Ando
Ando com um nervosismo que preocupa. É daqueles com um pouco de medo, de ansiedade, de querer e não querer, tudo ao mesmo tempo. Uma hora a gente cansa da palavra mal dita, dos olhares atravessados, de andar e não chegar a lugar nenhum. E de tanto esperar por um novo começo que nunca chega, a gente acaba perdendo a vontade de ir em frente.
Ando mais agoniado do que de costume. Dormi só quatro horas essa noite, revirando pela cama em intervalos curtos, com sonhos incompletos. Me dedico aos estudos como pura desculpa. Ontem não atendi nenhuma ligação dos meus amigos, nem sequer respondi mensagens. E hoje deixei de fazer as coisas pra ficar olhando pro nada. Às vezes também choro à toa. Ainda tô me acostumando.
Já ando feito um louco pelas ruas. Não obedeço sinal, passo entre os carros em movimento como se fosse a coisa mais normal do mundo. Vez em quando me assusto com os freios e paraliso. Outras vezes, dou uma risada cínica e viro as costas. Porque chega uma hora que morrer parece não ser tão doloroso, então pouco me importo. Chega uma hora que nada mais é lindo, nada dá certo, nada é encontrado. Por isso acabo com o maço do cigarro em um minuto. Minha vida se transformou numa morbidez completa. É a fase terminal que poucos reconhecem, mas que uma hora, quer queira, quer não, chega pra todo mundo.
*** Ando ***
Ando pensando em sonhos... aqueles que os dias nos fazem viver!
Ando sonhando com meus pensamentos... aqueles que minhas convicções me faz acreditar!
entre o real e o abstrato, o possível e improvável... estar a minha espera por um amor intenso... aquele abusado que chega, toma conta, sufoca e torna nossos dias quase insustentáveis... quentes, intermináveis...
Mas... onde está? ele existe? tem possibilidade?
anda na orbita.. vagando pelo espaço a fora!
É apenas um sonho!
Ando escrevendo menos;
Ando sentindo mais;
Não a raiva que deveria ou o ódio que poderia, sentimentos que seriam normais a uma pessoa sã, mas sentimentos substituídos.
Ando me perguntando mais: será que sou normal?
A angústia já passou, a ansiedade permanece;
Uma ânsia de amar;
Agonia de viver;
Um ardor de estar com quem me faz bem.
Ando falando menos, me expondo menos;
Ando amando mais, permitindo-me mais.
Ando falando mais, me expondo mais às pessoas que me dão valor.
Ando correndo menos para que a felicidade me alcance, pois a vida é para ser vivida cada milésimo de segundo, sem pressa;
Assim como se degusta um vinho;
Assim como se prova uma refeição;
Assim como se depura os costumes;
Assim como se purifica a alma e;
Assim como simplesmente e calmamente fazemos amor com uma mulher.
"Ando devagar porque já tive pressa"
"Ando me preocupando bem menos com o que recebo dos outros do que com o que estou emitindo com meu viver"
Eu ando observano sua vida.
Me peguei agora cheretando, vendo se tudo anda bem.
E vi seu novo amor, te chamando de Amor
- um chamado tão meu.
Uma tamanha intimidade, mas que não assolou o ciume.
Eu ando bem, estou bem.
Só fico de olho mesmo, porque amo você.
Ainda te amo, e você vai sendo o meu amor.
Só que eu fico de fora, certificando.
Que bom amor, que bom que tudo está indo...
Para você e seu novo Bem.
Ando por ai a procura de felicidade , longa caminhada
Esperança comigo por onde eu for , um dor que parece inacabável
Uma caminhada sem luz , ainda não achei o final do túnel
Sonhos no paraíso , jornada difícil , longa cheia de obstáculos
Possível fundo sem volta , escuridão passageira
Todas as faces Possíveis , esconderijo de pano
Esse é meu nome
Essa é minha Prisão
Esse é o meu mundo
Vazio de tudo
Cheio de nada
Completo de mentiras
Uma flor brota sem aviso!
Mas não aguenta o inverno e morre
Tente ser sincero. Agora, observe quantos ficam. Viu, portanto não me pergunte mais porque ando sozinha.
Em meus momentos tão íntimos de mim, tão sem nome, sei quem sou e por onde ando com passos largos ou curtos, pouco me importa agora os nomes que me deram, os adjetivos tão diminutivos e baratos... Eu sei onde acertei e errei, não estou cega, não preciso de um ponteiro crítico que nada sabe de mim, e o que passa por dentro de veias que deveriam escoar somente responsabilidade, mas de vez em quando, também se vê por lá, algo com o nome de sangue.
Em meus momentos tão íntimos de mim, tão sem nome, sei quem sou e por onde ando com passos largos ou curtos, pouco me importa agora os nomes que me deram, os adjetivos tão diminutivos e baratos... Eu sei onde acertei e errei, não estou cega, não preciso de um ponteiro crítico que nada sabe de mim, e o que passa por dentro de veias que deveriam escoar somente responsabilidade, mas de vez em quando, também se vê por lá, algo com o nome de sangue.
