Amor Sincero e Nao Correspondido
Existem vários chaveiros e alguns muito competentes mas por mais que se esforcem, o fato é que nem todas as chaves douradas abrem a porta de luz do verdadeiro amor, da mansidão de espirito livre e a serenidade do nosso coração.
Cálices de cristal e líquidos nobres....em alguns textos antigos o Papa João XXIII nos alertava que é durante às refeições, que nós humanos comensais ( aqueles que comem) resolvemos os maiores de nossos problemas..Parece que estamos sempre a espera de uma boa refeição, em um bonito lugar, com uma boa companhia, para alimentar nosso coração, espirito e alma....inquietos pela vida.
Como seria bom se eu permanece se hoje como ainda eu era ontem.Já sinto uma forte saudade de como eu era e do pouco menos que sabia e entendia. Muitas das vezes passar a saber à verdade torna nossa convivência e nosso comprometimento mais difícil. Como entendo hoje o significado exato e doce do amor, dos sonhos e do silêncio dos inocentes. O relógio não caminha no sentido anti-horário logo já será amanhã.
As letras existem mas as palavras boas nós as inventamos no compasso do nosso calor, movimentos, amor e emoções.
Queria querer estar com você, mas me impede a certeza pois tão grande é a dureza de ter que sofrer.
A vida é um rio que se deságua no pó, as dores fluem para um destino só. A quietude da alma está na compreensão de que, mesmo após uma tempestade um arco-íris os céus põem te a ver.
Na praia dourada, ao pôr do sol tão belo,
Encontrei teus olhos, garota de cabelos de anelo.
O mar, testemunha dos amores e paixão,
Sussurra segredos, uma doce canção.
Loira como os raios do sol a brilhar,
Teu encanto, garota, não posso negar.
Teu sorriso é como o sol beijando o mar,
Ilumina a minha alma, me faz suspirar.
Seria melhor a gente se afastar? Eu diria, mas não é isso que quero acreditar.
O que seria isso então, eu diria. Amores de verão.
E porquê não fazer disso uma bela canção?
Prometo cantá-la por toda nossa geração.
As janelas de sua alma refletem o azul do céu;
Olhos amendoados, doces lábios de mel;
Cabelos encaracolados, ai meu Deus, que Escarcéu!
No bailar do tempo, ser alado e grácil, Seus instantes breves se desvanecem no ar, E ao olhar para trás, percebo tão sutil, Que tudo são memórias, doces a recordar.
É tolice ofuscar os bramidos do coração, é como tentar apagar um incêndio com as próprias mãos.
O coração é enganoso já diz o provérbio, mas uma coisa te garanto, viver na dúvida é mais doloroso, quanto a essas coisas, não é preciso deixar complexo.
Breve há de chegar o momento em que este sentimento há de se desvairir e ser levado pelo vento como tantos outros que se perderam no relento de pensamentos preenchidos com o porvir.
Porque Deus nos ama, e devemos sempre fazer o nosso melhor, pois o existir já é um fato extraordinário.
À você mãe, que já se foi
Que muito bela já existiu
À você mãe, que ainda é
Que formosa é
Te desejo todo o teu bem
Cura qualquer tipo de dor
Tenho o bem que é teu
Melhor exemplo de amor
Sei perderei muito que tenho, vou terminar com cicatrizes, mas continuo no empenho, do bem, do justo, no reto e coerente criar raízes.
Como sou parece nômade, esse sonho é errante, não desisto namastê, de eu mesmo maior amante.
Essa fé não é inútil, tão pouco será vã, destruirá todo o fútil, vitória sabor avelã.
Só quero que o tempo passe, abrace e defina, todo o que está sem forma, sentido e em dilema, realizando o que diz a minha rima, clareando e resolvendo qualquer esquema.
Passado grande tormento, acredito contemplar bela paisagem, nem passado se fará lamento, linda realidade parecerá miragem.
Porque sujo será limpo, barraco será Castelo, tristeza será sorriso e feio será belo, mas isso se já o for e ainda não enxergar, que seja então o amor motivo para não se enganar.
Uns amam o céu, outros o mar. Alguns amam o sol, outros a lua. Têm quem ame bichos, têm quem ame plantas. Como têm quem ame alguém, têm até quem ame a própria cama. Estranho deveria ser não amar, pois o que importa mesmo é a prática do amor.
Matéria, espaço, tempo, apenas três elementos para que se sucedam as leis naturais, as quais regem o coral que conduz a formação da existência, que por sua vez se revela em um contínuo ciclo de infindáveis deteriorações e reformulações da matéria dentro do espaço, através dos tempos. A lei é o regente dessa orquestra que não dá vez à sentimentos, pois é firme e direto, promovendo a música da morte. Esse é "o brilhante, estrela da manhã,Lúcifer". Mas nem tudo está perdido na existência, pois como por um milagre, um outro regente se reverbera em todos os cantos, dentro e fora do espaço natural conhecido, onde as leis imperam, com a sua orquestra divina. Com Ele as leis já não são mais o todo, onde o natural é como o nada, e a matéria se desfaz em si mesma. Este regente está entoando o cântico dos cânticos, fazendo aquilo que as leis não proporcionam, a misericórdia, a paciência e a maior das leis que não é natural, mas divina, o amor. E assim, entoando o som que emudece todos os outros, ele triunfante agora neste exato momento está tocando o hino da vitória, o verdadeiro som que traz o equilíbrio à existência, que é o da vida. Esse é Javé, "Aquele Que Faz Que Venha a Ser".
