Amor Sem Sofrimento
Saudade de você...
Estava lembrando de você, tenho pensando em você todos os dias, a cada segundo, a cada minuto, a cada hora, você não saí da minha cabeça, todos os dias sinto a sua falta, sinto falta de tudo, daquela sua risada, daquelas suas brincadeiras, daquelas ligações, sinto falta daquele seu olhar de apaixonado, sinto falta daqueles "eu te amo", daquelas suas esperanças do nosso futuro juntos. Eu me odeio, me odeio por não ter ficado mais acordada naquelas noites, me odeio por não ter te dito mais vezes "eu te amo", me odeio por não ter te mandando mensagem mais vezes, me odeio por ter brigado com você por coisas tão insignificantes, me odeio por muitas vezes não ter deixado o meu orgulho de lado, me odeio por não ter me esforçado mais...Me odeio pelo simples fato de não ter me empenhado mais, de não ter feito tanta coisa...Tudo que eu queria era voltar no tempo e não cometer os mesmos erros que cometi, não queria te perder, eu só queria continuar sendo a sua garota...
Sinto tanto a sua falta
O espaço é pequeno
E mal respiro,
Fico somente pensando em você.
Será que sente também ou não?
Seu mundo é o mesmo sem mim?
Quem sabe... nem lembre que meu nome é com I e não y.
Eu ainda te amo
Amo...
Isso explica tudo.
Um olhar me fez lembrar...
Olhei para você
E todas as lembranças vieram
As de um passado feliz
As de um futuro improvável
Em minha cama
Pensei novamente em você
Como está agora?
Adoraria te conhecer novamente
Percebi que sentia sua falta
Nunca fui capaz de esquecer
E, agora, mais do que nunca
Preciso de você por perto
O meu oxigênio
Meu sangue
Todo
Meu ser
Mas a frustração me consome
Não posso ter você
Não somos os mesmos
Não nos sentimos como antes
Me dê a mão
permita-me levá-la ao Jardim
onde lá poderei fazer curativos para suas feridas
cultivo uma planta chamada "amor"
desta pode-se fazer um antídoto para este mal que sofre
Sou uma pessoa muito prática. E o que você vê é tudo que há de mim. Não finjo ser algo que não sou, porque o que você vê é o que você leva. E eu amo as pessoas. Tenho um amor muito genuíno pelas pessoas. E sofro quando elas sofrem. Talvez eu seja mais dramática do que gostariam que fosse, mas eu gosto disso. É assim que eu sou.
Para um narcisista, existem apenas duas maneiras de amar: a primeira é não amar a si mesmo até a morte e a segunda é sofrer por amar alguém.
Andarilho.
"Jardineiro, plantei flores coloridas no Jardim, do eu e você." Spotify. Maldito spotify.
Agora, à beira do sono, ouço essa música e lembro que tu escolheu ela pra ser da gente - E eu aceitei. Mas, neste instante penso: será que colhi as mesmas flores que eu plantei? É difícil, inapropriado e antiético mensurar a dor do outro, mas será que não mereço uma segunda chance? O que eu fiz, amor, foi grave; eu sei. Mas será que não mereço? Eu sei que eu deveria ter seguido os teus conselhos, ter me controlado, talvez seria tão mais fácil acabar com tudo isso, mas eu não fiz. Não consegui!
Tá sendo tão difícil, eu não esperava, mas eu sei o motivo: eu errei. Essa foi a primeira vez, sempre era eu que estava no teu lugar, e hoje, não sou mais. Hoje eu sou o Judas, o que traiu. Eu não queria ter semeado tantas flores. Eu não queria ter cuidado tanto desse solo, eu não queria. Eu não queria ter dedicado um tempo nisso, ter suado como um bom agricultor faz, pra deixar tudo morrer por não atentar à uma praga. Um pequena praga que parecia inofensiva e destruiu todo o meu jardim, permitindo que caísse na lama todas as minhas flores, contaminando-o meu solo, deixando-o infértil, fétido e sem vida - o perfeito retrato da degradação.
Mas, ainda sim, ergo minhas mãos sujas rumo aos céus, fecho os meus olhos tristes e lacrimejados, busco um resquício mínimo de fé em meu interior, e peço um dia de chuva. Sei que apenas um dia chuvoso seria capaz de germinar as poucas sementes que ficará enterradas ao solo, que essas poucas sementes produziriam as mais belas flores, portadoras dos melhores perfumes e que acompanhadas de um xícara de café, me fariam ter as melhores lembranças, enquanto eu estaria sonhando com meu mundo favorito, onde o sol tocava a minha pele, nas manhãs de tons azuis.
A CRIAÇÃO DA FACA
Eu inventei a faca, nutri expectativas sobre a faca, acreditei que ela seria única, e a deixei existir.
Um dia, enquanto eu caminhava pela rua, tropecei em um homem irritado, manchei toda a sua camisa de café. O homem tirou dos bolsos o que eu não esperava, o objeto era uma faca.
Ele veio em minha direção, sem que eu pudesse explicar o que havia acontecido, pegou a faca e afundou diversas vezes em meu peito, até que o barulho dos gritos ofuscasse seus atos.
Nesse dia, a faca que criei foi a responsável pela minha morte, pois do que vale o bom coração na intenção de progredir, entregar nas mãos de qualquer um, o fruto da sua criação.
COVARDE
Se, assim, bater de novo à minha porta
Ah saudade! deixai quieta a minha dor
Não mais me traga sensação que corta
Que açoita a emoção com aflitivo ardor
Do pouco o tudo na recordação importa
E nada comporta um gesto tão opressor
Pois bem, cada lágrima pesar transporta
Então, dar-me-ás suspiro pra lhe transpor
Mas, aí! no peito bate forte está aflição
Sussurra em voz alta, em árduo alarde
Avidando um aperto no sisudo coração
Tremo... Sôfrego... E doloroso... sufocado,
... me deixo bater a saudade como covarde
E me ponho a sofrer como um apaixonado!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 dezembro, 2022, 11’42” – Araguari, MG
TREM DAS 05:00AM
O dia mal havia raiado e você estava lá, acordada, na estação de metrô, esperando por ele. Tantos "bom dia" lhe foram dados, visto que todos ali já te conheciam. Ninguém nunca entendeu o porquê de sempre chegar no mesmo horário, sentar muitas vezes no mesmo lugar, e não fazer nada, além disso. Você esperou tanto por ele, e ele sempre esteve lá, vivendo como sempre vivia. Você desmarcou compromissos para encontrá-lo, mas quem disse que ele abriria mão dos próprios compromissos? Quem disse que ele retrocederia a própria vida por você?! Você o amou e esperou, e agora estava ali, entrando no primeiro vagão daquele trem, pois percebeu que devia amar alguém, que pudesse te encontrar na mesma estação.
Ninguém é dono de ninguém. Se foi embora não era para você. Se te
machucaram não era pra você. Saiba seguir sozinho sem amor de
ninguém e saberá o quanto você é forte sozinho .
Tragar para tentar fazer que o que está em sua mente saia com a fumaça.
Os sentimentos que com ela *vão*, *voltam* com a respiração do ar novamente em seus pulmões.
K.B
As vezes fico pensando como deve ser bom ser...
Amado, fazer falta para alguém, sentir que você...
Que você é desejado, querer alguém tanto como ela te quer...
Eu já estou cansado...
Cansado de tudo isso...
Parece que sumir é a melhor coisa a se fazer...
Nó na garganta
Estou sentindo um nó,
daqueles que surgem,
reto, sem dó,
lá, no fundo da garganta.
Parece ter sido bem feito,
na margem do anseio,
sobrevive o sacripanta.
Um calo na voz,
de uma voz que se cala,
segue faceiro,
sem galanteio, ganhando escala.
Globus faríngeo (é o nome do danado);
Assim foi batizado,
com a ansiedade mancomunado.
Me impedindo de respirar,
ofegante e desesperado,
devolva meu ar,
saia do meu canal,
sofrimento carnal,
coração despedaçado.
Eu só queria saber o que é que me falta,
E aí eu descobri que não é falta,
É sobra...
Essa intensidade me massacra,
Me mata,
Maltrata,
Devora voraz minha alma,
Me entrego demais,
Me dou,
Eu preciso sair desse buraco,
Dessa dor...
Eu sou amor,
Puro amor,
Mas, quem está preparado?
Findei com poesia o meu arrego!
Quantos segredos o teu seio oculta
Com essa perturbação tão ardente
Basta, porém, que o amor te tente
E és como sofrente, na dor resulta
No vazio tua carência dilata e avulta
Foges do manejo e mais aperto sente
E quem te desafeie ou te apoquente
Aquela tristura na tua alma insepulta
Como tu, velho coração, já fui pueril
Rasquei o peito com arrebatamento
Lutei por olhar e por um aconchego
O díspar entre nós é que não fui hostil
O pesar também foi o meu sentimento
E eu, findei com poesia o meu arrego!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/11/2023, 19’49” – Araguari, MG
Amores grandes demais
Está entre as 3 ou 4 vezes em que amei
Teve espaço em mim
E nem se quer quis conhecer
Não era o suficiente
E não é necessário saber o porquê
Venho cuidando de mim
Pois sou tudo o que tenho para cuidar
E está sendo o que precisava ser
Hoje sou grande espaço vazio que queria preencher de alguém
Alguém outro que nem sequer sabe amar
Embora seja um enorme espaço, hoje só cabe a mim
Sou maior que todos os amores do mundo
É daí, que só te amo quando não me amo
Apenas te enxergo quando não me vejo
Amar grandemente homens pequenos
É o maior erro de tempos em tempos
Eles são do tamanho que são
Seu instinto é ser pequeno
Perante a mim
