Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Vivemos uma irrealidade, somos atores sociais atordoados com os massacres da manipulação em massa que nos moldam aos padrões pré-estabelecidos, somos convencidos a pensar que estamos pensando, fomos convencidos que participamos do circo político através das redes sociais
Sempre nos lembramos dos maus momentos mais do que dos bons. Por isso você odeia tanto seus ex-namorados.
Eu ficaria transtornada se as pessoas más e as boas terminassem no mesmo lugar.
REVOLUCIONARIO
Não sou mais escravo do amor,
Sou maquina sim, se dó nem pudor,
Revolta dos sofredores,
Mutilados por seus amores,
Guerreiros sobreviventes
Deste sentimento doente,
Viver a base do sentir,
E sofrer e mesmo assim sorrir,
Frio sim, cinicos tambem,
Mas não é para o mal dos outros, e sim para o nosso bem.
Seja maduro pra certas coisas e imaturo pra outras, ou seja, maduro ou sensato pra saber estabelecer metas e conquistá-las, respeitar a todos sem distinção do que a pessoa faz ou não faz, saber escutar críticas construtivas, maduro pra saber que errar é humano e assumir o erro e também que chorar não é defeito, pelo contrário é uma virtude, imaturo ou como criança pra saber perdoar, pra saber que não somos capazes de sair de situações difíceis sozinhos, por isso pedir auxílio a Deus, ser humilde, não retrucar alguém que te feriu ferindo essa pessoa, nem julgar quem te julgou e nem abandonar quem te abandonou... Entretanto devemos ser maduros para ser imaturos...
O adulto maduro sabe o que tem que fazer e não se esconde atrás de desculpas e justificativas. Apesar de seus incômodos ele sabe que suas responsabilidades são prioridade.
Eu tô aprendendo a viver sozinho e a ser livre, digamos que seja por um tempo, mas que seja um aprendizado.
“Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco”.
(trecho extraído de versos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78. Projeto releituras)
Espelho, espelho meu...
dizei-me se há alguém
mais, atrapalhada
mais confusa,
mais entusiasmada,
mais preguiçosa,
mais esquisita,
mais animada,
mais perdida,
e mais apaixonada
do que eu?
Na vida eu aprendi...que não importa o número de vezes que eu caí, quantas mentiras eu terei que suportar ou quantas decepções eu terei que enfrentar. Eu vou acordar, todos os dias, sorrindo e querendo ser alguém melhor.
