deixou de ser delicado. Alguns apenas aprenderam a florescer em silêncio.”

Begônia, hoje não tente convencer ninguém do seu valor.
Quem precisa ser convencido provavelmente não sabe cuidar de jardim. 🌺

Talvez ser inesquecível seja só isso: fazer alguém se sentir mais vivo quando está perto de você.

Amo minha companhia. Por isso, a sua precisa ser realmente boa.

⁠O que é ser livre ?
É conhecer bem o que é liberdade e seu valor,
É quem não abre mão de viver…
É saber que a obediência conduz à liberdade
É saber distinguir verdadeiramente:
O que é amor do que é - apego, desejo, senso de propriedade ou de pertencimento;
O que é querer do que é - poder e dever;
O que é importante do que é - fundamental.
É sempre ter coragem para encarar os desafios da vida, sem desistir da luta - seguir apesar de…
É viver o senso de justiça, sempre com sabedoria. Nunca deixando que suas fraquezas o tornem parcial com os erros.
É ter autocontrole emocional devido ao autoconhecimento, que consequentemente leva a entender melhor o próximo, ser mais paciente.
Enfim, ser livre é viver com sabedoria e serenidade:
Sabedoria para ter a perfeita consciência de quem você é, sua origem, e qual o propósito de sua vida; razões que levam você a agir previdentemente e sempre de acordo com essas convicções.
Serenidade para entender que não há liberdade sem dor, ser livre não é ser isento… É uma escolha, apesar de…
Ney Paula B.
USA 08/27/2023

⁠⁠“Mais fácil é para o homem carnal, ser quem ele é, que deixar de ser assim. Porque para tornar-se espiritual, requer sacrifícios…”
Ney Paula B.

⁠Viver não é lutar para ter… É esforçar-se para ser, ser um virtuose em coragem, justiça, autocontrole, relacionamentos e sabedoria.
-Coragem para enfrentar e saber lidar com os constantes reveses da vida e a inevitabilidade da morte.
-Justiça para não permitir-se aquiescer ao que não é moral, ético. Não ser indulgente com erros recorrentes e ser imparcial em seus julgamentos.
-Autocontrole para ser capaz de dominar as próprias emoções ou os impulsos decorrentes dessas emoções e também ter domínio dos desejos, apetites e paixões.
-Relacionamentos para saber cativar e deixar-se cativar, usar de empatia, generosidade e paciência.
-Sabedoria para fazer boas escolhas e saber distinguir o certo ao errado e o que é fundamental ao que é importante.
-Luz para que onde chegues a paz de Cristo Jesus seja sentida.
Ney Paula B.

“O limite da nossa fala deve ser estabelecido quando a perda do domínio da situação passa a ser iminente.”
Autor: Ney Paula Batista

“Afastar-se das suas circunstâncias, além de ser o mesmo que dar adeus as suas oportunidades de crescimento, é dar adeus a si mesmo”
Autor: Ney Paula Batista

**Nossa perda, seja material ou emocional, não precisa ser apenas um fim. Pode ser o ponto de partida para nos tornarmos melhores amanhã.**

O SER QUE É MEU

Ser bem-aventurado é acordar agradecendo a Deus por mais um dia.

Ser feliz é contentar-se com o que se tem, sem cobiçar o que pertence aos outros.

Ser ousado é viver intensamente, sem se preocupar com o que pode vir depois.

Ser cauteloso é pensar, pensar e agir pensando.

Ser rico é fazer da fraternidade o seu maior patrimônio.

Ser humilde é reconhecer as próprias origens e jamais esquecê-las.

Ser generoso é construir laços de amizade sem se deter nos defeitos do próximo.

Ser genuíno é conhecer pelo nome aqueles que amamos e a quem queremos bem.

Ser persuasivo é convencer sem precisar bajular.

Ser valente é ousar na medida em que se acredita ser certo.

Ser sábio é procurar conhecer um pouco de tudo e aprender sempre mais.

Ser abençoado é reconhecer a presença de Deus em tudo aquilo de que precisamos na vida.

A síntese de O Cristo Nu pode ser entendida como uma narrativa poética que aproxima a figura de Cristo da realidade cotidiana e social contemporânea.


Síntese


O poema apresenta Cristo despindo-se da glória divina para caminhar entre os homens, tornando-se humano e próximo dos marginalizados. Ele é visto nos trabalhadores comuns, nos diaristas, catadores, ambulantes e nos que carregam cruzes invisíveis. O texto denuncia as injustiças sociais, comparando o sofrimento moderno às imagens bíblicas da Paixão: boletos como chicotes, preços como lanças, mercado como calvário.


As “trinta moedas de pratas” simbolizam a corrupção e a ganância que ainda vendem destinos e silenciam vidas. Cristo chora junto aos Lázaros de hoje — os pobres, os esquecidos, os que dormem sob marquises e disputam restos. Ao mesmo tempo, o poema afirma que não virá salvador externo: cada pessoa é chamada a ser “seu próprio Cristo”, a assumir compaixão, esperança e resistência.


A ressurreição é apresentada como experiência diária, nos gestos simples e na sobrevivência diante da violência. O legado do Cristo nu é a força da humanidade que, mesmo abatida, renasce todos os dias.


Em resumo, O Cristo Nu é um manifesto poético que une espiritualidade, crítica social e filosofia existencial, mostrando que o divino se revela no humano e que a redenção se dá na luta cotidiana pela dignidade e pela esperança.






⁠O Cristo Nu


I – Abertura e cotidiano
Olhai, olhai os pássaros em seus voos misteriosos,
Olhai as flores em seu desabrochar livre.
Vede os lírios nos verdes campos: se vestem tão belos e trazem os aromas pela manhã, espalhando perfumes pelo ar.
Portanto, eu aqui, ao olhar com clareza, avisto: quão formosos são, assim como a alma dos que labutam suas lutas diárias.
Pois, se a alma brilha sob o peso do fardo,
o homem exala em si a rara fragrância da nobreza — o aroma sagrado de quem constrói o mundo.
E quando o Verbo habitou entre nós, revelou-se: Ele, o filho do carpinteiro,
moldou como artífice a madeira e os pregos que o sistema, um dia, usaria contra Ele.
Assim como o construtor de hoje, que ergue o prédio onde jamais terá morada,
Ele se ajusta agora em meio a rostos cansados, a operários e à multidão das ruas.
São os cristos diários, batendo ponto em fábricas e escritórios, sob as luzes das lanchonetes e o óleo das mecânicas.
Cristos na diarista, nos postos, no catador de lixo, no vendedor de água e nos trens com seus ambulantes.
Almas de mão de obra erguidas para construir presentes e futuros,
nos alojamentos distantes e no suor do asfalto.
Eis o corpo: o vigor entregue às máquinas e aos balcões.
Eis o sangue: o fluido que move a economia do cansaço.
O sagrado se transmuta no suor das batalhas, onde cada gota de lágrima é o vinho de uma nova aliança com a vida.
A simplicidade resiste ao ego insano.
Resta um Cristo nu, de braços abertos,
folheando páginas do tempo e da história.
Moedas ainda compram vidas; esperança ainda se esconde nos cantos da alma.


II – O Cristo que desceu patamares
Um Cristo que desceu patamares:
primeiro, despiu-se de sua glória celestial
e caminhou entre os homens;
depois, desceu da cruz para mostrar o caminho —
não de forma divina, mas humana —
o caminho da compaixão, da esperança,
da expiação que se revela no cotidiano.


III – O Cristo chora
Periférico caminha pelas ruas,
a compartilhar o pão vivo da esperança
com os largados nos corredores de hospitais,
com os espremidos nos ônibus e trens
das manhãs de segunda-feira.


São os Lázaros de agora:
os que dormem sob marquises,
disputam restos com ratos nas ruas,
caminham como almas perdidas,
envoltos em sua dura realidade ambígua,
carregando cruzes sem nome,
à espera de um milagre que não vem.


Seu Getsemani é o travesseiro nas noites traiçoeiras.
O traidor que o vende por trinta moedas
é a cegueira diante do enredo criado.
Sua Via Crucis é feita de congestionamentos,
lotações e filas intermináveis.
Um Cristo que não sorri, não reclama;
guarda uma vaga esperança de dias melhores, mesmo desajeitado na cruz.
Uma cruz herdada, uma cruz que nasceu com ele.
Sem saber, grita ao Pai:
“Perdoe, eles não sabem o que fazem.”


Num desses dias, o Cristo calou-se e começou a chorar,
não pelo amigo Lázaro, mas pelo leite azedo que puseram à mesa.
Ali, não teve o bom vinho; fizeram do leite, coalhada.
A esponja de vinagre veio em forma de luz cortada pelo dinheiro que faltou.
Houve quem, como o centurião,
agarrando-se ao seu manto escarlate, surtou;
mas aqui, o manto é a pele no sol a sol,
e o escarlate é o suor e o sangue deixado.
Houve um certo Cirineu que se juntou para arrastar o madeiro,
simpatizando com seu choro e sua dor.


IV – As moedas de pratas
Trinta moedas de pratas
ainda vendem destinos,
ainda compram silêncios,
ainda pesam na balança da injustiça.


São vendidas por um sistema caótico,
num banquete de ganância, prepotência e luxúrias,
onde vidas se tornam mercadorias
e esperanças se desfazem em pó.


V – O Cristo político-social
Eu vi meu Cristo sorrir quando chegaram
com pão e leite frescos, e no mesmo instante soou algo estranho na TV:
falavam dos dois ladrões — o capitalismo à direita, o socialismo à esquerda.
E surgia o terceiro, chamado Barrabás:
um mecanismo chamado governo,
eloquente e audaz, prometendo o céu
já que o paraíso não tinha dado certo.
O pão nosso é a labuta do cotidiano,
o templo se ergue no seio da família,
e o sagrado é a força motriz de quem tece dias melhores.
Meu Cristo Nu habita em cada alma que expia sua existência em dias tempestivos;
pois o sagrado não ocupa palácios majestosos, nem habita catedrais de pedra,
vindo Ele de uma manjedoura para brilhar na resiliência de quem não se dobra ao fardo
e na resistência de quem sustenta o mundo com as próprias mãos.
O cálice deste Cristo é o sistema corrompido, entre ternos, carros de luxo e vida boa.
O chicote que o açoita são os boletos diários e impostos extravagantes.
As carnes continuam rasgadas, sem esforço,
pelo braço forte da indiferença.


VI – O Cristo interior
A lança transpassada
é o anúncio na alta dos preços,
e o mercado é o calvário.


Não virá salvador algum
para fazer o que só você pode fazer.


Tu és o teu próprio Cristo.


O Divino já disse:
“Vós sois deuses.”


E, por isso, como pequenos cristos,
somos levados — dia após dia — cativos,
como ovelhas ao matadouro,
como cordeiros mudos ao abate.


VII – Paixão e ressurreição cotidiana
A Paixão de Cristo são os regalos dos passeios;
o piquenique no parque da esquina,
o vão das coisas ditas nos olhares cheios de ternura,
nos momentos simples.
A ressurreição é o mote diário,
equilíbrio entre estar vivo ou morto nas trevas da violência.
Num domingo qualquer verei o Cristo descansar.
O dia é dele.
E sagrou-se senhor do seu dia.
Um dia tranquilo, movido a cheiro de mirra e aloés:
a fragrância final de quem, enfim, cumpriu sua jornada.
Todos os dias nascem novos cristos.
E quando eu me for, matarão esses novos cristos que vieram à terra.
Só não matarão o legado do Cristo nu.
Nossa ressurreição é diária dentro deste ciclo.


Autor: Israel Soler

ME PROPUS


Eu me propus...
Me propus a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida,
sem olhar o mundo à minha volta.
Aaah, o mundo das coisas
que permeia a minha volta...
Com seus encantos e lamúrios,
balbuciando aos meus ouvidos
sons e conselhos vãos,
atestando em minha alma
seus conflitos inglórios,
transformando cada passo meu
em um fardo que não carregarei
por culpa ou desatino.
Sofrer as consequências por ter
simplesmente nascido não me faz
atirar-me sem máscaras a esmo
em um mundo que já
cambaleante caminhava na sua autoestrada.
Pois então, neste exato momento,
estou confinado no agora
e já não tenho qualquer compromisso
com o futuro que me resta.
Sim, o futuro sempre é feito de especulações.
Não posso aguardá-lo,
não sei se estarei no seu presente.
Por hora, faço em mim morada
e caminho na autoestrada onde fui colocado.
Mas, desatento, fabrico minhas passadas
e vou de encontro àquilo que era meu anseio.
Vou sem receios, sem bagagens e sem
muitas lembranças; só o que restou de mim
do hoje é o que levo.
Talvez, no meio do caminho,
haja um novo despertar,
anunciando o agora que não é mais presente,
observando que o que é vindouro
está logo ali, diante de tudo que rejeitei,
refazendo momentos gravados em mim
como quebra-cabeças em um jogo
de vida ou morte.
Transformando, assim, meu eu,
em um espectador das minhas escolhas
e o carregador das decisões tomadas.
A vida anuncia seu início, meio e fim.
Ficar a esperar o fim desse jogo
traz a pressa dos afazeres
e das pequenas promessas sutis
que delineadas estão no caminho.
Então vou, sem pressa...
Pressa? Para quê?
Se no final, morremos no presente,
sendo que quem acaba de nascer
sonha com um futuro
e irá percorrer a mesma autoestrada,
a autoestrada da vida.
Um ciclo que não se acaba,
um recomeço que todos almejam
e um agora que poucos vivem.
Viver é sonhar...
E poucos têm sonhado em vida.
Eu, acomodo-me no sofá
e me proponho a sonhar
sem me dar ao trabalho
de nenhuma reflexão,
deixando tudo como está,
sendo o contraponto
da vida, do mundo e do eu
que me propus a apenas estar aqui!

“O Direito começa onde a desigualdade deixa de ser acaso e passa a ser poder.”

Se deixarmos de ser, seremos tão somente humanos!

“A lei pode ser igual para todos e, ainda assim, produzir uma sociedade desigual; é por isso que a justiça precisa olhar além do texto.”

“A igualdade é o limite moral do poder: ninguém pode ser grande o bastante para tornar o outro juridicamente pequeno.”