Amor Inocente
Uma criança aparentemente feliz pode ser vítima de abusos e atos cruéis.
Atrás de sorrisos e cenas lúdicas pode haver muito sofrimento.
As aparências enganam!
Nossa sociedade nos ensina, desde muito cedo, a suportar qualquer tortura, silenciar nossa dor e normalizar a maldade das pessoas, principalmente quando se trata de "família".
Como se ser mãe/pai, avós, irmãos, marido/esposa, filhos... fosse algo automático e magicamente divino. Como se fossem relações intocáveis e, portanto, passíveis de qualquer desrespeito ou desumanidade; onde o abusador(a) - pela sua condição e posição na relação - tem o direito de abusar, mas a vítima não tem o direito de se proteger e/ou se defender, porque foi doutrinada(o) a acreditar que o amor da família é o mais sublime que existe, independentemente de qualquer situação, e que certos abusos são normais (sendo até classificados como "amor exagerado"). E se a vítima se revolta, o erro é dela(e) em não tolerar, perdoar e amar a qualquer custo o seu algoz.
- "Ela faz isso, mas é a sua mãe (mãe é mãe e ninguém mais no mundo vai te amar como ela)".
- "Ele é seu irmão, seja tolerante, ele te provoca porque te ama".
- "Ele te trai, te agride, porque homem é assim mesmo, mas é seu marido e pai dos seus filhos (e homens são todos iguais, ele pelo menos não deixa faltar nada pra você e pros filhos)".
- "Seu pai é assim por causa da criação dura que ele teve, mas lá no fundo e do jeito dele, ele te ama".
Sim, como está na bíblia: "O amor é paciente, tudo sofre, tudo suporta"... Mas também diz que: "O amor é bondoso, não maltrata, não se ira facilmente, não se alegra com a injustiça e sim com a verdade".
Em tudo há uma dose e um limite. Mesmo nos ensinamentos bíblicos, sempre houveram os dois lados de qualquer relação, onde o amor, o respeito e a moralidade devem ser mútuos.
Relação abusiva, seja ela de que natureza for, deve ser evitada.
É preciso colocar um ponto final no mal, antes que o mal prevaleça, prejudique ou coloque fim a uma vida inocente.
Quem testemunha e silencia um crime, cúmplice é, sendo tão culpado quanto quem pratica. O único inocente de um crime é a vítima.
"O mal triunfa sempre que os bons não fazem nada".
Não posso!
Criei um mundo divertido pintado em cores de sentimentos,
mas não posso continuar te vendo com aquele mesmo olhar de criança inocente.
Estado Democrático de Direito pressupõe que, em sede de cognição sumária, não havendo indícios razoáveis de autoria ou participação e nem prova da materialidade delitiva, os magistrados tenham igual coragem e atenção para absolver sumariamente um inocente arrolado em processo criminal como têm para decretar medidas cautelares a pedido do Ministério Público.
Humilhado, assediado, maltratado, injustiçado, traído, massacrado, pisoteado. Vítima de um sistema bruto e viciado; estúpido e conivente; condescendente; corrompido e impune; um sistema atrofiado e violador dos direitos humanos. Afinal, inocente.
Karma
Estou presa por correntes banhadas de injustiças
Onde se ouve o lamento de uma mãe Intercedendo pelo seu filho
Enquanto do outro lado
Pessoas vazias
Engolidas pelo próprio ego
E suas mentes doentias
Procriando gerações com uma infância sofrida
Mais um inocente pagando os pecados dessa Família
De 13 ninhada 10 vingaria
Mas apenas 1 se salvaria
Reflexos como um espelho de quem os criou
O sangue que corre em sua veia
Foi o mesmo que os envenenou
Almas vagando sem direção
Alimentando-se e de corpos frescos
Como uma enorme teia de aranha
Uma armação de fios de seda
Capturando suas presas
Que ficam totalmente sem defesa
Todo desconhecido é um santo em potencial. Crer no pré-julgamento pode ser cômodo mas essa é a arma que tira a vida do inocente.
O rótulo intitulado, é o maior álibi pra injustiça. Pior, não fazer nenhum esforço para quebrá-lo. Por Rica Almada
O brasileiro de verdade não rouba, o brasileiro é roubado. Brasileiro de verdade é aquele de braços abertos no Corcovado. Nas ruas é mão na cabeça e o inocente condenado. Enquanto na TV é a mesma cena, ladrão sorrindo acena e continua deputado.
O brasileiro de verdade não rouba, o brasileiro é roubado. Brasileiro de verdade é aquele de braços abertos no Corcovado.
Ah fico agora fico,
Embutido em teus pedestais,
Chorando nos laranjais,
Eis um mundo sofrido!
Nessa terra sangrando entre lágrimas,
Está um ínfimo soldado,
Chorando abandonado
Por causa do seu amor perdido.
E escreves por outro pecado,
Lamentando a clausura infindável
De quem fora o vil responsável,
Pelo infanticídio iminente.
Balbúrdia, suspiro de morte.
Em caserna estranha, entra o soldado.
Que endoidecido das loucuras fardado,
Elimina um pobre inocente.
Eu maníaco matricida
A afogar-me nesta figura
Tornando o tédio a aventura
O corredor da morte sofri!
Mas na mansidão suprema,
No último instante,
Ah minha cara infante:
Quero morrer só para ti!
A Justiça deveria ser implacável com quem é corrupto reincidente. A mesma pena deveria ser aplicável a quem se cala, diante do sofrimento dos inocentes!
Se tudo que a gente quiser e for conseguindo é conquista ou ambição? Vontade maldosa ou sensação bondosa?
Culpo o mal de satisfazer o bem ou será fundamental?
Não quero o mal, uso o bem para afastá-lo. Desejo inocente saciado pelo oculto da mente.
Com o bem no controle do mal determinam tudo legal.
Meros contraditórios em ideais contrários de um jeito de se querer sem equilibrar nem de fato se entender de que lado o outro esconde ser.
João Sem-Braço
Não nasci para cálculos. Não meço palavras, perco os sentidos e os centímetros, avalie os sentimentos. Para os fardos da atualidade e a busca incessante do ser, a reciprocidade não anda de vento em poupa. Pasmem! O cenário frio e calculista dos tempos modernos é retrógrado e vago. É veemente o traço da fugacidade encontrado nas projeções de vida e sua conjuntura folclórica. O romance foi assassinado. Na prática, a luta entre os sexos, é vista burlando a boa-fé da espontaneidade. E o que se assemelha a um personagem poético, é dotado de uma inocente ingenuidade. “Sabe de nada inocente”. Porque nada disso é verdade! Tudo é calculado. A aptidão para os números é multiplicada pelos corpos, subtraída pelo vácuo e somada ao descaso. Desejam praticar o desapego, apegados ao passageiro. Olha o passeio! Dar as mãos é coisa do passado, estão passando é a mão mesmo. A flor da pele fica os nervos com a falta de senso, raros são os arrepios em meio aos poros sufocados de desdém. Os beijos efusivos tornaram-se tentativas do chamado “forçar a barra”. Parece que as pessoas hoje em dia são maquetistas deste cenário onde o dissabor acarreta uma aptidão para esquivar-se do romance. A frase clichê “quer romance, compra um livro”, virou música popular complementada pelo filósofo Mr. Catra “quer fidelidade compre um cachorro e quer amor volta pra casa da mamãe”. A tendência é esta! Os espertinhos (as) de plantão implantaram nas mentes estéreis a ideia de poder como meta sem baldrame para conquista. Nada se ganha sem o devido mérito. “Bonito isso, né? Eu li num livro”.
Uma borboleta não voa sem destino
Um sorriso não se desperta sem um propósito
Um coração não curva-se, sem um romance
Olhares não se cruzam sem um fascínio
Desde o existir da essência
A sedução persiste
Mesmo a mais inocente que fosse.
