Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Eu nunca fui de desistir fácil.
Na verdade eu insisto e insisto muito quando realmente quero e acredito seja lá o que for.
Dependendo do caso eu insisto, confio, espero, tento entender, dou uma chance, duas, três, dez, procuro, perdoo, quebro a cara quantas vezes for necessário.
Mas isso não é ser besta não. Também não é que eu goste de tortura ou seja indecisa e insegura. Existe um motivo tudo isso.
É que eu gosto de olhar para trás, pras coisas que deixei, e não me sentir presa a nenhuma delas. Ter a certeza de que tudo que havia de ser feito, foi feito e que pra frente é sempre o caminho mais certo.
Relatar o tempo, buscando entender o comportamento, a aceitação relativo ao passado e a adaptação presente:
Sodomia por exemplo foi repudiada pela sociedade por mais de mil anos, o sodomita era condenado a morte ou a prisão perpétua dependendo da época, hoje a prática é comum e quem for contra é condenado por preconceito.
(Antes de qualquer julgamento, isso é apenas um relato baseado em curiosidade)
Ouço uma música vibrante, vejo uma foto marcante, lembro de um tempo tão presente de coisas que não voltam mais.
Olhando pra trás, é incrível o quanto mudamos com o passar do tempo e as experiências vividas. Descobrí que vida é cruel e bela ao mesmo tempo.
