Apagar a minha Estrela
Vivo num processo de mutação, e a cada novo amanhecer, renasço e a minha alma se renova. Na verdade digo que não há uma fase de ''mutações''. Apenas devo manter o que sou, e mesmo sabendo que não serei eternamente a mesma pessoa que eu era, e isto me faz pensar que mesmo que fosse difícil de adaptar-me, é bom saber que mudei pra melhor e não sou mais a mesma de ontem. E agora percebo o quanto é curioso não conseguir me descrever através de meras palavras, dificilmente sei explicar a mim mesma!
Esse tédio ansioso me fez mudar
Fez meu mundo girar
Minha cabeça a trabalhar
Esse tédio ansioso me ajudou, me atrapalhou, me matou
O que sobrou foi o resto
O resto de alguém que nunca mais voltou
Letras Violetas
Aceleradas como a minha cabeça,
Num empurrão construtor,
Pequenas letras de cor violeta,
Surgem na tela do monitor.
No mar conectado postadas,
As letras violetas expressam,
Sentimentos em minhas palavras,
Todos os sonhos se confessam.
Quem leu foi um paulistano.
De São Paulo a todo globo,
Feed back em comentários chegando.
Não escondi o meu rosto.
Sendo apedrejado ou enaltecido,
O mundo te faz mais forte.
Vamos ver sua cara amigo?
Mude algo antes da morte.
Definitivamente não sei conduzir minha vida. É intricado quando não se sabe administrar a própria felicidade. Ou sei e tenho medo? Receio de ser feliz? Não. Temor do novo.
Eu admito que a culpa foi toda minha:
ainda tenho o péssimo hábito de acreditar no que as pessoas dizem.
"Como o vento que sopra as velas de um barco, és tu minha consciência quem me guia pela escuridão. Com os passos firmes ao chão, sem me deter jamais, prossigo a minha jornada rumo ao infinito da vida. Carrego comigo as experiências que obtive através do meu próprio erro e daqueles que me cercam. Continuo, sempre, dono do meu eu, consciente de meus atos. Sou meu pior inimigo e meu maior aliado. Sou o meu passado, presente e futuro."
Eu sinto saudade da minha infância toda; de quando eu era feliz e não sabia.
Sinto falta da minha inocência diante das pessoas. Sinto falta de quando eu era pequena, eu podia falar tudo o que eu quisesse, e ninguém me julgava e nem me criticava. Sinto falta da minha ingenuidade, de acreditar que os adultos eram sempre felizes e amáveis. Sinto saudade de quando eu podia brincar na rua o dia inteiro. Sinto falta da época em que eu não tinha responsabilidades. Sinto saudade de quando eu não sabia nada sobre a vida, e jamais imaginava o quanto dói sofrer por alguém. Sinto falta de caminhar pela rua e ninguém te olhar com maldade, porque eu apenas era uma criança. Sinto falta de quando as pessoas apertavam a minha bochecha e me chamavam de fofa. Sinto falta dos abraços carinhosos que as pessoas me davam. Sinto saudades desse tempo...sabe?!
Sou ajudada pela saudade mansa e dolorida de quem eu amei. E sou ajudada pela minha própria respiração.
Queria ser o Superman para mim te levar a minha fortaleza e acabar com minha solidão.
Queria ser o Batman para te levar em meu Batmovel para você viver uma nova emoção.
Queria ser o Arqueiro Verde para te mandar uma flecha de amor em seu coração.
Mas como eu não sou nenhum desses heróis posso te dizer com razão.
A verdade é que eu te amo de montão.
E comigo você vai viver uma nova PAIXÃO.
Meu pai falou para beber apenas nos momentos felizes; minha mãe falou que a felicidade está contida em todos os momentos. E agora me culpam por eu ser um alcoólatra.
"Na minha cabeça um monte de idéias confusas, emaranhadas com rancor, dúvidas e até medo." Medo de descobrir o porque de alguns por ques? "Eu não sei." Foi aí que ele me segurou pelos ombros, respirou fundo e me olhou nos olhos, não com ares de raiva, ou de superioridade, se quer de indignação ou imposição. Mas sim com olhos de quem sabia bem o que ia dizer ... e disse. "Meu rapaz, imagine que você está de pé agora, nesse exato momento. Agora imagine que a alguns metros de distância, poucos metros, há um homem empunhando uma arma, municiada. Ele a está mirando com um olho ligeiramente fechado. Neste exato momento, ele já segura a respiração, ele não quer errar o tiro, é um atirador experiente, quase um profissional.
Agora imagine que ele não está mirando em você, ou em qualquer parte do seu corpo, mas sim, ao seu lado, no vazio. Ele não vai te acertar... você daria um passo ao lado?" Eu olhei aquele velho e pensei que estava desperdiçando meu tempo ouvindo aquilo. "Claro que não! Eu tenho meus problemas, tudo bem. Mas eu penso que esse não é o jeito de resolver as coisas. Seria uma atitude totalmente imbecil!" "Tudo bem. Eu esperava que dissesse isso. Realmente pareceria uma burrice, não é? Mas vamos mudar um pouco essa história ... Imagine que você não está mais sozinho, ao seu lado agora está a pessoa que você mais ama no mundo, em outras palavras: ela. O atirador faz tudo igual, minucioso. Faz a visada , alça, massa, alvo. Fixa o olhar, segura a respiração. Ele não deve errar... Você daria um passo ao lado? Cometeria essa atitude imbecil?" Nada foi dito por alguns instantes... sem resposta. Não que ele não quisesse, ou que não tivesse o que falar. É que naquele momento ele precisou ouvir um pouco o silêncio. Quanto tempo? Não sei. O silêncio tem um estranho jeito de encarar o que chamamos de tempo. É como se ele tivesse seu próprio relógio. "Me diga, garoto! Ela não é o amor da sua vida?" "Sim. Claro! Eu tomaria um milhão de tiros por ela!" " Pois é... pareceria burrice agora? Pareceria uma atitude tão imbecil? Nada de diferente, nem pra mais nem pra menos. Somente um passo como na história anterior. "Não..." Foi um não que quase não saiu. Não porque não fosse convicto. Mas porque talvez nem precisasse ser dito. "Pois eu te digo que Sim. Porque realmente seria. Uma atitude Imbecil. Impensada. Uma burrice! Mas você jamais se arrependeria dela. Porque você fez o que precisava ser feito. E o que te direcionou, o que te guiou, foi seu amor. E muitas vezes nos questionamos muito com os porques, e com atitudes que não conseguimos entender e esquecemos que o amor tem suas próprias razões. É o que eu quero que entenda, garoto. Não se preocupe tanto em entender as atitudes. Preocupe-se mais em entender as razões. Afinal, o amor têm razões que a própria razão desconfia. Morô?" Eu não sei ... Ele cheirava mal, tinha a calça suja, principalmente nos joelhos. No lugar do cinto um barbante amarrado que também segurava suas chaves. A blusa era folgada, a ponto de caberem dois dele dentro. A barba branca por fazer e a toca cobria mais um lado da cabeça do que o outro. Provavelmente ele não tinha onde cair morto. Mas naquele momento, me pareceu o homem mais rico do mundo.
