Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade

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Mais importante que suas vestimentas, mais importante que seus sapatos, mais importante que seus cabelos; como anda seu amor próprio, sua autoestima?
Ela te livra de amores mentirosos, de quimeras, amizades falsas e do fingimento que te seduz.

Somente as árvores que não frutificam, entendem a poda como uma agressão.




Não é sobre plantas.

Ausência de quem se ama, é a mãe da dor que você sente em silêncio.

O grande e maior problema sempre foi a
CONCORRÊNCIA...
Ela existe, existiu e existirá...


Então:
Olho vivo...

Algumas pessoas não aguentam a verdade, outros já não suportam a verdade.

Nunca mude de time por causa de uma namorada, mas, se preciso mude de opinião.

Ninguém pode viver entre a dor e silêncio.

Os dias tristes e coisas tristes que passei não moram em meu coração, apenas passaram e deixaram arranhões. Mas o legado de saber que deixaram, só eu sei onde está e só eu sei o que faço com eles.

⁠"...Despertei com minha pele,
revestida da memória de tuas mãos..."
In Fragmento Poema Despertei
Carlos Daniel Dojja

Era assim:
A só mareava, por terras tantas que se partiam,

que o mundo em que minha voz habitava,
ao invés de nascer, se escondia.
Agarrei-me então as palavras,

doces, ferozes, cristalinas,
e o cio do tempo desabitado,
Tornou-se num dedilhado,

cordas que entoavam,
o coração em fogo vivo.

"Descobri-me Rio que não cessa.
Meu estar é sempre indo.
Avistando templos ou morando em Ocas,
Minha pátria são as gentes,
Que se sonhamno mundo"

Insisto: Onde teus olhos pousaram?
No voo das lágrimas que na cordilheira deságua?
Entre as bordas tecidas no braseiro do tempo,
Ou agora, quando esvoaçam as borboletas no cio do teu ventre.
Atrevo-me, em dar-te a resposta,
irreal para os que descreem:
- Vi teus olhos plantando sementes em meu peito.

Às vezes me empresto vôos. Vou-me indo, com a percepção de que posso lançar-me a descoberta.
Nunca sei o que virá depois que o passado do vento e o presente das nuvens se fundem.
Teimo em fingir-me capaz de atingir infinitudes, parir-me de acontecimentos.
Desde isso, ponho-me asas estradeiras e olhares para o mais além do ver.

As palavras que vivemos, transcritas na pele da alma, revelam sua própria realidade.

E eu já então, descabidamente encantado,
Apenas me sabia, ao traduzir-me fecundado,
Que mesmo a passar a só, a esperar a moça que viria,
Ela com o coração entreaberto de mim não partia.

As imagens em preto e branco sussurravam.


Havia uma voz intima em cada canto.


Ouvi novamente minha mãe a perquirir:


- Sabes para que servem as andanças?


Para que possamos volver a casa,


Onde fundamos despertares.


In Poema " A CASA"

Não deve ser por outra razão, senão a da nobreza imorredoura da poesia, que Byron e tantos outros, revelaram em seus muros que “aqui não se morre, passa-se vivo para o outro lado”, condição inequívoca, como nos brindou Saraiva, reiterando que “qualquer que seja o futuro, continuará a haver noites de luar, Sintra e o Tejo a correr para o mar”


In Carta a Laura Saramago

... Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas.


Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente.


Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos.


E se é tão grande, como os olhos que se


traduzem no peito..."

Sou péssimo em recomendar metades.
Apraz-me pretender atingir a inteireza, elevar-me a completude do sentir e bem dizer de sua amplidão.
Almejo postular sua infinitude, como tecelão do tempo que não esta à beira da impermanência do fazer-se.

- Sabes para que servem as andanças?


Para que possamos volver a casa,


Onde fundamos despertares.




In A Casa