Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Olhos pretos, voz suave
Sorriso que me invade
Beijo pela metade
no meio da escada
no fim de uma tarde
Se ao menos por um instante fosse permitido
Tudo faria muito mais sentido
Se nesse momento o relógio marcasse mais lento
O tempo ficasse mais frio
E a nossa distância fosse por um fio
Eu iria matar toda essa vontade de ti
Que senti e não vivi
Sobre o clima!
A vida flui, quando tem um bom clima.
Não é pelo clima, é pela vida!
Mude, crie um clima.
Proteja a vida!
Ter clima pra viver,
É ter tempo pra vencer.
Criança sem crença, jamais cresce ou envelhece; vive na eternidade do agora, enquanto os adultos se perdem no tempo que nunca chega.
O tempo parece se esticar eternamente, cada segundo uma agonia, cada hora uma tortura, cada dia uma eternidade sem ti.
Toda vez que você sabe que o tempo é curto demais, e não vale a pena você se esforçar, não é só uma questão de tempo. É uma questão de autocrítica.
O amanhã pode ser tarde. Aproveitar o presente, antes que a oportunidade se esvaia e o arrependimento tome conta. A incerteza persiste.
Vozes descartáveis
Numa explosão de sentimentos bons
Aflora nas manhãs de cada aurora
Apraz vontade de calar o barulho
Tóxico, irritante e peçonhento
Nocivo que causa eco de
Arrogância e hipocrisia
Simples como apertar uma
Tecla delete da indiferença
Viver com intensidade a primavera
De luzes policromas, irradiantes
O sepulcro do silêncio vale mais
Que o barulho dos cabotinos
O tempo se incumbe de sepultar
Vozes narcisistas, pavões de época
Apagar horrores alarmantes
Tudo isso acontecendo nos umbrais
Do podre poder que se agiganta
No âmago de algozes atores
Que se multiplicam nas fendas
Homiziadas em suntuosos castelos
De areias e concussões
Entorpecentes de mentes sadias
Abjetos, destruidores de carreiras
Entrementes, o tempo é cura
Milagrosa e asséptica dos
Males que nunca se perpetuam
Eis que a força Divina se
Apresenta como escudo de
Repressão do mal, sempre fugaz
E efêmero de um tempo
De deletar o simplório
Ser feliz com o cancelamento
Sumário, peremptório e inexorável
Do barulho ensurdecedor que
Irradia como ondas que se
Perdem no firmamento
Emergindo o enigmático
Sonho de lirismo poético
Do menestrel do Vale do Mucuri
Difícil
semear
neste tempo
desmatado
canteiros ficam
desertos
rios padecem
secos
ou afogados
é angustiante
e a pele arde
sob o sol
escaldante
árvores…
somente
ausentes
ou distantes.
As redes sociais aceitam quase tudo; mas o povo não é bobo; ninguém consegue enganar o povo o tempo todo; um dia a conta vem com valores atualizados.
Rápido! Rápido!
Recupera! Recupera!
Não dá pra parar!
Não tenho tempo a perder!
O tempo não pára,
mas o tempo pára você.
Uma casa amarela sem janelas
Um jardim seco, marrom
Folhas de outono, sentimentos de inverno
Saudade irracional do que se foi eterno
No lago atrás, saltos e risadas
A água reflete um rosto conhecido
Lembranças que foram realidades
O tempo mudou, o tempo também
Cheiro de chuva, pegadas de barro
Deixando vestígio da falta
O tempo mudou, ficou mudo
Gastamos muito tempo alimentando nosso ego com vaidade e buscando estar certos, quando a verdadeira nobreza está em ter paz de espírito!
A vida, os dias e os momentos não têm preço, são valiosos demais. Por isso, é preciso aproveitar cada instante com sabedoria. Que Deus nos guie pelos melhores caminhos e nos mostre as melhores maneiras de viver plenamente.
Só eu e o tempo
É só silêncio ao redor, um vazio sem fim,
O mundo caminha, mas não me leva a mim.
Sinto a distância entre mim e o lugar,
Como se não houvesse onde repousar.
Família é palavra que soa distante,
Um laço invisível, mas nunca constante.
Olho ao redor, não encontro ninguém,
Sou sombra de mim, perdida em alguém.
Os rostos que passam não sabem quem sou,
Vago entre os dias, sem porto, sem flor.
A casa não é casa, o chão não é meu,
E o que eu procuro? Nunca apareceu.
No fundo, eu sei, é só eu e eu,
Sem laços que prendam, sem mão que acolheu.
A vida é um ciclo que segue, sem par,
E no fim das contas, sou eu a cuidar.
É a angústia de ser sem nunca pertencer,
De existir no espaço e, ao mesmo tempo, perder.
Mas há uma certeza que aprendi a aceitar:
No final da estrada, sou só eu a me abraçar.
O tempo é o bem mais precioso que temos, e desperdiçá-lo com preocupações inúteis é negar sua verdadeira essência. Viva o presente com sabedoria, faça o seu melhor em cada momento. O passado já se foi, o futuro é incerto, mas o agora é seu para ser aproveitado.
Depois de lançada, a flexa do tempo não volta, não faz
curva e nem desacelera. Aproveite o hoje e planeje o amanhã, o
tempo inevitavelmente passará.
Afinal de contas quanto tempo nós temos e quanto
tempo nos resta? Nada disso importa, somos eternos enquanto
duramos. Não tínhamos noção da nossa não existência antes
de nascermos e não teremos essa mesma percepção depois de
morrermos. Somos feitos de eternidades passageiras...
É tempo de crer, crescer e florescer
De enxergar o que os nossos olhos não podem ver
Da vida, os presentes receber
E, sem reservas, sermos capazes de viver
Tudo aquilo que os nossos sonhos ousaram escrever
O tempo não cura nada, também não melhora ninguém. Ele apenas nos envelhece, nada nos ensina, é um corredor, não tem tempo.
Bom dia, meus nobres!
