Amor Sincero e Nao Correspondido

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"O amor não obedece a própria expectativa"


Quer dizer que a gente não manda no amor.
A gente cria roteiro: "eu vou amar assim, na hora certa, a pessoa certa, do jeito que eu imaginei".
Só que o amor chega quando quer, com quem quer, do jeito que quer.
Ele não segue cronograma, não pede permissão, não se encaixa na caixinha que a gente fez.


Às vezes você espera sentir por alguém e sente por outro.
Às vezes você acha que superou e o amor volta em forma de saudade.
Ele é teimoso. Não obedece.


"É um mistério puro e absoluto"


Porque não tem explicação lógica.
Não dá pra medir, prever, controlar, nem entender 100%.
É puro porque vem sem interesse. É absoluto porque quando acontece, toma tudo.


Mistério no bom sentido: igual nascer do sol, igual música que te arrepia.
Você não entende, só sente.


É dizer que amar é se entregar pro que não tem regra.
Quanto mais a gente tenta controlar, mais escapa.
Quanto mais a gente aceita o mistério, mais bonito fica.


_Jane Silva


15/07/2026

Ela não acreditava no amor
Mas vivia esperando um amor
Para amar


E eu vivia na solidão
Esperando alguém para me tirar
De lá

⁠não sou ateu, só não acredito num deus que dizem ser de amor e não vejo nas páginas onde ele mora nenhum ato de amor.

Que viver e não dá passagem para eu te guiar no amor ...

Quero seu amor e não devolvo você a nenhum...

"Muitas vezes, a gente não pode "viver" o amor por falta de diálogo!"






Otávio Abadio Bernardes






GYN, 7 de agosto de 2025.

"Meu Amor, não sou nada! E na imensidão do meu "nada"... eu te desejo "tudo"!

⁠tem muita coisa ruim na vida
não deixe que o amor se torne uma delas

Ela não queria um amor de vitrine.
Queria um amor de dentro –
daqueles que não se prova, se habita.


“Como foi seu dia? O que doeu? O que te fez sorrir?”
E esperar a resposta como quem espera a chuva no sertão. Sabendo que ela não enche o rio sozinha, mas molha a terra.


Palavras são como abraços: se soltas no ar, viram vento; se encostadas na pele, viram casa.


Ela queria um amor que lesse o silêncio dela não como ausência, mas como calma. Um amor que não apertasse a campainha só para ouvir o próprio dedo.


Um amor que entrasse, sentasse, perguntasse: E esse cansaço? E esse poema que você guardou no peito? Mostra?


Mas ele, coitado, aprendeu a encantar antes de aprender a ficar. Ela não o julga. Ela só se lembra de que tempo é a única coisa que não se recompra.


Então ela disse, com a delicadeza de quem já cansou de berrar na tempestade:


“Se for pra ser raso, que seja limpo, sem espuma de sabão.


Se for pra ser fundo, que seja devagar, com perguntas de verdade.


Eu topo os dois. Mas não topo mais dançar sozinha no meio da sala escura enquanto você aplaude da porta.”


E guardou o vestido.


Porque, como bem sabia...


“Há flores que desabrocham mesmo sem aplauso.


E há mulheres que viram jardim sozinhas – não por falta de jardineiro, mas por excesso de vida.”


Ela virou.


Toda vez que ele não perguntava, ela plantava mais uma rosa nela mesma.


... coisas sobre Ela e Ele

"O amor não é um problema a ser resolvido. É um mistério a ser vivido. E mistério, a gente não decifra. A gente contempla."

Não era amor. Era o desejo de ser amor.


Eram duas solidões que se abraçavam na esperança de que o abraço se transformasse em luz. Mas a luz é dura. A luz mostra as rugas, os dentes amarelados, a poeira debaixo do tapete.


Eles não queriam a luz. Eles queriam o aconchego da mentira. Mas a vida é uma coisa que não pergunta. A vida pressiona.


E pressionada, a relação gritou.


Ela gritou com palavras bonitas e profundas. Ele gritou com ações práticas e silêncios. E o grito um do outro não era ouvido. Só a minha alma ouvia – a alma da escrita, que é a alma dos que veem o que os corpos escondem.


E o que eu vi foi isto: ele a ama com a força de quem constrói. Ela o ama com a força de quem desaba. Um constrói muros para protegê-la. Ela quer que os muros caiam para que o vento entre.


Ele não sabe que ela precisa do vento. Ela não sabe que ele precisa dos muros.


E assim, eles se amam como o dia e a noite se amam: nunca ao mesmo tempo, sempre na fronteira, sempre no instante em que um morre para que o outro nasça.


O amor deles é um parto eterno. E parto dói. Mas dói porque a vida está nascendo. E a vida? a vida é isso: a dor de vir ao mundo.


Eles ainda estão no começo da dor.


E o começo da dor, para os que não desistem, ainda pode ser o começo do mundo.


... coisas sobre Ela e Ele

Não tente entender o amor. Sinta-o. Como se sente o vento. Como se sente o medo. Como se sente a morte. Porque o amor, quando é verdadeiro, não se explica. Só é.

Ele não sabe que o amor é a única coisa que não se perde quando a gente se entrega. O que se perde, quando a gente se fecha, é a chance de ser inteiro. E ele, ele merece ser inteiro.


É o que Ela acredita.

Campanha: Amor-próprio é prioridade
Helaine Machado

Não é sobre falta,
é sobre escolha.
É o direito de sentir
sem culpa, sem pressa.
Ela se redescobre no silêncio,
se acolhe no próprio toque,
porque prazer também é cuidado,
também é liberdade.
Helaine Machado

Não quero mãos que não me alcancem,
nem palavras que não saibam ficar,
amor que não cuida, não soma,
não merece o verbo amar.


Helaine machado

Lar é onde o coração repousa,
onde o amor não cabe — transborda.
É oração que nasce em silêncio,
é dois corações no mesmo compasso,
batendo por um só propósito.
Helaine Machado

A maior virtude do amor
não é ser leve,
nem bonito aos olhos do mundo —
é ser forte o bastante
pra calar o ódio
quando ele grita dentro da gente.
Porque o ódio invade,
rasga, consome,
faz do peito um campo de guerra
onde tudo perde cor.
Helaine machado

Amor, poder e razão
três caminhos na mesma pulsação,
tão distantes entre si
que parecem não caber
no mesmo peito —
mas cabem.
Habita em silêncio
esse território escondido
onde o querer abraça,
o dominar insiste,
e o pensar tenta organizar o caos.
O amor pede entrega,
o poder exige controle,
a razão sussurra cautela —
e nenhum deles aceita calar.
Quando florescem,
não vêm em ordem,
não pedem licença,
não combinam entre si.
Helaine machado

Orgulho e preconceito,
dois caminhos que o amor não consegue habitar.
Um afasta pelo silêncio,
o outro condena antes mesmo de conhecer.
O orgulho ergue muros
onde o coração queria construir pontes.
O preconceito fecha os olhos
para aquilo que poderia florescer.
E no meio dessa guerra invisível,
muitos amores se perdem
não por falta de sentimento,
mas pela incapacidade de ceder.
Porque amar exige coragem:
de ouvir, compreender, mudar.
E onde existe arrogância ou julgamento,
o amor sufoca antes mesmo de nascer.
Helaine machado

O amor tímido não é amor...
Ele é autêntico, não se retrai quando é visto, se orgulha de ser sentimento.
Ele torna vivo aquilo que apenas existe.