Amor Sincero e Nao Correspondido
O apanhador de desperdícios
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios
INFORMAÇÃO não é FORMAÇÃO. Houve uma capilarização do conhecimento, não houve um aumento da compreensão...e as escolas ainda são arcaicas, elas ainda acham que o importante e a transmissão do conhecimento, quando, na verdade, o desafio hoje é a retenção e a formação do conhecimento.
O cristianismo prega o valor infinito do que aparenta não ter valor e a inutilidade infinita do que aparenta ser valioso.
Não sei se alguém lhes avisou, mas o fato é este: Haja o que houver, esta vida sempre termina mal.
A próxima é que é o negócio.
Tudo o que fazemos neste mundo não deve ser movido pela esperança de dias melhores, mas exclusivamente pelo amor a Deus e ao próximo.
Isso é toda a Lei e os profetas.
Você não pode apenas sentar e esperar que as coisas boas aconteçam. Mas o que você pode fazer é perdoar a si mesmo por tentar ser feliz durante as fases ruins.
Tenho morrido muitas vezes. Depois, respiro fundo, lavo o rosto, sigo em frente.
Não é fácil morrer, difícil é renascer, fingir-se de sol, cegar a lua, beber o mar.
Detestável seria ter a covardia dos que me mataram.
Eu sigo renascendo, eles seguem covardes.
Sem a visão de um objetivo, um homem não pode gerir a sua própria vida, e muito menos a vida dos outros.
Eu não chamo de violência quando é em autodefesa, eu chamo de inteligência.
Insistir naquilo que já não existe é como calçar um sapato que não te cabe mais: machuca, causa bolhas, chega à carne viva e sangra. Então é melhor ficar descalça... deixar livre o coração.
Uma hora cansa, por mais que se seja bondoso. Uma hora você não tem mais onde apanhar porque já ofereceu demais a outra face. Chega a hora que você está se magoando demais, sofrendo sozinho. Por mais que se seja esperançoso e por mais que seu coração perdoe mil vezes porque só consegue bater assim, uma hora você desaba. E pra seguir você tem que deixar bagagens. Porque são pesadas. Porque empurram com força seus ombros pra baixo e não lhe deixam sair do chão. Uma hora você precisa amar a si mesmo porque já amou demais um outro que não sabe o que é amor. E não! Você não tem que salvar ninguém que não quer se salvar. Não é sobre não amar o próximo, é sobre não dar a sua vida por quem lhe mata, por prazer, aos poucos e devagarinho. É sobre se amar pra sorrir de novo, pra tirar essa tristeza de dentro. Sobre se libertar. É sobre deixar ir, pra você poder voltar.
Ainda que não exista céu, e a Bíblia se torne inútil, viver em santidade se torne loucura, foi um prazer ser cristão.
Não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Nota: Trecho de texto de Marla de Queiroz. Por vezes atribuído, de forma errônea, a Caio Fernando Abreu.
...MaisEu não sou pergunta nem exclamação. Não sou perfeição, nem feia nem bonita, nem exceção.Tenho idéias demais, disposição de menos e um bloco de notas em branco.Não tenho estilo próprio e admiro pessoas que pintam o cabelo de azul sem receio.Não gosto de pessoas que reclamam de tudo e que só usam a palavra ‘não’.Acredite,o vocabulário se torna bem mais extenso por se conhecer o ‘sim’.Me faço de vítima, de intelectual , de psicóloga.E quando me perguntam se estou triste digo que não, estou cansada. Eu gosto de silêncio de dentro e as vezes de fora.Eu quero mais emoção, mais açúcar , menos preocupação.Quero viajar menos dentro de mim e ver tudo que está lá fora.Quero sucesso com todos os ‘s’ e uma casa branca no alto de uma montanha verde com um mar azul em frente e um conversível vermelho na garagem.Quero cabeça branca e vida colorida.Na rua eu ando depressa mas no fundo eu sou só preguiça.Adoro dar presentes, vivo dando fora, as vezes perco a hora mas sei que um dia eu chego lá. Dizem que sou doce, que sou estressada, que tenho papo cabeça , que sou engraçada,que sou um tédio, que eu sou demais e até que eu não existo.O que eu sei sobre mim é quase nada.Tenho uma manchinha na perna, não sou boa em matemática, digo que sei cozinhar mas é rolo, só sei fazer bolo.E de caixinha.
