Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Preciso de tempo...
Tempo para me adaptar
Com mudanças em geral
Preciso de tempo
Para refletir as perdas
Preciso de tempo
Para aprender o novo
Preciso de tempo
Para soltar o velho
Preciso de tempo
Para atravessar a ponte
Preciso de tempo
Para despertar e crescer
Preciso de tampo
Para curar minhas feridas
Preciso de tempo
Para secar as lágrimas
Preciso de tempo
Para poder acreditar
Preciso de tempo
Para confiar novamente
Preciso de tempo
Para buscar outros rumos
Preciso de tempo
Para colar os cacos
Preciso de tempo
Para fazer tudo de novo
Preciso de tempo
Para ficar em paz
Preciso de tempo
Para escolher o caminho
Preciso de tempo
Para me encontrar novamente
Preciso de tempo
Para resolver ir ou ficar
Preciso de tempo
Para sorrir ou para chorar
Preciso de tempo
Para somar e agregar
Preciso de tempo
Para ouvir e para falar
Preciso de tempo
Para pensar em mim
Preciso de tempo
Para aprender e fazer
Preciso de tempo
PARA TER
E muito tempo MAIS
PARA SER...
Norma Aparecida Silveira de Moraes
09/01/2019
Há quanto tempo não via a nuvem passar
Há quanto tempo não via o sol brilhar
Há quanto tempo não via o vento soprar
Há quanto tempo não via a brisa do mar
Há quanto tempo não via o pássaro cantar
Há quanto tempo não via a flor desabrochar
Há quanto tempo não via meus amigos no bar
Há quanto tempo não via meu time jogar
Há quanto tempo não via meus filhos brincar
Há quanto tempo não via meu amor acordar
Há quanto tempo não via minha mãe bordar
Há quanto tempo não via meu pai caminhar
Há quanto tempo não via minha família almoçar
Há quanto tempo não via a vida passar
Há quanto tempo?
Viva o presente tomando atitutes que constituirão as bases para o seu futuro. Já o seu passado, deixe-o relegado no seu tempo.
Hoje, ao acordar e me olhar no espelho, me deparei com algo inusitado. Fiquei ali imóvel por alguns segundos e extasiado tentando digerir aquela sensação que perpassou a minha existência. Estive de frente com o meu primeiro fio de cabelo branco. Aquela imagem no espelho ficou cravada em minha memória. Comecei a imaginar o que este simples cabelo branco representou para mim naquele instante, dei voltas ao mundo só de pensar nessa mudança repentina. Esse fio de cabelo branco representou um marco para mim em tenra idade, ele conseguiu dividir a minha idade biológica. É como se tivesse dividido a minha vida em dois tempos: a.C. (antes do cabelo branco) e d.C. (depois do cabelo branco)! O cabelo preto que tanto me acompanhou, que tanto me deu a jovialidade de ser, que tanto me mostrou que o bom da vida era viver a juventude com aquela cabeleira de fios pretos, agora, ele se mostra repentinamente de outra forma: um branco platinado reluzente. Esse fio de cabelo branco também carrega a minha história, e veio para mostrar que não há mais tempo para brincar de viver, que é hora de encarar a vida como ela é, de ter atitude. Ele sussurra em meu couro cabeludo e diz que a maturidade chegou. Essa transformação marca um tempo em que o cabelo branco representa a sabedoria, a maturidade e a velhice de uma pessoa com grandes histórias para contar. Agora carrego as minhas belas madeixas com alguns fios de cabelo branco. Estou gostando deste novo estilo que a vida me proporcionou. Quem diria que eu seria contemplado com essa obra prima da natureza. O seu cabelo branco tem história, alguém já parou para ouvi-la?
"Já quis muita coisa ontem, hoje quero estar bem, amanhã talvez não esteja aqui para contar, por isso vivo um dia de cada vez, sem pressa em acelerar o tempo."
Como leão
Na multidão
Diante de muito ego
E solidão
O raiar do sol como clarão
O nevoeiro na escuridão
Diante de muita chuva
E insolação
O pular das ondas na imensidão
No mar do guardião
Diante de muita água
E consolação
Tu vens
Tu vais
Tu ias
Tu, mas só tu
Transeunte
Da vida
Das estações
Da equipe do metrô
Eram tantos
Falhos
Falantes
Inquietos
Corridos
Dos algozes
Dos albatrozes
Dos abutres
Das vozes
O soar
O ressoar
O verbalizar
O falar
O nada
O tudo
O início
O fim
É chegada a hora
Do banho de mar
Para alinhar
O caminhar
Dos nós
De nós
A sós
E sós
Como nós
Trilhas
Ele pisou num chiclete
e foi marcando o caminho.
Com as mãos transformou o tempo
numa espécie de ninho.
Tempo
Autor: João Felipe F. De Souza
Há tempos não tenho tempo,
de espiar o tempo no meu tempo,
mesmo que abruptamente, virar.
Ver o céu acinzentar-se e a chuva trazida pelo Vento, semear o solo terreno,
e o aroma de terra molhada, ter o prazer de saborear.
Tempo bom é o que não se pensava com correria,
Eu Brincava, namorava, jogava conversa fora e com calma eu envelhecia...
E não o via passar.
Só se valoriza o tempo
Tanto o passado, quanto o futuro,
Quando o tempo traz à luz, a velocidade de nossa passagem pelo mundo.
Trocas teu tempo por ouro,
para comprar bens, que outros lhe fizeram acreditar,
que trariam felicidade, quando o verdadeiro tesouro,
É o tempo ter com quem compartilhar.
Espinhos do tempo
Quem não passou por sofrimentos;
Fases bem difíceis e amargas, achando que não ia aguentar.
Quem não teve maus momentos;
Tirando toda esperança de superar, a dúvida tomando conta.
Quem nunca teve maus pensamentos;
Na hora da raiva, vontade de se vingar e também revidar.
Quem não se pôs a chorar;
Quando não teve argumentação a altura e foi humilhado.
Quem não sentiu ansiedade;
Na hora daquela questão tão difícil e problemática.
Quem não se sentiu fracassado;
Diante de tão grande provação no contexto da vida.
Quem não se sentiu sem esperança;
Na hora de solidão e desamparo, da tristeza
Quem não sentiu tanto medo;
Na hora da doença, da angústia, da fragilidade existencial.
Quem não se sentiu desesperado;
Na hora da perda, do adeus, da separação.
Quem não se sentiu vacilante;
Na hora de uma decisão, da mudança.
Quem não se sentiu vítima;
Da injustiça, do egoísmo de outra pessoa ou fato.
Quem não se sentiu obcecado;
Por uma ideia, fato, e estava totalmente errado.
Quem nunca teceu um sonho;
Mas não teve força nei oportunidade de realizá-lo
Quem não se sentiu humilhado;
Diante da arrogância e maldade de outra pessoa.
Quem nunca semeou uma boa semente;
Mas nasceu ervas daninhas e ingratidão
Quem nunca teve espinhos na vida.
Que o tempo deixou registrado na tela da vivência....
Viver é experimentar alegrias e tristezas, seguindo sempre com a meta de ser feliz
Norma Aparecida Silveira de Moraes
01/09/19
