Amor Sincero e Nao Correspondido
Vai mas me devolve pro mundo, imperativo meiotorto meiomudo.
Um pedaço de mim por aqui, pra se esvair entre os teus dedos, credos e medos.
Um minuto de silêncio pro peso do teu olhar, que eu carrego nos ombros.
Um gole de café pros teus julgamentos que se espalham em todas as vírgulas do meu corpo, e qualquer verdade pra eu fingir acreditar.
Um beijo de vento pra bagunçar os teus cabelos, um beijo da minha língua pra te bagunçar inteiro, e asas.
Um par de asas que te mantenham voando bem longe de mim.
Alguma espera pra começar a agir, mas vem cá, me diz: Quem é o tempo pra me dizer o quanto, o tanto, o quando… Devo evoluir?
Volta e me rouba pra si, apanha o amor que eu deixei pendurado no varal.
Me procura nos quatro cantos do quintal
da sua alma.
E dá vida aos beijos pensados que eu prendi nos galhos talvez mais verdes que eu.
Nunca mais entrelaçados, doidos, fartos,
e seus.
Por amor.
Compreender um escritor é algo fácil. Ele escreve sobre o que sente, cria textos para poder esvaziar a alma. Ninguém escreve sobre amor se não amar, talvez até escreva, mas não terá aquela profundidade que só quem tem conhecimento de causa pode passar. Logico que eles possuem suas complexidades, afinal enxergam o mundo de outra forma. Porém basta observar seus textos, senti-los, permitir que eles se entranhem em seu ser e você saberá exatamente como o autor se sentia no momento em que as letras tomaram forma. Escrever não é simplesmente ordenar palavras. É gravar um pedaço da alma e permitir que alguém a leia.
“ – Tudo bem?
- Tudo. E com você?
- Bem também.
Nós dois estavam mentindo, mas ele quis manter assim e eu respeitei.”
Há um problema com o Sol... Se você fica longe demais, esfria e morre, porem se ficar perto demais você queima... E eu em minha vã inocência me esqueci disso e achei que podia abraça-lo.
De Ré
Canto esta melodia
que ecoa com maestria
por corredores sanguíneos.
É muda, é cinza;
é vazia, é oca.
As notas Sol ficam ranzinzas
com a sonoridade louca.
Que som tenho eu?
O som que queres ouvir ou o som da minha essência?
Sinto que não me pertenço,
sem lealdade a mim mesma.
Que som tenho eu?
Soar avulso, vermelha tercina,
púrpuro Si, acorde que ilumina?
Sinto-me mas não reconheço.
Sem dignidade, saio ilesa.
Carrego o fardo de uma vida
que não é minha,
o fardo da falsa personalidade.
Carrego prédios com corredores fora de linha,
prédios dum eu sem legitimidade.
Latitude, longitude
Longe andei
Tentando insistir
Teimosamente
Utilizei dedicação
Perseverança nos atos
Liderança nos passos
Sai do abismo criado em minha mente
Sem o meu consentimento.
Quando um simples brilho de um olhar, fizer você se lembrar de mim, você enfim saberá, o que é a dor de uma saudade.
