Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Procedi muito mal perdendo a cabeça por uma pessoa a quem realmente não amava e ferindo a quem amava. Por que somos tão tolos?
- O coração tem as suas razões e as glândulas endócrinas têm outras.
Morrendo de inveja
Eu e você sabemos que mais que um pecado, a inveja é um dos sete sentimentos básicos que o ser humano pode nutrir pelo outro, simultaneamente ou não: amor, paixão, ódio, amizade, indiferença, compaixão e inveja. Os demais estados de espiritos são derivados.
A inveja é um tema e tanto! Uma vez que começamos a refletir sobre ele, vemos que está bem próximo e que podemos despertar a iradesse monstro que habita nosso interior simplesmente por sermos exatamente como somos. Mostro, porque pode se transformar e transformar a nós mesmos.
Ah, se você nunca sentiu inveja, ainda não nasceu. Ela existe em to-dos, sem exceção. A diferença é quando a admiração motivadora se transforma em rancor pelo que não se consegue ser, possuir, parecer. É a inveja auto-destrutiva.
Até o monge que só come gafonhoto tem inveja da divindade da qual tenta aproximar-se através da pureza e do sacrifício.
A gente copia o corte de cabelo de uma celebridade ou se sente estimulado a fazer algo pelo exemplo de outro. Isso é motivação, admiração.
Mas, de repente você começa a sentir alfinetadas de um certo colega, até pouco tempo amistoso. Sendo homem, você não consegue identificar a inveja como a razão do comportamento permeado de raiva.
Acontece que você pode representar algo que o incomoda muito: pode ter a casa que ele ainda não possui ou tem certeza que jamais possuirá. Pode ter a beleza que a mulher dele não aparenta e estando fora de seu alcance...e daí por diante.
Você vai causar inveja por existir. Ele não progride, não ganha nada com isso, mas, torce para que você se afogue em plena romaria fluvial.
Culpa sua, baby? Não. O outro é que deve estar num momento de extrema baixa-estima, frágil ou desapontado - consigo mesmo, com as chances que a vida não ofereceu. Na impossibilidade de sentir raiva de si, ele a vê, feliz - você personifica tudo o que ele queria e não conseguiu. Cuidado!
A inveja do dia-a-dia é a do anel, da bolsa nova, do amor novo (ou antigo, porque está durando...). Essa é fácil de administrar. Pessoas saudáveis sabem que não é perigosa.
Não adianta querer possuir tudo o que suas amiguinhas têm - você irá a falência ou se tornará uma compradora compulsiva.
O "clone", copia nosso estilo. Tudo o que a gente tem, ele(a) também tem. Freqüenta o mesmo curso, o mesmo salão e coisas do gênero. Só tem um remédio: distância.
A inveja daquilo que somos (cultura, carisma, competência, beleza) é muito pior. Quando a inveja é motivada por uma razão que pode não ser suprida (ser competente ou carismático não se pode comprar), torna-se destrutiva: atinge o algo e o invejoso. Geralmente, ambos saem traumatizados dessa experiência (quando saem!).
O objeto da inveja, sendo uma pessoa "normal", não consegue entender a perseguição, não percebe que suas conquistas e eu "modo de ser" causam sofrimento no outro. Por sua vez, este tenta prejudicar o invejado, mas, não reconhece a razão. Isso seria demais. Seria a cura sem terapia. Impos-sível, meu amor.
A inveja destrutiva só ocorre entre pessoas próximas - familiares incluídos. Ninguém tem esse sentimento em relação à Giselle Bundchen, por exemplo, só um parente ou outra top...Para nós, ela é um mito, admirado ou não. E só.
E aquelas pessoas que gostam de causar inveja?
São os inseguros que, não agradando a si próprios, alardeiam qualidades: dinheiro, poder, conquistas. Sentindo-se invejados, pensam ter conseguido sucesso. São os "só papo". Inofensivos para outros e auto-destrutivos, jamais serão considerados realmente bons, a não ser de propaganda enganosa.
Nos corrompemos com os sonhos dos bens materiais, jogamos a ética e a moral no lixo. Como cobrar excelência de comportamento da juventude?
Quero amar alguém
Que me faça bem
Que me acorde cedo aos domingos pra passear
Que me leve aos lugares
Que podemos nos sentar
E contar as estrelas
E vê o sol se deitar
E dormir ao meu lado
Pra me esquentar.
Percebi que não tenho medo de ficar sozinho pra sempre, tenho medo de nunca encontrar alguém que fique do meu lado nos momentos mais dificeis, de receber uma ligação apenas para ouvir um pouco da minha voz. Tenho medo de nunca encontrar alguem que me faça rir nos momentos mais deprês, alguem que ignora um sábado de festa para assistir um filme com um balde de pipoca ao meu lado. Meu maior medo é não encontrar as pessoas que precisam ser encontradas.
Até os sentimentos mais fortes, como o amor e o ódio, se transformam com o tempo, e tanto um quanto o outro se consomem na indiferença. Os diálogos mais profundos e o que tínhamos de mais permanente e imutável, também se perdem no desinteresse.
“Talvez o amor verdadeiro não precise fazer barulho.
Ele chega no tempo certo, com calma, com verdade — e permanece quando tudo o resto vai embora”.
Penso eu que o amor é o sentimento mais complexo, ao mesmo tempo que você não o quer por perto ele vem e se fixa em você. De tal forma que acaba tomando conta dos seus desejos e vontades. Pois bem, essa complexidade vai além do que imaginamos, umas pessoas dão a vida, outras matam.
Ah vai entender esse sentimento chamado amor...
Amor de Modinhas
Venho sempre dali...
me fixo no espaço/tempo para
te observar com meus olhos grandes.
fico embriagado de tanta admiração,eu sei
que isso parece sintomas de loucura.
Loucura de não te ter,de ter que me dispor.
Ter que desgastar,me degradar a você,só
para admirar-te,não ouve justiça comigo,eu
fiquei preso pelo teu olhar,teu cheiro de cereja
teus botões vintage,sua cara de cool,isso é
modinha,mais também é amor.
O amor é incrível.
Em pouco tempo,
já desaprendi...
a viver sem você.
Já me desacostumei...
a ficar sem te ouvir.
Aprendi o que é novo,
esqueci o que é velho.
Incrível, é o amor.
Amo-te, namorada.
Imediatista é a PAIXÃO, mas o AMOR é paciente, por isso a PAIXÃO com o tempo passa e se desvanece e o AMOR fica e se fortalece.
As palavras de amor são brevemente esquecidas,
os gestos permanecem na lembrança por mais tempo,
apenas o envolvimento será permanente.
O amor se constrói diariamente,
se nutre ao longo do tempo,
se expande com a intimidade,
e se mantém com o respeito,
o carinho e a dignidade.
Temos muitas faces, muitos "eus", na maior parte do tempo temos pouco amor por nós mesmos. Porque achamos que amor é uma coisa que, ou se dá, ou se ganha. E essa lógica desonesta faz com que nos privemos de amar por inteiro.
