Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
O Amor que Você sente por ela, é seu, pertence a Você. Ela não poderá destruí-lo. Ela só poderá perdê-lo para sempre.
O amor entre os humanos é de forma indeterminada, por mais que ache e se engane nunca se torna eterno do jeito esperado.
É difícil amar, porque não aceitamos sermos tão inofensivos perante ao amor. O ser humano é egoísta e pensa que tudo aquilo que ele ama, tem que ser dele. Exclusivamente dele. Só dele. Sem divisões. Sem incertezas. E sendo assim, começa a perceber o quanto é complicado ver seu coração batendo fora do corpo, olhar e perceber que seu mundinho está todinho ali, sorrindo, com os olhos brilhando e com o sol batendo no rosto. É complicado aceitar e perceber que tudo aquilo pode escapar das mãos dele a qualquer momento, que as coisas podem se desfazer logo agora que tudo estava dando certo. O ser humano não aceita amar e deixar livre. Amor e liberdade são coisas completamente diferentes, e que na nossa visão, não combinam. Nós queremos ter certeza de tudo, ter certeza de que aquilo não se vai, de que será nosso para sempre ou até quando nós quisermos ou enjoarmos. Por isso, temos tanto medo de amar, porque para ser amado e se sentir amado, temos que deixar o egoísmo de lado e passar a viver por dois, amar por dois, se entregar por dois e por aí vai, porque independente do que você faça ou crê, o amor não é metade, ele é inteiro. Ou você se joga nesse mar de incertezas, ou fica nessa sua vidinha vazia. A escolha é sua e as consequências também. Boa Sorte!
Em verso, em verso vou falando de amor...Mais porque amor? Porque o amor é o centro do mundo! e dependemos dele para tudo...
Solidão
Meu amor,
Hoje vejo que a solidão dói muito, (bem que você me falou)
O dia não passa, a hora se arrasta e eu sem você...
Espero, conto os minutos e as estrelas, mas nada. Onde andará você?
Será que está bem? Será que me deixou?
Eu realmente não sei...
Somente espero que esteja bem meu amor e que não tenha medo do escuro, pois ele dói mais do que a solidão...
Eu também lhe avisei dos meus medos, lhe contei tudo a seu respeito e agora é a hora: Será que você me ouviu? Ou será que ouviu as sábias palavras do silêncio?
Não sei, realmente não sei...
Não possível ser o amor divino a quem desmerece com orgulho as palavras, mas, de tal inteligência que lhe convêm a cientista, deixe-se passar por espectador e sem pudor observar e se emocionar por devotos a Cristo pelo grande sentimento, de verdadeiro e solene amor.
