Ando
Ando pensando bastante nesses últimos dias... Cultivei tanto a noite, tanto a lua, que agora o corpo pede sol... A verdade ou o que mais chega próxima da verdade é o equilíbrio e não o excesso
Endureci o coração. Ando com tanta preguiça de sair, conhecer pessoas novas, pessoas vazias, sem objetivo. Preguiça de ir em uma festinha, e ser tão encarada por um carinha qualquer a ponto de querer sumir, fugir, me esconder em um buraco fundo e escuro. Ai, que preguiça Senhor. Tem piedade Senhor dessa gente. Penso que por isso ando cada vez mais só. Mais alguém?
Sem rumo
Ando sem rumo.
Milhares pelas estradas.
A vida desses corações é pura solidão.
Ninguém pra estender a mão.
Um pesadelo.
Travo uma luta interna diariamente: sigo em frente?
Na clássica maneira de sonhar com dias melhores… sigo.
Engano-me?
Quem me poderá dizer?
Nem sei se haverá novo amanhecer.
Lua
Ando pela calçada.
Sorrio e teu sorriso iluminou meu dia.
Solta em pensamentos e inspirações...
Sigo e mentalmente componho canções.
Sentei num banco da praça...
As crianças a brincar... que graça.
Dialoguei contigo.
Meu amor, meu amante, meu amigo.
Levantei-me... deste-me força pra seguir adiante.
Ando pela calçada da rua.
Solta, segui sempre avante...
Não importa se não estás aqui...
Sinto-me o tempo todo sempre tão tua.
Renasce, esperança
Enterrei a angústia pela tua partida no lugar mais profundo do meu âmago.
Ando por aí desesperada, tentando embrutecer meu coração.
Olho pro mar... na sua imensidão.
Tenho medo do que poderá fazer em mim toda essa solidão.
Está lá bem no fundo a angústia.
Estou magoada.
E a saudade vem... vagarosamente seguindo meus passos.
Eu sigo.
Tenho medo de que ela me pegue nos braços.
... e não me largue mais.
Minha vida se prostra.
Lágrimas escorrem pelo meu rosto.
Um gosto de puro desgosto.
O que eu queria?
Queria que a minha vida caminhasse sozinha.
Que tropeçasse pelas pedras... caísse... se machucasse... se levanta-se e se curasse.
Queria que a esperança renascesse.
Queria que a paz, a alegria, os dias bons a vida me devolvesse.
Quero demais?
Não sou mais o mesmo,
ando a esmo,
no caminho escolhido,
estou perdido.
Nos primeiros passos
não errava o compasso...
mil passos depois
não sei mais o que já foi.
Me repito, me complico,
o visto, o não visto,
pro imprevisto
me visto.
Modificado pelo tempo,
calejado, maleado,
ajustado, adaptado...
não mais o mesmo
mas o mesmo mudado.
Por onde tu andas,
vivo a perguntar...
ando por esta cidade...
não consigo mais te encontrar...
nem GPS pra me auxiliar.
Nas esquinas, nos bares... nas ruas... na beira do mar...
em todo lugar que costumavas ficar...
há apenas um vazio ocupando teu lugar...
De Norte a Sul
vou te procurar...
hoje estás lá...
não mais aqui...
mas sei que vais voltar...
Por onde tu andas...
perdido, caído, sofrido...
não é teu lugar...
felicidade fora daqui não vais encontrar.
Je suis....boba
Vivo... tocando o mundo com a ponta do dedo,
sigo sem medo.
Ando na ponta do pé,
surpreendo sempre,
... nunca sou surpreendida.
Não me perco na vida,
estou de bem com a vida.
(me fazendo de) boba...
assim vivo e ganho a vida.
Esperteza?! sem medida... desmedida, não na minha vida.
Aprendi a brincar com a vida (me fazendo de) boba...
assim vivo bem.
Ouço o barulho da noite, mas durmo bem
porque não desconfio de ninguém.
O mundo é dos espertos? Então, não me queira por perto!
Je suis boba ou je pense que je suis?
Je pense, donc je suis...
Um novo amor
Ando perdido na multidão.
A procura de um toque
Ou em busca de um sorriso.
Qualquer coisa que me faça, por um instante, te esquecer.
E olhando para o vazio do horizonte
Mergulho no momento fúnebre desta paixão,
Estou lutando para emergir da solidão
Com tudo que restou dos pedaços do meu coração,
Estou matando a sementinha da esperança
Para que possa nascer um novo amor.
Estou matando parte de mim para morrer com você.
Edney Valentim Araújo
Ando triste com tantas desordens no mundo, com tantos avessos que traçam caminhos dos sensatos, das pessoas de bem, penso muito nos meus netos , como será daqui pra frente, não se fala mais olhando nos olhos, e sim como agora, eu olhando aqui na lente de um celular frio e leve de emoção, como será ...? O dia que eu precisar olhar nos olhos de verdade, será que o glaucoma , a catarata, vai deixar eu ver as meninas dos olhos dos meus queridos, ou será que irei ver apenas uma fotografia com fotoshop corrigindo as imperfeições de um Rosto sem vida....
Pense que a vida é curta demais pra deixar uma pessoa partir sem um abraço sem palavras e sem rumo...
Natalirdes Botelho
Eu não fui...
Você não vem
Ando assim... Só... Dentro
Sem pressa sem culpa
Sem calma
Somente alma
O Ficar...
Tomando conta de mim.
Tecer tingir e plantar
Ler escrever e amar.
O pouco comer
O muito dormir.
Querer estar perto
Gozar ficar longe
Distanciamento
Introspecção
Nesse momento
Liberdade sem fim.
Solidão
Mesmo no meio de uma multidão estou só,
Apesar das aparências, eu ando com a minha bandeira branca da paz carregando o significado da minha existência,
A essência da minha alma solitária esta presente na caneta do poeta.
" Ando por aí sem ao menos saber aonde quero chegar...são caminhos desenhados pela mão do tempo neste espaço chamado viver."💞
"...ando te observando...sua delicadeza...pele branca avermelhada...macia...sua boca é um convite a se deliciar por seus lábios...seu cabelo dança ao vento...seu corpo é um tormento de sensações...um vulcão em ebuliçao...te abraço...e em meus braços vou me perder...e nós seus me encontrar...te amar...beijar...posso viver...morrer...nos seus braços...é meu fim...meu começo...meu desejo...simplesmente meu desejo...ter você...sentir e se entregar na suavidade dos seus beijos...vêm...chega de mansinho...e com muito carinho...vamos unir nossos destinos... nossa eternidade."💞
A felicidade é andar de bicicleta.
Mas eu ando muito cansada de pedalar,
preferindo a garupa da paz.
Saudades de mim
Ando com muitas saudades de mim.
Dos banhos de chuva na infância;
Dos tempos de colégio;
Das amigas de calçada;
Do namoro no portão;
Da casinha de portas verdes com muro baixo de pedrinhas;
Do pé de jambo na frente da casa!
Da grande imagem de São José à porta como a saudar todos que lá adentravam;
Das borboletas coloridas que voavam alegres sob o jardim florido da minha mãe;
Do bolo de carimã da Nega;
Das festas de junho e das adivinhações;
Do bairro que me viu crescer e casar...
E da menina que virou mulher, e hoje só quer sentir saudades...!
Haredita Angel
29.04.17
"Ando muito cansada de procurar o caminho certo ao tempo em que resisto permanecer humana."
Haredita Angel
20.05.22
