Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Pois é... Hoje me deu uma saudade das brincadeiras, risadas, conversas, do mate, em fim, saudades de ti.
O meu “estou bem” significa que estou de pé, estou respirando, andando, sentindo, mateando, mas não significa que estou feliz.
— Me faltas tu.
Quando os filhos crescem.
Há um momento na vida dos pais em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro. É paradoxal. Quando nascem pequenos e frágeis, os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.
Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa. Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais nos finais de semana, nem férias compartilhadas em família. Agora tudo é feito com os amigos.
Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos voos para além do ninho doméstico. É o momento em que os pais se perguntam: onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam em suas batalhas imaginárias contra o mal?
As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria. Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição. A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica. Ontem estavam no banco de trás do automóvel, hoje estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito. É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.
Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela. Tempos que não retornam a não ser na figura dos netos que nos compete esperar.
Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas. Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos para estar conosco. Não economizemos abraços, carícias, atenções porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.
A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa. A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos. No dia-a-dia com os pais eles aprendem que o ser humano e seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios. Em essência, as crianças aprendem o que vivem.
Nascemos sem inveja, sem preconceitos e desconhecendo a mentira,mas com o tempo nos tornamos adultos.
Sempre nos lembramos dos maus momentos mais do que dos bons. Por isso você odeia tanto seus ex-namorados.
Eu ficaria transtornada se as pessoas más e as boas terminassem no mesmo lugar.
REVOLUCIONARIO
Não sou mais escravo do amor,
Sou maquina sim, se dó nem pudor,
Revolta dos sofredores,
Mutilados por seus amores,
Guerreiros sobreviventes
Deste sentimento doente,
Viver a base do sentir,
E sofrer e mesmo assim sorrir,
Frio sim, cinicos tambem,
Mas não é para o mal dos outros, e sim para o nosso bem.
Seja maduro pra certas coisas e imaturo pra outras, ou seja, maduro ou sensato pra saber estabelecer metas e conquistá-las, respeitar a todos sem distinção do que a pessoa faz ou não faz, saber escutar críticas construtivas, maduro pra saber que errar é humano e assumir o erro e também que chorar não é defeito, pelo contrário é uma virtude, imaturo ou como criança pra saber perdoar, pra saber que não somos capazes de sair de situações difíceis sozinhos, por isso pedir auxílio a Deus, ser humilde, não retrucar alguém que te feriu ferindo essa pessoa, nem julgar quem te julgou e nem abandonar quem te abandonou... Entretanto devemos ser maduros para ser imaturos...
O adulto maduro sabe o que tem que fazer e não se esconde atrás de desculpas e justificativas. Apesar de seus incômodos ele sabe que suas responsabilidades são prioridade.
Eu tô aprendendo a viver sozinho e a ser livre, digamos que seja por um tempo, mas que seja um aprendizado.
Encontramos varias pessoas na vida
que são nossos opostos e nossos iguais,
iguais atraem mais iguais,
opostos se equilibram.
