Amor Textos de Luis Fernando Verissimo
Claro que deve haver alguma espécie de dignidade nisso tudo. A questão é onde, não nesta cidade escura, não neste planeta podre e pobre, dentro de mim? Ora não me venhas com autoconhecimentos-redentores, já sei tudo de mim, tomei mais de cinqüenta ácidos, fiz seis anos de análise, já pirei de clínica, lembra? Você me levava maçãs argentinas e fotonovelas italianas, Rossana Galli, Franco Andrei, Michela Roc, Sandro Moretti, eu te olhava entupida de mandrix e babava soluçando. Perdi minha alegria, anoiteci, roubaram minha esperança, enquanto você, solidário e positivo, apertava meu ombro com sua mão, apesar de tudo viril, repetindo reage, companheira, reage, a causa precisa dessa tua cabecinha privilegiada, teu potencial criativo, tua lucidez libertária, bababá bababá. As pessoas se transformavam em cadáveres decompostos à minha frente, minha pele era triste e suja, as noites não terminavam nunca, ninguém me tocava, mas eu reagi, despirei, e cadê a causa, cadê a luta, cadê o potencial criativo?
A verdade é que não me sinto capaz de nada. Não é fossa. Fossa dá ideia de uma coisa subjetiva e narcisista. São motivos bem concretos, que inclusive transcendem o plano pessoal. E tudo tão insolúvel que a gente só pode fugir, porque ficar não adianta nada. A minha maneira de fugir, tu sabes, é dormindo.
Vem, que eu quero te mostrar o papel cheio de rosas nas paredes do meu novo quarto, no último andar, de onde se pode ver pela pequena janela a torre de uma igreja. Quero te conduzir pela mão pelas escadas dos quatro andares com uma vela roxa iluminando o caminho para te mostrar as plumas roubadas no vaso de cerâmica, até abrir a janela para que entre o vento frio e sempre um pouco sujo desta cidade. Vem, para subirmos no telhado e, lá do alto, nosso olhar consiga ultrapassar a torre da igreja para encontrar os horizontes que nunca se vêem, nesta cidade onde estamos presos e livres, soltos e amarrados. Quero controlar nervoso o relógio, mil vezes por minuto, antes de ouvir o ranger dos teus sapatos amarelos sobre a madeira dos degraus e então levantar brusco para abrir a porta, construindo no rosto um ar natural e vagamente ocupado, como se tivesse sido interrompido em meio a qualquer coisa não muito importante, mas que você me sentisse um pouco distante e tivesse pressa em me chamar outra vez para perto, para baixo ou para cima, não sei, e então você ensaiasse um gesto feito um toque para chegar mais perto, apenas para chegar mais perto, um pouco mais perto de mim.
A mentira disse à verdade:
"Vamos tomar um banho juntas,
a água do poço é muito bonita."
A verdade, ainda desconfiada, experimentou a água.
E descobriu que ela era muito bonita.
Então elas se despiram e tomaram banho.
Mas de repente
a mentira saiu da água e fugiu,
usando as roupas da Verdade
A verdade, furiosa,
saiu do poço para recuperar as roupas.
Mas o mundo, vendo a verdade nua,
desviou o olhar, com raiva e desprezo.
A pobre verdade voltou ao poço
e desapareceu para sempre,
escondendo sua vergonha
Desde então, a mentira gira pelo mundo.
vestida como a verdade,
satisfazendo as necessidades da sociedade.
Porque o mundo não alimenta nenhum desejo
de conhecer a verdade nua.
(Pintura: A verdade saindo do poço, de João Leon Geroma, 1896.)
Eu troço...
Eu torço para que um Dia os q vão Salvar o Brasil entre no poder e restrinjam o acesso ao Sistema básico de Saúde, aos remédios, aos programas sociais, aos benefícios trabalhistas q a muito foram conquistados... Torço para que o retrocesso Retorne e que cada um possa estar em seu lugar o Pobre viajar de ônibus o Rico de Aviação, não existir o Enem porque pobre não precisa de oportunidade ele tem escola de qualidade como a do Estado de São paulo q foram e é geridas pelo Psdb durante anos... Que Pobre não possa andar de Carro e sim de ônibus, trem e metro... por que o Pobre acaba Tomando a vaga do Rico na Avenida...
Eu troço para que um dia quando seus olhos abrirem de vdd, seja tarde demais...
Os ipês amarelos continuam belos, sempre estarão.
Talvez o amarelo não seja mais como antes.
A cada passo da caminhada sinto as pernas mais pesadas.
Os sinais já não tão discretos em meu rosto e em meu cabelo me fazem perceber a marcha apressada e sorrateira do tempo,
Que vai me levando as lembranças, as vontades, as pessoas que amo.
A vela acesa para proteção nas viagens, pela proteção da alma e corpo, incandesce eternamente agora,
É a centelha que aquece meu coração, clareia minha mente e se tornou minha luz divina.
Já Imaginou Chegar tão perto do Sol
Ao ponto de queimar tuas Asas e não Voar mais?
E cair...
Já Imaginou Olhar Pro Sol e não queimar Teus Olhos?
Já imaginou ?
é assim a vida de quem peca..
De quem é pecador
Deus É O Sol
e estamos na escuridão porque pecamos..
Pecamos tanto ao ponto de não conseguir ser Iluminados pelo Sol..e o que fazer se a noite não acaba mais?
Se a noite ainda é dia... se o dia ainda é noite..
e passamos tanto tempo na escuridão.. que quando olhamos para a luz de Deus ficamos cegos e não reconhecemos ela... Não conseguimos encarar a ''Luz do sol'' Porque estamos a tanto tempo na escuridão que qual quer luz Nos deixaria cegos..Então é nessa hora que devemos pensar e refletir...
Devo continuar a andar sem entender o meu caminho?
Existir apenas por Existir?
Ou Eu sou escolhido para algo que ainda está por acontecer?
Escolha Pois mesmo assim não fara diferença..
Sua hora chegou e cristo já te chamou.. e chama mais uma vez.. a questão é você vem comigo ou não
"Se você está sofrendo por causa de um amor perdido, tenho más notícias: não há nada que você possa fazer. E não há ninguém que possa ajudar.
Na melhor das hipóteses você vai ter um amigo paciente pra vai ouvir suas queixas. Ou eventualmente buscar você num bar e te levar pra casa com segurança nos dias que você se comportar feito um louco. Na verdade, até existe alguém capaz de curar sua dor, mas este alguém costuma ter pressa. Ele se chama TEMPO.
Portanto, procure levantar sua cabeça e dar um passo à diante. Por menor que seja. Porque você ainda tem um longo caminho a percorrer dentro desse inferno. Não se deixe abalar, erga a cabeça e siga em frente. Ter pena de si mesmo não vai ajudar em nada. E por mais que você não acredite, eu posso garantir que você sente algum prazer em cultivar esse sofrimento. Sim, estar triste é uma forma de exercer a paixão quando o alvo dessa paixão já se foi. Você está usufruindo do seu direito de viver eternamente apaixonado. Isso é ótimo. Prova que você é romântico, mas coisas ótimas não costumam ser baratas, você tem que pagar seu preço. Em algum momento, tudo isso vai passar! E nesse caso, quando o furacão for embora, ele não deixará destroços. Tudo estará em seu devido lugar, como se nada tivesse acontecido. Você vai recuperar suas noites de sono, vai se sentir revigorado, vai estar feliz com você mesmo. Vai levantar sua auto estima. Você vai estar pronto pra entregar seu coração a outra pessoa, mesmo correndo o risco de parti-lo em mil pedaços novamente. Porque o amor, ah, ele sempre vale a pena..."
É algo desafiador confiar em alguém, mas nada pior do que confiar em um sentimento. É esse tipo de coisa que leva a todos criarem grandes expectativas, de ser de alguém. Coisas desse tipo, tornam-se mais desafiadoras ainda quando são alimentadas por palavras e atitudes rasas. Nossa mente trabalha, juntamente com sentimentos afobados, loucos para serem saciados, cada vestígio de amor dado é valido, para alguém assim.
O fato é que a culpa não são dessas pessoas, são daquelas que falam palavras eternas, mesmo que elas sejam passageiras, são daquelas que são cheia de amor por mensagem e pessoalmente não sabem como demonstrar, são essas e diversas outras atitudes que constrói uma bela de uma cilada.
Identifique esse tipo de pessoa, não precisa de grandes analises para perceber se é amado ou não. Não é questão de se jogar “de vez” em um romance épico, é só questão mesmo de não se jogar em quem é raso demais, para alguém tão profundo, como você. Mergulhe profundo nos momentos certos, alguns indivíduos não entendem o quanto podem ferir, desgastar ou até atrapalhar o desenvolvimento pessoal que você pode torna-se. Ame, mas primeiro, ame-se.
Trocar o dia pela noite, dizia Luís Soares, é restaurar o império da natureza corrigindo a obra da sociedade. O calor do sol está dizendo aos homens que vão descansar e dormir, ao passo que a frescura relativa da noite é a verdadeira estação em que se deve viver. Livre em todas as minhas ações, não quero sujeitar-me à lei absurda que a sociedade me impõe: velarei de noite, dormirei de dia.
As obras de André Luís são um bom exemplo que os sofrimentos e as alegrias continuam no pós-morte mediante o tipo de vida que elegemos na roupagem física; o autor espiritual que citamos deixa esse conceito claro no livro Libertação, quando relata a os pensamentos dos seus instrutores espirituais, abordando que "é escasso o número de pessoas que se preocuparam com a ética e a busca pelas verdades do espírito, e grande o número de seres que cultivaram paixões e emoções destrambelhadas; o resultado é que milhões dessas pessoas, no pós-morte, permanecem como "fantasmas", jungidos à crosta terrestre, dividindo espaço vibŕatil com os encarnados
São Luís: cidade dos meus sonhos de criança, conhecida por seus azulejos e buquês de noiva; capital do meu querido Maranhão, onde me deito sobre seus famosos lençóis de areia. Cidade de belezas naturais, debaixo do céu multicolorido pelos raios de sol e pelo arco-íris, que me servem de inspiração para poemas, poesias e toda minha criação.
Ao invés de estarmos o tempo todo discutindo se Luis Inácio vai ser candidato ou não, ministro ou não, é inocente ou não, vamos se preocupar com outros problemas mais urgentes e preocupantes no campo social, já que a política e a estrutura moral, ideológica, partidária, administrativa está banalizada e torturada em plena democracia, vamos ajudar nosso irmãos que sofrem mediante as nossas possibilidades e assim por essa solidariedade muita coisa iremos amenizando...
Seja. mas antes de ser por inteiro seja dos outros.e antes que se entregue por completo á alguém saiba que ninguém pertence a ninguém, e que você é seu. Você não é aquilo que sua vida é. Você não é o momento que você vive nem o amor perdido. Você é aquilo que ninguém vê. Uma coleção de histórias, estórias, memórias, dores, delícias, pecados, bondades, tragédias e sucessos, sentimentos e pensamentos. Se definir é se limitar. Você é um eterno parênteses em aberto. Enquanto sua eternidade durar.
Muitas vezes os nossos relacionamentos de amizade são uns fracassos porque somos imaturos. Amigos não são o que imaginamos, mas o que eles são e com todos os defeitos. Amizade é processo de maturidade que nos leva ao verdadeiro encontro com as pessoas que estão ao nosso lado. Elas têm todos os defeitos, mas fazem parte da nossa vida e não a trocamos por nada deste mundo. Isso porque temos alma de cristão e aquele que tem alma de cristão não tem medo dos defeitos dos outros, porque sabe que aqueles defeitos não serão espelhos para nós, mas seremos um instrumento de Deus para ele superar esse defeito.
Com o tempo, você analisa que abrir mão de algo muito importante, só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor íntimo, uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa. É um sacrifício voluntário por algo mais pleno, mais grandioso em Beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão. E você aprende a recomeçar agradecendo por vitórias tão pequenininhas… Como quando é noite e antes de dormir você se enche de gratidão: ‘Deus, obrigada, porque é noite e eu tenho o sono… Que venha um sonho novo, então’.
Hoje eu pensei em você com saudades e meu coração se encheu de tristeza e fez as lágrimas transbordarem pelos meus olhos. Mas não há nenhuma novidade nisso, porque eu pensei em você ontem e anteontem e todos os dias desde que você se foi. Sua falta aperta tanto o coração que a saudade escorre pelos olhos. Penso em você em silêncio e às vezes chego a chamar seu nome, mãe. Sua lembrança continua viva dentro de mim, eternizada em meu coração. Ah, mãe, como eu queria que estivesse aqui.
Voilà! À vista, um humilde veterano vaudevilliano, apresentado vicariamente como ambos, vítima e vilão pelas vicissitudes do Destino. Esta visagem, não mero verniz da vaidade, é ela vestígio da vox populi, agora vacante, vanescida, enquanto a voz vital da verossimilhança agora venera aquilo que uma vez vilificaram. Entretanto, esta valorosa visitação de uma antiga vexação, permanece vivificada, e há votado por vaporizar estes venais e virulentos verminados vanguardeiros vícios e favorecer a violentamente viciosa e voraciosa violação da volição. O único veredito é a vingança, uma vendeta, mantida votiva,não em vão, pelo valor e veracidade dos quais um dia deverão vindicar os vigilantes e os virtuosos. Verdadeiramente, esta vichyssoise de verbosidade vira mais verbose vis-a-vis uma introdução, então é minha boa honra conhecê-la e você pode me chamar de V.
Que a minha intensidade não me impeça de respirar vezenquando, pois suspiro o tempo todo pra encontrar espaço nesse peito que já nem se cabe. Que essas explosões de vida, de beleza e dor me permitam ao menos, por alguns momentos, absorvê-las com tranqüilidade: para que eu consiga dormir sem ter de chorar ou gargalhar até a exaustão, pois sinto falta de apenas lacrimejar ou sorrir sem contrações, descontraída. Que a felicidade não me doa sempre e tanto, a ponto de assustar. Que haja alguma suavidade nos meus olhos diante do cotidiano e que eu não me emocione exageradamente com esta delicadeza. Que eu possa contemplar o mar sem que ele me afogue por completo. Que eu possa olhar o céu imenso e que isso não me aniquile por lucidez extrema. E que quando eu escrever um texto, ao ser publicado, assim, despido de qualquer revisão emocional, dotado apenas da intuição que me foi dada, que encontre a fonte precisa que agasalhe a palavra “palavra”. Que eu não viva só em caixa alta, com esses gritos que arranham silêncios e desgovernam melodias. Que eu saiba dizer sem que isso me machuque demais. Que eu saiba calar sem que isso me provoque uma tagarelice interna inquieta. Que eu possa saber dessa música apenas que ela se comunica com algo em mim, nada mais. Que eu possa morrer de amor e, ainda sim, ser discreta. Que eu possa sentir tristeza sem que ela se aposse de toda a minha alegria. E que, se um dia eu for abandonada pelo amor, não deixe que esse abandono seja para sempre uma companhia.
Eu não me preocupo tanto com o que acham de mim. Quem geralmente acha, não achou, nem sabe ver a beleza dos meus avessos, que nem sempre eu revelo. O que me salva não é o que os outros andam achando de mim, mas o que Deus sabe a meu respeito. Eu só dou valor às palavras e pensamentos produtivos, construtivos, normalmente vindos de pessoas que me amam verdadeiramente.
