Aprende que Nao Importa o quanto Vc se Importe

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A ciência é poderosa não porque seus praticantes sejam infalíveis, mas porque seu método permite que a falibilidade seja corrigida.

A evidência não adquire força adicional porque a conclusão que sustenta é desejada, temida ou considerada sagrada.

O extraordinário pode existir além de nossas expectativas, mas não além da necessidade de justificar suas alegações.

A realidade não tem obrigação de confirmar nossas teorias; nossas teorias têm a obrigação de responder à realidade.

Uma teoria que não corre o risco de ser desmentida talvez tenha conseguido proteger-se da realidade em vez de explicá-la.

O território daquilo que ignoramos pode ser imenso; sua vastidão não autoriza que o preenchamos com respostas escolhidas por conveniência.

A ausência de explicação para um fenômeno não constitui a presença comprovada de uma explicação alternativa.

A razão não dissolve todos os mistérios, mas impede que chamemos de mistério aquilo que já foi explicado ou de explicação aquilo que apenas nos consola.

Uma alegação extraordinária não deve ser rejeitada apenas por sua estranheza, mas sua estranheza tampouco lhe concede qualquer privilégio.

A explicação científica não extingue necessariamente o espanto; retira dele a ignorância e acrescenta novas profundidades.

A hipótese mais reconfortante pode ser a menos provável; o coração não é um instrumento de medição da realidade.

A natureza não precisa de nossa compreensão para obedecer às suas regularidades, nem de nossa admiração para existir.

A ciência não precisa explicar tudo para distinguir uma explicação fundamentada de uma afirmação sem evidências suficientes.

A verdadeira sabedoria não está em antecipar o fim, mas em honrar o tempo presente. Gastar a mente com a certeza da finitude é inverter a ordem das estações; é escolher o inverno na primavera da vida. Portanto: “Pensar na morte não é perda de tempo — é perda de vida."

Autor: Ney Paula Batista

A sinceridade de uma testemunha revela sua convicção, não elimina a possibilidade de erro, memória falha ou interpretação equivocada.

Compreender a necessidade de alguém acreditar é conhecer parte de sua humanidade, não demonstrar a verdade daquilo em que acredita.

O consolo não prova a verdade de uma crença, assim como o desconforto que ela provoca não prova sua falsidade.

O medo da morte pode explicar a sedução da eternidade, mas não decide se a eternidade existe.

Explicar psicologicamente uma crença não basta para refutá-la; é preciso examinar também as razões que pretendem justificá-la.

O agnosticismo não precisa humilhar a fé; basta recusar que a fé seja confundida com uma demonstração que não apresentou.