Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
O tempo não para (pensamento)
Enquanto vivemos, corremos loucos e desesperados atrás de sensações e prazeres que tomam o nosso precioso tempo e nos deixam com o comportamento vazio e irreparável de robôs.
Na luta frenética por visibilidade ou ver um comentário qualquer e alguns likes, perdemos para a irracionalidade e para a velocidade do tempo, nos tornamos escravos diários de nossos próprios movimentos e interesses muitas vezes desnecessários e perturbadores!
O privilégio do contato, dos olhos nos olhos, das leituras e buscas por atividades que tem real valor para nossas vidas e o nosso convívio social estão sendo corrompidos cada vez mais por futilidades que nos aprisionam na frente de uma tela e ao mesmo tempo, nos transformam em felizes zumbis.
Vagos momentos
Vagos são os meus pensamentos neste momento, ganhando vida própria, eles recorrem a um cenário incrível retratando uma tarde de um passado muito distante e com direito a nota musical de fundo e imagens quase que reais desse saudoso tempo.
A sensação é quase surreal e muito intensa, rica em detalhes e apertos no coração; as vezes parece que o nosso subconsciente transborda em verdades emotivas e nos faz pensar que podemos controlar por alguns minutos o tempo, o que da uma nova chance de vivermos loucamente situações, dias, lugares, saudades e pessoas amadas.
A música continua tocando bem no fundo da minha mente, mas as imagens já estão saindo de cena como em um filme com final triste, que vontade de ficar só mais um pouco de olhos fechados revivendo aquela lembrança gostosa. Voltar a realidade, as vezes é tão doloroso e misterioso.
O sábio reconhece que há o tempo do plantio e o da colheita. O tolo deseja colher antes de plantar. Não é possível colher algo diferente do que plantou. Se for diferente, vasculhe seu coração. Se ainda assim for diferente, continue vasculhando.
Tempo
Contamos o tempo.
Mas com o tempo... podemos contar?
E o que podemos contar ao tempo,
do que vivemos...
e não deixamos o tempo nos roubar?
No passado me deixava livre.
correr, brincar, sorrir, sonhar...
Depois passou a ser mais exigente,
já não me deixava tão assim, livre mente...
Aos poucos cada vez mais eu era refém,
de suas mudanças, tão apressada mente,
É o Tempo, que outrora era liberdade,
e hoje é corrente.
A relação com o tempo é desigual. Ele não está nem aí pra nós, enquanto nós, guardamos fotos, recordações, lembranças, memórias de tempos idos. Ele, O Tempo, não se apega a nós nem por um segundo, nós sim, demoramos demais nele. Ao que já se foi, ainda estamos a olhá-lo ao longe.
Na vida, às vezes, tomamos caminhos errados. Retornar leva tempo e, quando enfim retornamos, em certas ocasiões, estamos situados na estaca zero...
Paciência é a chave!
Queria ser como os outros e rir das desgraças da vida, mas não sou e nem por isso vou deixar de Viver, pois a Vida é bela e a unica certeza que temos é a Morte;
Quando sentir vontade de sorrir, olhe para uma criança e veja que sorriso lindo que ela tem.
Quando sentir vontade de chorar, olhe para um deficiente e veja que sorriso belo que ele tem apesar de sua deficiência.
Quando se sentir triste, olhe para trás, e veja quantas coisas boas você construiu.
Muitas vezes, deixamos de olhar para as coisas mais simples da vida, que nos dão prazer, para nos apegar a coisas fúteis sem nenhum valor.
Pessoas morrem só vejo destruição a compaixão não existe , é um mundo sem perdão. Mas a pouca fé que há nesses simples cidadãos é o que faz bater essevelho coração...e aquela Luz que eu não podia enxergar posso ao menos sentir e não parar de lutar...
É triste lembrar dessa história toda. Ontem estávamos dormindo juntos e hoje eu não sei mais nada sobre você.
Almas Gêmeas
Alma minha......
Há milênios te perdi
Desde então, fui tangida pelo vento
Rondei campos e desertos
Pelo mundo inteiro vaguei
Rompi os véus da lógica e a barreira do tempo
Visitei a inocência dos anjos
A sabedoria dos deuses, a pureza do cristalino
Passei pelo arco-íris, indaguei ao pigmento das cores
Caminhei por todos os matizes e não te encontrei
No canto das aves te mandei recado
Perscrutei todas as paragens
Nas asas firmes das águias viajei
Caí como neblina nos penhascos
Deslizei por entre os montes
Lavei todos os caminhos que percorri
Tanto, tanto indaguei que nessa busca quase te perdi.
Mas ao me encontrar com a solidão
Parei assustada e acordei, todavia ainda sem ti.
Mas, um belo dia, conheci uma pessoa
Não, não foi uma saudação comum aos que se encontram na rua
Daquela impecável presença
Uma candura antiga me acercava
E uma sensação de paz, há muito tempo experimentada
De onde nos conhecemos, me perguntava?
De qual século, ou de qual plano?
E de súbito descobri
Hum, és tu, a minha outra metade
De mim se expandiu um grande grito
Um grito de dimensão nunca dantes pressentida
Esse meu bramido surdo transfixou o céu azul
De nuvens brancas e opacas
Em busca do eco que um dia nos reservou espaço
E que, se por acaso, pairou por séculos sem fim
Por certo, fixou-se em minh’alma
Atravessou universos sem fronteira
E por eles tomou várias formas
Para nos surpreender, por fim, assim, frente a frente
Na terra ligados apenas por invisíveis laços
Como água do mesmo rio, por obstáculos separada
Ou como rios paralelos, fazendo curso lado a lado
Porém significativamente separados.
Não deixe que os terrores de um mundo doente sugue suas perspectivas da vida mas sim veja os como necessidade para uma vida melhor.
Não há nada que derrube uma pessoa confiante e em paz consigo mesma. Essa é a graça, e se faz acontecer quando aprendemos a olhar o lado bom da vida.
