Angústia
Onde a solidão ruim
lá me encontra
Onde a saudades perturbadora
lá me encontra
Onde a angústia profunda
lá me encontra
Onde a tristeza sem fim
lá me encontra
Onde a choro e soluços
lá me encontra
Onde a desprezo
lá me encontra
Onde a adeus, abandono
lá me encontra
Enfim... Encontra todas
lá bem dentro de mim.
Título
A Grandeza do Sofrimento
Texto
E, cheio de angústia, orava mais intensamente, e o seu suor tornou-se como gotas de sangue, que caíam no chão... Então, exclamando em alta voz, Jesus disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, dizendo isso, expirou.
Lucas 22.44; 23.46 (Bíblia Almeida Século 21)
Tema
Os Sofrimentos de Cristo
Introdução
Quem escreveu este evangelho?
Foi Lucas, mesmo que não haja unanimidade sobre isso, a tradição atribui o terceiro evangelho a Lucas, a quem o Apóstolo Paulo chama “o médico amado” Cl 4.14.
Quem pois, foi Lucas?
Um homem de Antioquia da Síria, com estreitos laços – Talvez firmando residência ate mais tarde em Filipos At 16.12;
Um convertido do mundo gentílico, provavelmente grego;
Tito era grego Gl 2.3
Lucas era irmão de Tito 1 Co 8.18; 12.18;
Portanto, Lucas também deveria ser grego;
Companheiro de viagem do Apóstolo Paulo At 15.36; 18.22.
Por que ele o escreveu?
Próposito 1.4 (Teófilo)
(Hendriksen. William. Comentário do Novo Testamento Lucas vol 1. Págs. 19,27,29 e 35).
Para quem ele escreveu?
Lucas escreve aos gentios com a finalidade de mostrar-lhes, Jesus como homem perfeito.
O primeiro século da era cristã não passou sem o derramamento de muito sangue dos santos. Jesus Cristo, o líder de todos os cristãos, não foi poupado. No quadragésimo segundo ano do reinado de Augusto, o segundo imperador romano, tempo em que no mundo todo havia paz, Jesus Cristo nasceu de uma virgem, Maria, no povoado de Belém. Sua infância não foi fácil. Com menos de dois anos de idade, Herodes resolveu matá-lo de qualquer jeito. Seus pais fogem para o Egito, onde permanecem até a morte desse. Quanto a sua vida entre os homens, ele foi encarado como um entusiasta vagante (). Traído por seu discípulo, Judas, sendo vendido para os Sacerdotes e os fariseus, por trinta peças de prata. Ao confessar que era Deus foi conclamado: “Ele é réu de morte”.
(Thieleman J. Van Bracht. Espelho dos Mártires, págs. 14-15, 2009)
Tese
As Dores Que Nos Proporciona A Alegria
Argumentação
I. Os sofrimentos de Cristo por nós
Agonia: Origina-se nos termos gregos “agon” luta e “ago” dirigir ou liderar, como em uma corrida de carruagens. Sua raíz dá a ideia de luta proporcionada pela mais severa disputa atlética.
(Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos. John Rea. Dicionário Bíblico Wycliffe, Rio de Janeiro: CPAD, pg 41, 2016)
A) “Dor física e morte”
Hematidrose: Fenômeno físico raro, em que, sob condições de grande aflição, os pequenos vasos sanguíneos dentro das glândulas sudoríparas se rompem e produzem uma mistura de suor e sangue.
(Warrem W. Wierbe. Comentário Bíblico Expositivo Novo Testamento. Santo André, SP: Geográfica Editora, pg 345, 2006)
Hematidrose: O que acontece é que a ansiedade extrema ocasiona a liberação de produtos químicos que rompem os vasos capilares nas glândulas sudoríparas. Em conseqüência, essas glândulas sangram um pouco, e o suor brota misturado com sangue.
(Lee Strobel. Em Defesa de Cristo. São Paulo: Editora Vida, pg 337, 2001 “Dr. Alexander Metherell”)
O sangue, misturado á água da sudorese normal tem o nome de “Diapedese” (Migração de células através da parede dos capilares sanguíneos para os espaços tissulares. A diapedese é um processo importante da reação dos tecidos perante as agressões na medicina. Ela resulta da perturbação do sistema nervoso que desvia o sangue de seu curso normal e força as particulas vermelhas a se excretarem através da pele).
(Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos. John Rea. Dicionário Bíblico Wycliffe, Rio de Janeiro: CPAD, pg 41, 2016.
http://dicionariosaude.com/diapedese/)
Choque hipovolêmico: Hipo significa "baixo", vol refere-se a "volume" e êmico significa "sangue"; portanto, choque hipovolêmico quer dizer que a pessoa está sofrendo os efeitos de perder grande quantidade de sangue. Ocasiona quatro coisas. Em primeiro lugar, o coração se esforça para bombear mais sangue, mas não tem de onde; em segundo lugar, a pressão sangüínea cai, causando desmaio ou colapso; em terceiro lugar, os rins param de produzir urina, para conservar o volume que sobrou; e em quarto lugar a pessoa fica com muita sede, pois o corpo pede por líquidos para repor o sangue que perdeu.
(Lee Strobel. Em Defesa de Cristo. São Paulo: Editora Vida, págs 338-339, 2001 “Dr. Alexander Metherell”)
B) “A dor de carregar o pecado”
Não foram as dores da morte física que fizerem Jesus se contrair. Foi a perspectiva iminente de se tornar pecado. Houve uma contração instintiva e dolorosa de todo o seu ser, causada pelo horror de suportar o pecado e da ausência da luz da face de Deus.
(Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos. John Rea. Dicionário Bíblico Wycliffe, Rio de Janeiro: CPAD, pg 41, 2016)
a) 2 Co 5:21: “Daquele que não tinha pecado Deus fez um sacrifício pelo pecado em nosso favor, para que não fôssemso feitos justiça de Deus.”
b) Dt 21.22-23: “…pois aquele que é pendurado foi amaldiçoado por Deus…”
c) Gl 3.13 : “Cristo nos resgatou da maldição da lei, tornando-se maldição em nosso favor…”
ll. A causa do abandono
Jesus é o Filho de Deus e sabia muito bem que seria ressucitado dentre os mortos. No entanto, sua alma encheu-se de agonia ao antever o que se encontrava adiante dele.
(Warrem W. Wierbe. Comentário Bíblico Expositivo Novo Testamento. Santo André, SP: Geográfica Editora, pg 345, 2006)
A) Mc 14.37,40,41: “Voltando aos discípulos, achou-os dormindo… E voltando outra vez, achou-os dormindo… Ao voltar pela terceira vez, ele lhes disse: Ainda dormis e descansais! Basta! Chegou a hora.”
B) Mc 15.34: “…Deus meu! Deus meu! Por que me desamparaste?”
lll. A dor de suportar a ira de Deus
Ninguém, a não ser o perfeito Cristo, poderia absorver o peso de toda a culpa, angústia, tristeza e dor dos homens ao ser ferido e esmagado pelas nossas iniquidades.
(Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos. John Rea. Dicionário Bíblico Wycliffe, Rio de Janeiro: CPAD, pg 41, 2016)
A) Is 53.6: “…mas o SENHOR fez cair a maldade de todos nós sobre ele.”
B) Is 53.10: “Contudo, foi da vontade do SENHOR esmagá-lo e fazê-lo sofrer…”
lV. A Crucificação
Sempre tinha lugar fora dos muros da cidade e a vitima carregava a sua cruz até o local da execução. As mãos (provavelmente no pulso ou no metacarpo) eram cravadas, primeiramente a direita, e então a esquerda, enquanto o condenado jazia sobre a terra.
(Champlain, R N, PH.D. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Hagnos, 9 edição; pg 1020, 2008)
A) Jo 19.17: "Levaram, então, Jesus; e ele, carregando a própria cruz..."
B) Mc 15.24: "Então o crucificaram..."
C) Lc 23.46: “... E, dizendo isso, expirou.”
Conclusão
“Se a cruz não for o centro da nossa religião, a nossa religião não é a de Jesus” (John Stott). “A angústia que produziu esse fenômeno foi por nós. Era uma inclinação do eterno amor do Salvador pelos pobres pecadores perdidos que viera salvar” (William Hendriksen). Haja visto, Cristo ter sido entregue como oferta em nosso lugar, para remissão de nossos pecados, somos gratos a Deus pela sua suprema soberania em nos redimir.
Apelo
Charles Spurgeon disse:” A cruz é o último argumento de Deus”, em conformidade com a palavra explanada e com esse sábio, convido você a arrepender-se e acreditar no verdadeiro evangelho, pois como D.L Moody escreveu: “Arrependimento é a lágrima nos olhos da fé”.
BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Estudo Esperança. São Paulo: Vida Nova, 2011.
Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos. John Rea. Dicionário Bíblico Wycliffe, Rio de Janeiro: CPAD, pág. 41, 2016.
Champlain, R N, PH.D. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Hagnos, 9 edição; pág. 1020, 2008.
Hendriksen. William. Comentário do Novo Testamento Lucas vol. 1. Págs. 19,27,29 e 35
Lee Strobel. Em Defesa de Cristo. São Paulo: Editora Vida, págs. 338-339, 2001 “Dr. Alexander Metherell.”
Thieleman J. Van Bracht. Espelho dos Mártires, págs. 14-15, 2009.
Warrem W. Wierbe. Comentário Bíblico Expositivo Novo Testamento. Santo André, SP: Geográfica Editora, pág. 345, 2006.
A angústia dos acometidos pelo mal da inércia só pode compreender quem já a experimentou alguma vez. Ócio é algo com que todo ser humano sonha. O mal da inércia, entretanto, fica longe da agradável sensação de descanso e paz que o ócio proporciona: quem por ele é acometido não consegue agir, por mais que se empenhe. Mente amortecida e visão embaçada, o enfermo debate-se na poça do próprio sangue. Está doente, mas o corpo não apresenta alterações.
Batendo a cabeça na parede, sem conseguir recurar ou progredir, preso num vácuo imobilizante, a pessoa sente-se perdida, duvida de si mesma, despreza-se, e por fim chora.
Á noite chega e com ela tudo que o dia todo estava escondido vem á tona, toda angústia, todo vazio vem tomar conta de mim. E ás lágrimas escorrem sobre meu rosto, sobre o refletir do que foi feito de mim, o que me espera adiante, porque até aqui nada tem a sentir.
No aspecto emocional, o ser humano carrega dúvidas e angústia inenarráveis. Para exemplificá-las, podemos compará-las aos lobos, um dos seres mais misteriosos que caminham sobre a terra. Na mente e, por que não, no coração humano há uma batalha terrível entre dois lobos, o racional e o emotivo. Esses dois lobos tentam dominar o espírito de todos nós. Independentemente de qual vença, o certo é que o resultado é sempre marcante.
A angústia do silêncio que se faz resposta.
A certeza da ausência que se faz tristeza.
O abismo do orgulho quando corta a alma.
A saudade da inocência que trás a pureza.
A verdade da distancia que é desafio.
A intensa dor que emana dessa incerteza
De perde a flor mais bela.
De restar abandonada nesse teu vazio
Sem saber que passo dar nesse silêncio escuro.
Sem saber qual o caminho para a saída...
Ladeira ou Abismo
Em um momento
De angústia e aflição
onde você se encontra
em um espaço de linha tenue
entre a ladeira ou abismo,
é aí que você encontra
em plena reflexão
o verdadeiro sentido
este que por sua vez
enobrece teu ser
ou padece você.
Acalma-te tua alma
feito brisa leve quando vem
Não desesperes, mantenha calma
És a chance que tu tens
Use com saber suas asas
Sinta o cheiro da chuva que vem
não voe por essas estradas
não gostará de asas molhadas
espere pelo arco-íris
e o Sol que irá nascer também.
Bom dia!
Hoje procuro descartar a tristeza, a angústia e a melancolia colocando luz (Deus) nas sombras obscuras dos meus problemas diários. Já testei em minha mente e vida diversos antídotos, contudo, só em Deus encontrei a cura.
Ó estúpida angústia trazida pelo medo que chamo sem querer, sem perceber.... Desaforo de tão insana que é a alma humana, ó arredia alegria que como o tempo, não para não descansa e só avança levando consigo toda minha esperança, ó sensatez que reforça em mim o fato de que para ser sábio, é preciso conseguir pensar, e ao mesmo tempo ter que caminhar.
Eu vi em cada centímetro da matéria as marcas da solidão do sofrimento da angústia do ódio e da humilhação!!!
A angústia existe, sempre existirá, o que nos resta é driblá-la, não deixar que ela apague nosso brilho, nossa força e vontade de viver.
Resposta ao poema de uma querida amiga:
A angustia não brota pela certeza do fim ou da continuidade. Ela é cultivada no pomar da imprevisibilidade. Ao provar seu sabor amargo, sorvemos o sumo do controle que sacia parcialmente as culpas por nossos impulsos. Mal sabemos nós que isto que nos impede de padecer, mortifica-nos, ainda vivos, e sem pressa
Braço do meu violão
Quando estou abraçado ao meu violão,
Deixo a tristeza e a angústia distante,
Sempre dedilhando uma linda canção,
Entre os acordes normais e os dissonantes.
Através das letras escrevemos uma poesia,
E com as suas rimas faremos encaixar,
Com muita habilidade e grande maestria,
Em lindas músicas faremos transformar.
Ao ferir a tua corda lentamente,
E o som de uma bela nota escutar,
Trazendo-nos a alegria permanente,
Como o som de uma orquestra a tocar.
Espalhando a música pelos ares,
De uma forma perfeita e natural,
Sendo ouvida na terra e nos mares,
Transformada em idioma universal.
Muitas interpretadas por vários cantores,
Ao longo de algum tempo muito se viu,
Em vozes diferentes, mas de grandes valores,
Como Gal Costa, Caetano, Raul e Gil.
Grandes vozes que muito nos encantaram,
E que até hoje permanecem em nossos corações,
Muitas por determinação de Deus já se calaram,
Outras continuam ainda nos trazendo emoções.
Tenho na musica uma grande fonte de inspiração,
Mas que tenha uma bela letra e uma boa melodia,
Que seja executada na guitarra, saxofone ou violão,
Ou mesmo nas violas caipira nas rodas de cantoria.
Aprecio a execução de vários instrumentos,
Mas que possa ter um conjunto de harmonia,
Extraindo os mais profundos sentimentos,
Na combinação, músico, instrumento e a melodia.
Podendo ser de cordas, sopro, teclas e percussão,
Mas que possam trazer prazer aos meus ouvidos,
Tirando lagrimas dos olhos e emoção do coração,
Executados por mãos de músicos perfeitos e atrevidos.
Como a guitarra nas mãos do mestre Pepeu,
O grande músico Ringo Starr e sua batera,
Altamiro Carrilho com sua flauta venceu,
E o Sivuca com a sanfona foi pra galera.
Todos fizeram da música uma grande profissão,
Sempre nos proporcionando muita alegria,
Conduzindo-nos ao ápice de grande emoção,
Utilizando o mais alto nível de maestria.
Du’Art 05 /07 /2014
Caminhando com Jesus
Em uma noite de angústia consegui sonhar,
Que estava em uma praia linda e deserta,
Mas tive a felicidade de poder encontrar,
Uma pessoa maravilhosa que só falava em amar.
No meio de tanta simplicidade vi o teu valor,
Sempre procurando uma forma de me acalmar,
Com as tuas sábias palavras proclamando o amor,
Mas o tempo foi passando e já cansado de andar.
Sentei-me na areia e logo veio em meu pensamento,
As lindas palavras que retornavam aos meus ouvidos,
Com uma macia voz me chamando naquele momento,
De maneira tão meiga que jamais teria esquecido.
Diante de tanta beleza, felicidade e sabedoria,
Pude contemplar o mais puro exemplo de amor,
Ao caminhar pela areia quase amanhecia o dia,
Percebi que estava ao lado do meu Senhor.
Ao longo da praia deserta e perdida,
Paramos para que pudesse me mostrar,
As cenas que por mim foram esquecidas,
Mas o que fiz na vida me fez recordar.
Mas a pequena fé em mim veio aparecer,
Ao mostrar as tristes cenas do meu passado,
Senti de imediato o meu coração entristecer,
E não mais pude sentir o Senhor do meu lado.
Naquele instante já muito triste e desolado,
Cheio de angustia uma voz veio me dizer,
Que eu via um par de rastros, mas não devia temer,
Pois fique em paz que por mim está sendo levado.
Du’Art 25 /04 /2014
