Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
O amor é formado por duas almas ou espíritos que quando resolvem se unir estando em dois corpos, acabam se fundindo e virando um único só.
Mas quando não havendo RESPEITO entre uma dessas partes, o amor não subsiste, pois precisa dos dois na mesma sintonia.
Toda relação baseada apenas no utilitarismo (em que essa pessoa pode ser útil para mim?), seja amorosa, familiar, de trabalho ou de organização social, está fadada ao fracasso. Há que se valorizar as pessoas pelo que elas são, sentem e pensam, por seu caráter, suas vivências e sua integridade; não apenas pelo que produzem ou são capazes de fazer.
As torrentes de água tem o potencial de arrastar o que estar em seu caminho, no entanto o amor é algo indestrutível diante de uma inundação ou outras forças que possam ameaçar destrui-lo o amor.
A sua consciência é o seu Deus, o amor ao próximo é a sua liberdade. Fora disso é conversa mole em rede social.
Pobres de direita é uma desgraça pensando serem ricos. São religiosos falando de amor e o jesus que juntava e dívidia, e eles os defendem indo contra eles mesmos e outros pobres, sendo os que mais precisam de leis inclusivas são prejudicados por quem não deveriam fazer isso.
“O amor morreu no instante em que passou a ser performance — substituído por likes, perdido entre telas e silenciado pela pressa.”
Talvez não se trate apenas de falar sobre amor, até porque, quando ele não vem acompanhado de respeito, torna-se algo vazio, dito da boca para fora. Sem atitudes que falem mais alto do que uma palavra de quatro letras, o amor não se sustenta.
Amor sem respeito não subsiste.
Ao contrário do amor, o respeito verdadeiro, quando presente, nunca se desgasta nem acaba. Quanto mais se dá, mais se tem. O respeito é como uma via de mão dupla — quid pro quo, manus manum lavat, est enim dando quod accipitur. É um ciclo natural de troca, onde dar e receber se entrelaçam em equilíbrio. Opportunum adest.
Feridas do Amor
Advertiram-me — o amor é lâmina e labirinto,
é clarão que cega e ternura que destrói.
Mas em ti, lancei-me, nu de razão,
embriagado pela ilusão do eterno.
Teu toque foi chama que encantou a carne,
mas teu silêncio — punhal de ausência.
Nos interstícios da memória ainda ecoa
a promessa não dita, o adeus sem palavra.
Amar-te foi cravar rosas no peito,
foi dançar sobre espinhos com os pés da alma.
E mesmo entre ruínas e cinzas frias,
o meu querer insiste — como febre, como fado.
Porque o amor, esse deus sem piedade,
faz de nós servos e mártires,
e transforma cada lágrima caída
em verso sagrado da dor vivida.
Quem sou eu? Ah! Um coração triste por ter acreditado no amor que você tanto desprezou. Mas, lembre-se: “O meu amor que hoje desprezas são sementes das flores que jamais desabrocharão no teu jardim”; pois sementes boas não florescem em terras inférteis. Esse é o resultado de um coração que um dia foi puro, verdadeiro e sincero, mas que infelizmente te conheceu.
