Amor Sincero e Nao Correspondido
Olhaste para trás e percebeste que eu
fui a primavera em tua vida,
Lembraste que nunca deixei-te,
mas sempre fui a favorita;
Olhaste para frente sem me ver,
as tuas mãos nada podem,
e sequer um pouco tocar-me.
Relembraste que és verão,
e sentiu vontade de resgatar-me:
a primavera que não passa
Reclamaste no peito o amor
que nunca mais recebeste,
Relembraste que sou flor
digna de poesia, canção e louvor;
e ainda sente falta de embalar-me.
Estende os braços nas Alturas,
- sem a minha presença -
Mil inquietações viram loucuras,
- sem a minha foz -
A tua boca reclama as securas,
os teus lábios criam rachaduras,
Permaneço forte dentro de ti,
os meus ledos são teus segredos,
Sou o tempo rugindo no peito,
o amor vadio e imperfeito,
A primavera com todas as cores
trazendo novos tons ao outono,
O triunfo de um amor inteiro.
Bendigo os momentos de imensidade
perdidos nas vielas da intensidade,
entretidos nos mais tórridos momentos
varridos por nossos afastamentos;
Embora, o tempo é incapaz de afastar
o amor fixado como flecha no peito,
Demasiado é o amor que não tem jeito
vivendo no estreito [silêncio...,
Amor demais é assim mesmo:
- Não existe amor perfeito
Bendito é o meu direito de te amar!...
Nos meus versos de tanta adoração,
Vou aquietando a alma em chamas
Nos passos dados pelo [coração].
Nas minhas doces e gentis canções
Vou flutuando em glorificação
Nas intensas formas das emoções.
Nos meus pensamentos de amor
Vou escrevendo a memória
Os meus poemas virarão história.
Virando a página, seguindo em frente
abrindo o caminho para a felicidade:
- Abri as asas da liberdade em voo solo
rimando por toda a [eternidade],
Tenho flores nos braços, companhias boas
dos poetas e os meus versos de saudades.
Para romper fronteiras valentes:
se fazem necessários e precisos
inevitáveis beijos quentes...,
Fecha a porta delicadamente,
são com as quatro paredes
é que fazemos o paraíso...,
Se não estás preparado:
- É melhor que não me leia!...
Para possuir veredas tranquilas:
se fazem necessários mistérios,
e imprescindíveis corpos ferventes;
Ama o amor imensamente,
são com todos estes beijos
que aumentamos os desejos,
Se não podes assumir:
- É melhor que só me leia!...
Porque me lendo aumentarás:
a sua loucura por mim,
o seu desejo e a paixão;
Certamente, amarás a mim
mais do que se pode imaginar,
Amando-me ao ponto de me ter,
Tendo a segurança que jamais
- Irei de esquecer
Por causa deste amor não irás
jamais por outra se interessar,
O amor aconteceu sem a gente
imensamente perceber!...
A lembrança chegou
com a chuvarada,
Abraçada ao oceano,
com a maré mexida,
com a areia molhada,
e com a alma lavada.
A tempestade bradou,
com os raios de metais,
Resoluta e decidida,
que não volta atrás,
que não pensa em você,
e que não te quer mais.
A lembrança surgiu
com os mil perfumes,
Acobertada pelas nuvens,
com o mistério da fé,
com um grande plano,
e derrubando totens.
A liberdade poética
com as suas asas,
Certa das tuas cismas,
que ignora detalhes,
que determina caminhos
e que aceita as tuas sinas.
A temperança não me deixa
com os seus perfumes,
Ainda destes versos morrerás
com todos os ciúmes,
Sentindo os lamentos,
Com o teu peito em mil rebentos.
Fostes além do imaginário
oculto na noite escura,
Varri todas as brumas,
escrevi o nosso rimário
nas flutuantes espumas.
Persiste em mim pleno,
revelado e prateado;
Casto como a sonata
tocando-me nas cordas
d'alma livre e apaixonada.
Viestes além do meu querer
escrito nas estrelas,
Gentil como o luar
beijando-me à beira mar,
bem no meio do anoitecer.
Porque este versejar dança
nos braços da abolição,
Sorri para Castro Alves,
gaba-se de ser constelação
a ocupar inteiro o teu coração.
Posso olhar pelo buraco
Da fechadura do tempo,
Posso ouvir pelo recado
Da ternura misteriosa,
Deixaste-me garrida
Do amor pelo amor,
E por todo o amor pio;
Devotado sempre à ti:
Sofri, chorei e resisti.
Transformei a ausência
- tua -
Na mais fina vestimenta
Poesia intimista perfeita,
Para ser flecha no peito,
Com versos luxuriosos,
Cheios do meu veneno
Doce, delicado e sublime,
Para um peito impávido
- forte -
Para que flecheiro acerte,
E nunca mais ele cicatrize.
Posso amar muito além
Do destino e da espera,
Posso romper algemas
De tudo o quê te prende,
Deixaste-me em privação
Do amor fervente,
Da paixão pela paixão,
E por toda a paixão terna;
Eternizada na íris da mente:
Você me amará para sempre.
A minh'alma jamais se deixa
capturar - sou livre para amar,
A minha'alma nasceu livre,
e por isso sou a tua poesia...,
O amor da sua [vida]...,
e isso ninguém pode negar.
A poesia escrita intensa
é a dos loucos amores,
Desenho com todas as cores,
pinto a sua pele com a cor
Que vier a me [inspirar]...,
A minh'alma tu bem enaltece,
o perfume que ninguém esquece,
Ele só você bem conhece,
o rumo a se enveredar.
A minh'alma não cede nunca
a oportunidade de remar,
A minh'alma é embarcação
e emoção à beira mar....,
O amor nela [reside]...,
e ele ninguém pode despejar.
A poesia do mistério bailado,
e que nunca será desvendado.
É essa poesia a te convidar
para preencher a tua vida toda.
Para você amar e ser [amado]...,
e fazê-lo sempre sorrir à toa.
Devo-lhe imensamente tantas:
os risos, os gozos e os prantos
Tenho-lhe na minha alta conta:
não me perdi na tua ausência
Temos uma história para contar:
- não sei no que vai dar
O importante que venhas inteiro,
e eu seja o teu amor derradeiro.
Augusta e profunda sintonia,
- Aprendeste que és poesia! -
Suprema glorificação que tua alma
- exibe -
Amar-me em pensamento sublime.
Canto-lhe o meu soneto enluarado:
casto, sublime e apaixonado
Tenho-lhe em letras proibidas
escritas por todos os poetas,
Temos todas as noites para virar:
- revoadas para alçar
O emocionante você já entendeu:
és impávido e sempre serás meu.
A sua pele me deslumbra,
Ela tem a cor que tanto faz
Falta na minha pele,
A sua luz me 'domina'...,
Ela tem o tom que fascina
E me convida à luxúria...
Eu escolhi por ela me render
Sob sua 'guarda protetora';
Quero contar as estrelas
Na tua companhia sedutora.
A sua luz sublime na penumbra,
Ela vem da tua alma (capaz)
Intensa de manter-me nua...,
Ao modo de me tirar as letras,
No meu eu te declarar em poemas,
E assim desenhar mil esquemas,
No teu corpo com todas estrelas...
Eu escolhi por ela me prender,
Sob a tua égide me suspender,
Quero as tuas alegrias realizar,
E ser a tua cantiga de sonhar.
Eu escolhi acima de tudo:
Ser o teu forte sentimento
E devastador como mar...,
Que sabe ser oceano de amar.
Soltei os meus cabelos ao vento
Iguais aos seus olhos castanhos,
Contei os beijos tão [esperados].
Ambiciosa receberei um dia de ti
Mais do que uma declamação:
Uma rosa e uma [canção]...
Espero que você tenha gostado
De ter estado aos meios cuidados,
Quero você sempre ao meu [lado].
Ainda terei você de vez comigo,
Deste mundo bem protegido...
Pode ser até alucinação:
Quero ser poema e a sua paixão.
Na poesia nada é pecado,
A fantasia ela se permite,
E transforma a distância
No paraíso encantado...,
Na poesia não há limite;
A alegria vem pela noite,
E madruga bem cedinho
No teu sublime sorriso...
A tua pele é um convite..!
Na poesia que vem de mim,
A sinfonia ela se permite,
E transforma os versos
No mais lindo convite...,
Na poesia que se permite,
À espera do teu abraço,
E também pelo teu beijo
No meu aurirosado regaço...
A tua boca é um fetiche...!
Na poesia que vem com o tempo
A carícia ela reverencia,
E movimenta orante o mundo,
No mais perfumado intento...,
Na poesia que gira tudo,
À espera da vinda do astro,
E convém pela recompensa
No meu recanto íntimo...
A tua cor é da cor de Afrodite...!
No teu parto cheio de luz,
À beira da água doce,
Com as rimas de mar,
Com o teu cheiro de mato,
És um manso regato;
O teu oceano é de amar,
És poeta da cor corada:
- A tua poesia me trouxe.
E fez de mim fêmea domada.
Da minha janela eu fiquei
Em busca daquelas histórias
Que só eu sei contar,
Fui em busca do luar...
Eu fiquei assim a te esperar,
De olho na janela para te ver,
Do jeitinho que irás pousar;
No soneto madrigal irei festejar
De bruços irei escrever:
Para o poeta se deleitar.
No céu flutuando eu subi
Em busca da luz da lua
Que provoca o delirar,
Fui em busca de você,
Eu estou a premeditar,
De olho na tua despreocupação,
Do teu trigueiro versejar,
No meu abraço a te abraçar,
De boa e sensual coreografia
Estou aqui para te provocar...
Do céu avistado o luar
Em busca do teu beijo,
Que chegou para excitar,
Fui em busca do segredo,
Do teu lindo versejar
Que bem parece (rede)
De pescador lançada no mar;
Aqui estou subindo pelas paredes,
Pronta para a gente namorar.
Pude observar a [dança]
- do sol e do luar -
No oceano de amar,
Para seguir a luz
De quem me ama...,
E de mim nunca se cansa.
Destarte, posso tanto,
- em segredo -
Sagrado com afeto,
Espalhar este canto.
Pude passar a tarde
- de sol e luar -
A observar o mar,
Imaginando você em cena,
Ditando poesia suave,
E um sussurrar com [arte].
Evidente, nesta poesia
- intimista -
A deslizar nas areias
Palmilhando as conchas,
Para tomares conta,
E para quando abraçares:
- Roubares o meu beijo
Deslizando no canteiro
Escrevendo poesias boêmias
Com as pétalas das gardênias.
O vento fazendo música
com as águas do mar,
O vento trazendo o desejo
com a vontade de beijar,
O vento carregando a onda
sobeja retocando na areia,
A carícia em rebento
percorrendo a alisar,
A música que eu compûs,
e você ainda não ouviu;
A poesia misteriosa nasceu
de uma conversa que surgiu.
Sim, deste contentamento
da onda do mar beijando
as areias e tocando a canção
do vento - divino carrilhão;
São letras de chamamento
convite para tocar as estrelas
Nas noites de plena excitação.
Sim, do apelo poético ondino
da rosa a desabrochar no verão,
Provoquei-te a curiosidade menina
a olhar este rimário de dama despida,
Como se olha através da fechadura
A cada verso de paixão uma loucura:
- Escrevo para você cair em tentação.
Por eu te querer querendo,
No rimar, vou te desejando,
Aos poucos te dando pistas,
És a maior das [conquistas...,
Por eu te querer (amando),
No olhar, vou me despindo,
Aos poucos te revelando,
És o meu coração [batendo...,
Por ser grande e (tremendo).
Porque tu'alma é um [roseiral,
E tens a cadência dos (cometas).
Porque te fiz este [verso lirial,
E das cores de (mil estrelas).
Porque teu jeito é [genial,
E tens as asas das (borboletas).
Por eu te amar amando,
No remar, eu vou 'chegando',
Aos poucos sigo acariciando,
És a poesia verdadeira, e não lenda,
Assim, seduzes-me tu pelas fendas;
Em riste e com todas as pompas:
Tu vais se rendendo - aconchegando!...
Desejo o teu humano apego
- em segredo -
Dar-te-ei o meu aconchego.
Domino a tua sacrossanta
- chama -
Canção que me acalanta.
Danço no orvalho da manhã,
- em secreto -
Tomo o beijo sabor de maçã.
Determino a carícia sublime
- saboreio -
Do teu corpo não faço regime.
Direciono com altivez tremenda
- enleio -
Nas tuas partes a luxúria intensa.
Devoto à você sem reserva,
- em discreto -
Versejar como semente na terra.
Ditoso pensador tremendo,
- em sonho -
Faço-te o meu território ocupado
Porque a tua fragância veio no ar,
Ela me fez voltar a sonhar...,
Porque sempre apreciei tudo
E muito mais do que o olhar
É capaz de alcançar e aspirar...,
Eu hei de te escrever aos poucos
No formato de meus versos loucos,
Tudo, tudo, tudo, o quê aprecio,
Perfumando o ar de romantismo.
Se eu posso ser poesia:
- desabrocho em [flor]
Se eu posso ser tua:
- escrevo versos de amor.
Se eu posso ser fascínio:
- viro o melhor sabor
Se eu posso ser [rio]:
- deságuo no teu mar.
Se eu posso ser aurora:
- posso ser [poente]
Se eu posso ser noite:
- viro luzeiro presente.
Se eu posso ser tua:
- andarei nua no paraíso
Se eu posso ser mistério:
- viro logo um mar feitiço.
Porque me deito em ti
Meu sonho de amor,
És meu solo sagrado.
Aprecio tudo o quê te atrai,
O quê perfuma o ar...,
Aprecio tudo o quê te traga,
Transformando em contentamento:
as manhãs, tardes, noites
Transformando a madrugada
em poesia de versos esplêndidos,
Cintilando em cada um o romantismo
Puro, sublime e necessário;
Que me torne a mulher do teu agrado.
O som deste poema é auto
de confissão de uma paixão,
A viola é a haste de letras
tão irisadas quanto doídas,
A vida poderia ter nos unido
de tanto que nos amávamos,
Os versos que saem em todos
os tons e o peito que alto
Se declara culpado por não
ter os desafios por ti enfrentado.
Bailarina da minha dor,
Poetisa sem rima,
Concubina da Literatura,
Declaro ao Universo:
- Eu te pertenço, ainda sou tua!
Profetiza de um amor,
Fiel sem pastor,
Colombina sem Pierrô,
Declaro ao Inferno:
- Eu vencerei a pena com louvor!...
O tom que grita este poema e auto
de confissão deste coração,
É viola que cairá nas mãos
do violeiro amado,
O exílio que te forçaram
nunca fará de ti um amor
Esquecido e deste peito apagado.
É noite no Balneário dos poetas,
aqui cruzam as estrelas nas letras.
Os nossos dias são cheios de poesia,
daqui nascem cantos de revolução.
Balneário onde as poesias pousam
- como tranquilas gaivotas -
A vida deu mais do que mil provas:
o destino segue o curso do coração.
É noite no Balneário dos poetas,
[Balneário de intensos poemas!...
Os dias regam as doces palavras
que hão de ser para sempre lembradas.
É noite no Balneário dos poetas,
noite repleta de claridade...
Noite para dizer o suficiente:
- Deixe-me viver em liberdade!-
É noite no Balneário dos poetas,
para saudar o girar dos astros.
Tenha-me em sua lembrança,
mas não siga os meus passos.
É noite no Balneário dos poetas,
para dizer que: - Eu escrevo por arte.
Leia-me por inteira...,
não me procure, e não me queira.
É noite no Balneário dos poetas,
para dizer que: - Eu te amei por um triz!
O Universo não nos quis,
aceite o traçado do destino, este é o caminho!
A minha poesia arderá para sempre,
porque sou movida à paixão.
A vida já deu mil mostras...,
que Ele escreve certo por linhas tortas;
Deixe-me no Balneário dos poetas,
a perder-me nas ondas do mar,
escrevendo livre nas areias:
poesias feitas de renda - e inteiras!
Somente entende quem tem peito,
E com ele fielmente escreve.
O destino imperfeito
É governado pela chama Celeste.
Compreenda que tudo tem jeito,
E com Ele tudo entra no trilho.
O Amor é perfeito,
É luz em nosso caminho...
Somente entende quem ama,
E por amor sofre, nunca reclama.
O impedimento não apagou a história,
É com ele que se tempera a chama.
Contando com as horas ao nosso favor,
Escrevendo poesia para esconder
- a minha dor -
De ter deixado para trás o nosso amor.
