Amor não fere
"Amor que Fere e Fica"
A vida, em seus mistérios tortos,
Te trouxe até mim, como quem vem salvar.
E por um tempo, fui céu aberto,
Até tua sombra começar a me habitar.
Você me fez sentir imensa, rara,
E depois... pequena em um canto escuro.
Ameei demais, calei demais,
Perdi pedaços pra caber no teu mundo duro.
Deixei risos, deixei gente,
Deixei partes de mim pelo caminho.
E hoje, ao teu lado, tão presente,
Ainda me sinto no mais cruel desalinho.
Brigas viraram rotina,
O silêncio, nossa nova oração.
E mesmo com a alma ferida,
Ainda encontro alegria no teu perdão.
Te amo… mas a que preço?
Esse amor já não me cabe, não me veste.
É dor que beija, e riso que corta,
É ficar quando a alma pede que reste.
Nos acostumamos com o caos,
Com o aperto de não se perder.
Mas amar também é permitir partida,
E talvez… permitir-se renascer.
Amar é como mergulhar em um mar azul que é lindo e perfeito.
O amor enquanto correspondido não fere a alma apenas a acaricia e fornece-a felicidade.
"Amor primata, fere, afaga, consome, ataca, entrega, atrofia, aumenta, lambe a pele e cheira, a mistura química. Rica em detalhes, úmidos e nada castos. É o desconhecido, não se repete, ofende, extravasa, conduz, extremo, atemporal, enriquece. Algoz, humano. Cuspir, devorar. Raros são capazes, muitos desconhecem"
(Caio Guerreiro)
labirinto de dor
eu te amo ,mais esse amor machuca,fere,despedaça,me causando muita dor .
te amo mais vc nao me intende ,nao tem interesse,nem me nota me causando muita dor .
eu te amo,mais suas palavras machucam seu olhar frio me mata por dentro.
você diz que me ama ,mais que amor é esse duente e manipulador que so sabe causar dor .
eu te amo mais nao posso mais suportar, mais quero que saiba que essa dor sempre vai esta comigo por que eu nunca vou deixar de te amao.
CIÚME
Dor que se sente;
Dor que fere;
Dor que machuca;
Dor que não transfere.
É o amor que corroi;
É o amor que não constroi;
É o amor que sufoca;
É o amor que não suporta.
Ciúme não é amor;
Ciúme é emulação;
Ciúme destrói a vida,
De quem em nele persista.
Amor e ciume não combinam;
Amor e respeito se completam;
Amor é viver intensamente,
Com certeza causa alegria na mente.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
"O amor fere e é ferida.
O amor dói e é morfina.
O amor é agonia, querida,
querida agonia, o amor."
(14/05/2013)
O amor, como a gasolina, queima, fere, arde, machuca.
O amor e a gasolina, queima, dá vida, ilumina, aquece.
Afinal, o amor é gasolina. O amor queima, é combustível (para a vida).
Soneto penoso
Emoção! ao sentires a poesia pacata
O abandono duma prosa de amor
Trova que fere, canto que maltrata
É pranto que nasce de grande dor
Quando ouvires d’alma rude sonata
Rugindo de um sentimento traidor
E perceberes uma poética ingrata
Entenda, são versos dum sofredor
Cá, esconde as angústias, o tédio
Onde o coração sofre duro assédio
Do desagrado, em verso amargoso
Pois, um poema que magoa, soa
Na sensação... e o sentir atraiçoa
E, quase sempre, resiste penoso!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 outubro, 2023, 08’51” – Araguari, MG
Ao acordar
O amor que me atormenta
É o mesmo que me acalma,
Fere o meu coração,
Mas alegra a minha alma.
Queria que tudo fosse perfeito,
Que este amor pudesse florescer,
Olhar em teus olhos sem receio,
E, sem medo, te querer.
Na verdade, desejo estar contigo,
Entregar-te o que guardo em meu peito,
Um amor que em conflito persiste,
Temendo ser apenas um sonho desfeito.
O amor, tormenta que machuca e fere,
Entrelaça dois destinos, intensos a sofrer.
Vidas unidas, conexão tão profunda,
Mas a vida, às vezes, é uma dança moribunda.
Dois seres distintos, emoção e razão,
Fogo que queima, ardente paixão.
Diferença de idade, de personalidade,
O amor, paradoxo, na sua dualidade.
Emotivo, entrega-se, pele sensível a queimar,
Racional, hesita, o coração a pulsar.
A vida, mestra cruel, põe à prova a união,
E o amor, como fogo, queima sem perdão.
Caminhos entrelaçados, mas distantes demais,
O coração chora, nas sombras, incapaz.
O amor é fogo, que arde e consome,
Em seu calor, cicatrizes que o tempo some.
Mensagem da manhã:
Bom dia!
Que hoje o amor bata à sua porta — não aquele amor que fere ou ilude, mas o amor que cura…
Que o amor venha fechar as feridas que o próprio amor, em alguma fase da vida, causou.
Que ele venha manso, como o sopro de uma brisa suave, e forte, como o abraço que você mais precisa.
Que o amor acalente os seus medos, transforme saudade em aprendizado e solidão em reencontro.
Que ele te devolva o brilho nos olhos, a paz no coração e a esperança nos passos.
Que o amor desperte o seu melhor sorriso, mesmo depois de noites de lágrimas silenciosas.
Que hoje o amor te encontre — em um gesto, em uma palavra, em um silêncio que acolhe.
E que ele permaneça, não apenas nos grandes momentos, mas nos detalhes pequenos que fazem tudo valer a pena.
Porque o amor verdadeiro não machuca. Ele sara, reconstrói, fortalece, ensina e eterniza.
Desejo que o seu dia seja envolvido por esse amor que vem de Deus — puro, leve, eterno.
E que, no final do dia, você possa dizer: "Valeu a pena ter acreditado de novo."
Com amor, para o seu coração.
Bom dia!
"Silêncio que me fere, amor que me acende"
Calas-te, e teu silêncio tem o peso de mil oceanos. Não é um simples calar — é um eco surdo, uma ausência que grita mais alto que todas as palavras que um coração apaixonado já ousou dizer. Enquanto me calas, eu sangro. Enquanto te calas, eu me desfaço em lembranças. Porque o meu amor, quando te evoca, não fala em sussurros — ele ruge em lampejos de saudade que rasgam a escuridão do tempo.
Teu silêncio me atravessa como lâmina feita de distância. Meu amor clama com a urgência dos ventos que assolam os campos ressequidos da espera. Mas tu, amor, te escondes nas sombras das horas mudas, como se cada sílaba tua fosse um precipício — e o retorno, um risco que já não desejas correr. E eu — eu permaneço aqui, com a alma em carne viva, tocando a lembrança do teu riso como quem acende um fogo antigo que ainda arde em segredo.
Por que te calas, se meu coração fala em trovões? Em cada batida dele habita um poema teu — um vestígio do que fomos, uma promessa do que ainda poderíamos ser. Mas te calas. E, no teu silêncio, afundam-se todos os navios que um dia construí para chegar até ti. O amor não morreu — apenas ficou sem voz, como um pássaro que esqueceu o caminho de volta ao céu.
Eu grito. Com os olhos. Com as mãos. Com memórias. Meu amor grita — em versos, em delírios, em febres de saudade. E tu... calas. Como se não ouvisses. Como se o amor fosse um idioma que tua alma desaprendeu de falar. Mas eu sei: no fundo do teu silêncio ainda pulsa um eco do que fomos. E talvez, só talvez, teu calar seja medo. Medo de me ouvir — e descobrir que ainda sou tua.
Porque, quando o amor é verdade, ele não se extingue — apenas silencia para escutar o outro amar mais alto.
