Amor Sincero e Nao Correspondido
Quando a tristeza bate na porta e entra em meu coração... eu penso em você, porque dizem que, onde a felicidade existe, a tristeza vai embora. Você é a minha felicidade!
A causa da tristeza é o desejo do Um para os Muitos, ou dos Muitos para o Um.
Esta também pode ser a causa do prazer.
Mas o desejo de um para outro é todo tristeza; seu nascimento é fome, e sua morte, saciedade.
O desejo da mariposa pela estrela ao menos salva sua saciedade.
Esfomeado sê tu, Oh homem, pelo infinito: sê insaciável mesmo pelo finito; assim, n’O Fim tu devorarás o finito e te tornarás o infinito.
Sê tu mais voraz que o tubarão, mais cheio de ânsia que o vento entre os pinheiros.
O peregrino cansado combate; o peregrino saciado para.
A estrada termina acima: toda lei, toda natureza tem de ser conquistada.
Faze-o pela virtude d’AQUELE em ti mesmo, diante do qual lei e natureza são apenas sombras.
Você começa o processo de mudança ao entender como seus pensamentos e hábitos o levaram ao problema e promete mudar. Aí você começa - primeiramente dando passos pequenos e depois dando saltos - para aprender a ser a pessoa que você quer ser.
Inspiração...inspiração.
O que é inspiração?
Inspiração é o que faz meus olhos brilharem, e faz meu pensamento viajar.
Inspiração é o que me leva além...além dos meus limites.
Ao me inspirar...vejo um futuro que ainda não existe. Mas vejo em mim a possibilidade de realizar.
O que me inspira? O que me faz viajar?
As vezes um sorriso...as vezes um olhar...as vezes toque...as vezes o falar.
É viagem sem sair do lugar.
Ao mesmo tempo mil lugares visitar.
Imaginar...imaginar...é só começar!
- São anjos.
- São pessoas.
- São anjos.
- Pessoas.
- Anjos!
- Pessoas! Só pessoas Renata. Com defeitos e problemas como qualquer um. – Ele disse já sem paciência com a conversa.
- Não interessa! – Ela disse também sem paciência. – São eles que iluminam meu dia. – Sussurrou.
E a vontade surge sem explicação. Toda aquela profusão de sentimentos forçando para sair. Ela respira fundo tentando controlar-se, tentando ilusoriamente passar para si mesma a sensação de estar no comando. Mas não esta. Já faz algum tempo que perdeu o controle de si e do resto. Enfim, a maré enche de vez e transborda, alagando tudo e lavando lhe a alma.
Tínhamos chance.Tínhamos planos, sonhos e desejos. Tínhamos promessas e declarações. Tudo tão abstrato e parecia tão palpável.
Ficou impresso nas paredes...Os risos, os sonhos,as promessas, as falas doces, os "Bom dia" e "Boa noite". Ficou impresso nas paredes as gargalhadas de todos, até o brilho que tínhamos no olhar está impresso na maldita parede. Está tudo lá. Nos cômodos, nos moveis,na rotina...
Mas também ficou impresso na parede os choros, os lamentos, os “Por quê?”. Também ficou impresso nas paredes cada magoa, cada decepção, cada vez que notamos que estava dando tudo errado e desmoronando. Ficou impresso nas paredes os gritos, as ofensas, os momentos de solidão acompanhada. Está tudo lá. Nos cômodos, nos moveis e na rotina.
Caiu e fez-se em mil pedaços. Ela insistentemente tentava junta-los e só o que conseguia era cortar-se cada vez mais mais.
No fundo ele é o mesmo menino que fugiu pela janela, que deixou marca de queimado no chão do quarto e que fingia ir dormir quando a vó mandava, mas continuava acordado.
É o mesmo menino que correu riscos por um amigo, que fez guerra de lama e que mesmo gostando da casa da vó, sentiu falta de casa.
É o menino que queria não magoar ninguém nem ser magoado, que se convenceu que todos irão machuca-lo e tenta estar preparado.
É o menino que se culpa por coisas que não estavam em suas mãos e sofre calado por isso.
É o menino que quer muito alguém que fique, quer alguém que o veja e não que só enxergue as mascaras que ele usa para falar com a maioria.
No fundo ele é o mesmo menino de antes e espero que ele saiba que isso faz dele um homem e tanto.
Ela tragava lentamente, deixando que a toxina fizesse seu trabalho enquanto observava a fumaça dançando no ar e por uma fração de segundo conseguia esquecer de tudo e só existia a fumaça e sua coreografia
Minha mente meio tórpida balança entre o agora e o talvez, absorvendo possibilidades que quase parecem lembranças de tão intensas sensações que experimenta.
Meu ser meio adormecido, tenta agarrar-se a dolorosas ilusões que aos poucos se desfazem e escapam feito poeira passando por entre os dedos.
Minha mente, agora lucida, castiga-me com memórias forjadas, desejos inalcançáveis e abre reais feridas.
Meu ser já tão cansado, entorpece-se mais uma vez e minha mente volta a balançar.
A noite caia do lado de fora e também invadia cada partícula dela. A cabeça apoiada no travesseiro enquanto esperava o sono lhe dominar, mas a balburdia interna não permitia e aos poucos o cansaço, o desespero, as incertezas, tudo se liquefazia e escorria pelo rosto enterrado nas cobertas.
Ela se encolheu deitada em um canto e deixou que a dor fluísse em forma de choro, tremores e soluços. Era tanta dor que céu se emocionou e chorou com ela.
Ela sempre foi a ponte entre o caos e o caminho a seguir. Sempre teve como missão auxiliar em decisões difíceis. A medida que os passantes iam andando pela ponte, ela descobria seus medos, receios e desejos. Ajudava-os a enfrenta-los e o fim da ponte sempre era no inicio do melhor caminho a seguir. Ela sempre foi a ponte, e por mais que alguns demorassem mais para atravessa-la, no fim, ninguém ficaria.
Nove da manhã, os raios do sol entram pela janela e iluminam os pequeninos olhos claros com raios dourados. Elas os herdara dele, assim como os cabelos cor de mel, da mãe herdara os cachos e as bochechas saltadas.
Onze da manhã e ela corre, ao menos tenta, mas curtas pernas ainda cambaleiam levando-a em direção ao pai e arrancando risadas da mãe.
Duas da tarde e a tolha está esticada sobre o gramado, deitados sobre ela, ambos brincam com a pequena. Sorrisos, risos e olhares repletos de felicidade. E há quem diga que o paraíso não é aqui.
É fim de tarde e a maçaneta da porta de entrada gira, a casa vazia encontra-se na penumbra e ela entra sozinha.
Já é noite, a escuridão tomou conta e as luzes não foram acesas, não há risos nem conversas intermináveis, nem beijos e abraços. Tudo ficou em um futuro que não virá e ela está sozinha e ficará assim.
