Amor Sincero e Nao Correspondido
Nem todo mundo que parece um herói é um herói, nem todo mundo que parece um monstro é um monstro.
Estou acostumado a me sentir estranho e a sentir que o mundo é estranho. Como um quebra-cabeças com as peças erradas.
Nomes são indicações de quem nós somos. Quando conjurados, eles criam uma medida de familiaridade. Quando seu nome é falado, uma espécie de intimidade é criada. Você não é mais um estranho ou colega de trabalho. Agora você é um conhecido com várias outras possibilidades.
AUTOESTIMA
Primeiro de tudo, se aceite como é. Isso é se respeitar!
Respeite a sua dor, respeite seus defeitos, respeite suas fraquezas, respeite sua história de vida e nunca se compare aos outros.
Se olhe no espelho e aceite o que vê. Isso é amor!
Vocé é único(a) e não existe outro(a) igual, pois somos semelhantes.
Se ame, se respeite e se valorize, hoje e sempre!
No outono tudo se mistura, o por do sol azul, amarelo, vermelho, carmesim, moldura do mundo, janela do céu.
*Alma Quimera**
Um corpo apaixonado se revela,
*Desnuda o tempo* — tudo nela é gelo
e chama. Transe de espera singela:
do encontro íntimo de dois desvelos.
Um toque. Um sopro. Beijo que desvela
na pele o instante que o desejo anseia:
alma quimera, razão que se dobra
*à dualidade da carne que arde e voa.*
Sou orvalho noturno em teu verão,
lágrima doce em pele salgada de mar.
Chora teu corpo o hino da paixão,
enquanto a alma dança no luar.
*No espelho d’água, alegra-te, quimera:*
confia nos beijos que o tempo acelera.
Conduze-me no rio dos teus anseios,
*onde o feito eterno-se em nossos veios.*
Diálogo -
Ricardo Maria Louro:
- A Vida é um intervalo
entre uma Vida e outra Vida!
Entre de onde vimos
para onde vamos! ...
Celeste Rodrigues:
- Quero lá saber
de onde venho
e para onde vou!
Interessa-me apenas
onde estou e como estou! ...
Ricardo Maria Louro:
- Sofre-se menos, realmente!
Mas não haveria Poetas ...
(No Café/Restaurante Monte Novo
no Campo de Santana em Lisboa)
Feliza Poética 2021
Vivendo
Vivo fugindo.
Fujo de coisas que me traz contradições.
Fujo de pessoas que não gosto.
Fujo de pessoas que me complicam.
Fujo de brigas, e de amores.
Mas não fujo dos caminhos, dos lugares.
Sou andarilho, sou sózinho...
Sou pequeno, sou menino.
Tenho um sonho que é só meu,
ainda vivo por ele, e sigo em frente.
Ainda luto e continuo!
Honro à vida.
Sabendo o tempo certo.
Vivendo mesmo o incerto.
Sobrevivendo ao incorreto.
Sou sobrevivente deste tempo!
Ganhei...perdi...vivo...
Hoje tenho muitos lamentos.
Alegrias? Um tanto.
Amor? Nem tanto.
Sonhos? Ainda os tenho!
Afinal! Não sei o final.
Ainda vivo.
É cada problema atoa!
É apenas garoa!
O que pode acontecer se a vida é assim?
Do contrário é não viver.
Pelas pessoas me poupo.
E tudo passa!
E deixo tudo de lado, mágoas e lágrimas.
Olho para frente.
Vivo para quem me interessa,
Sobrevivo!
O mar está sempre pra peixe, mas escapa das armadilhas, currais e iscas o que está focado e atento a tudo à sua volta.
Ser escravo do tempo é ter a ventania batendo no rosto sem poder apreciar o sorriso do coração e a paixão de viver da alma.
