Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
IRMÃO , O TEMPO NÃO CANSA E A VIDA NÃO BRINCA , ENTÃO MANO LEVANTA , LARGA DE PREGUIÇA OU VAI FICAR AI NA LAMA PRO RESTO DA VIDA.
Dulce, rio...
Naquele espaço de tempo- entre o entardecer e o anoitecer, contemplar o cenário era uma dádiva e a espera, um presente.
Enquanto aguardava o meu transporte para o isolamento, minha distração era observar o choque entre as águas cristalinas do mar e as águas turvas do rio imponente...divaguei naquela lição contemplativa.
As forças das águas somaram-se numa correnteza que era de fazer qualquer peixe perder o rumo...por alguns instantes, pensei o que levava um peixe, com a abundância do mar, se deixar levar pela pureza daquele rio. Seria o conforto da temperatura ¿ o embalar das marolas de sua bacia¿ seria ele um desbravador cansado do tempero de seu ambiente, procurando um horizonte mais doce¿
Já a caminho do meu destino, me deparo com o massacre de alguns peixes, corajosos ou perdidos, bravos até a morte...nadaram, incansáveis, para seus rumos trágicos...
Alguns, falou-me o guia, conseguem chegar ao rio e ainda viver num ponto aonde o rio não é rio, nem o mar o mar...
A natureza me confortou com a delicadeza daquele fragmento...pois eu, passarinho, me via tão peixe como aquele que busca águas menos salinas, menos revoltas... águas de temperaturas mais amenas...
Enfim cheguei, sem destino. Se o peixe encontrou sua bonança, ei de voar.
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Rio Dulce, en mi Guatemala querida.
Aqueles olhos tinham tanto a me dizer... Mas preferiram se calar.E se calaram por tanto tempo, que quando falaram foram apenas três palavras, que foram como uma flecha no alvo.
Existem pessoas que tem algo de sagrado de frágil mas ao mesmo tempo forte e resistente, essas pessoas são seres intocáveis assim como os anjos transmitem-nós uma energia agradável pela simples presença de vossas companhias...
Não esmoreça o seu coração, Permaneça firme na fé. Toda promessa passa pelo teste do tempo e no tempo certo o seu milagre vai chegar! Deus nunca nos desampara, e cuida de nós, nos mínimos detalhes.
persevere na oração e deixe Deus ser Deus em sua vida.(Angel)
Ela era ousada, simultaneamente discreta. Ao mesmo tempo que emotiva, inabalável. Um turbilhão de sentimentos aliado a uma única personalidade. Nem sempre estava otimista, embora nunca tivesse perdido a esperança, nem nela e nem na humanidade. Isso era ela, um compilado de contradições.
Muitas pessoas estão preocupadas com o que parece ser, esquecem a essência e não têm tempo para ver o que é de verdade.
Foi assim, e ela luou.
Não veio nunca mais, por muito mais tempo,
Mas voltou após, sentir o vento,
Chamá-la ao garoto,
Para dá-lo esperança,
Para dá-lo alento,
Para salvar-lhe a lembrança.
E tornar-se um portento.
Ele sempre a esperou
Confuso na alma
Se era verdade, ele se consolou
Sem perder a calma
Sem perder o amor.
Seria a vontade,
Ou seria a dor?
Que lhe salvava,
De seu clamor?
Ela não estava ali,
Mas era o fulgor
De sua existência,
De seu louvor.
O garoto sentou-se
Tão desanuviado
Como se estivesse contente
Como se desalentado
Mas no fundo era ela
Tão longe e irreal
Que se tornara pungente
Sorriu, respirou.
Ele esperaria parado
Por sua visita
Pois um dia talvez,
Viria catita
E dele ouviria:
“Tornou-se minha vida”
Então foi assim, e ela luou.
Quero reconstruir minha vida
sem pressa,mas com carinho.
Sem preocupação
com o tempo que vou levar,
pois, nesse momento,
o que me importa é recomeçar...
Posso ir a passos lentos,mas firmes
pois, não quero mais vacilar.
Tudo o que pretendo
é conseguir conquistar
o que perdi com o tempo
e não pretendo parar...
Sou como a vela buscando o ar para continuar viva, ao mesmo tempo com o ar que busco sou consumido pela minha própria luz.
Talvez realmente tenha sido preciso eu ficar preso nesta escuridão toda, para perceber a importância de minha própria luz, luz esta que durante o dia ofuscada, durante a noite ilumina o caminho.
Tempo de alma
Ai! O nosso tempo esfuma-se nesta distância fria
E eu vou morrendo triste, em desalento,
restos mortais de uma flor que em melancolia
se desfaz no ar ao sabor do tempo.
Que romântico delirío, que desengano
quereres segurar o tempo, que sonho vão
quando se podem contar os dias num ano
em que eu sinto a tua mão na minha mão.
Um dia estarei velha desfiando o novelo
Do tempo que passou e não atendeu ao meu apelo.
Velhinha, sentada na porta olhando o horizonte distante,
Tentando ver-te a ti, também já velhinho, pois...
Ou será que o tempo dará tempo a nós dois
De vivermos, ainda jovens, este amor por um instante?
Vou te da um tempo de mim
Te deixar livre das minhas loucuras
Dos meus anseios, das minha vontades
Vou te dá um tempo distante,
Te lembrar sozinha
Sem palavras
Sem entrega
Vou sair um pouco
Da tua vida,
Me dá um tempo
Te dá um tempo
Quando eu voltar
Se voltar,
Decidimos se vale a pena
Tentar mais uma vez,
Se pra nós há algum lugar
Onde matar nossos desejos
Viver nossos sonhos,
Levo comigo as tardes
Músicas,
O silencio da tua voz
Palavras guardadas
Contidas,
Segredos divididos
Te deixo meu sorriso
Meu olhar
Meu cheiro
Em flores,
Em chuvas
No sol
Na lua, no ar.
