Amor Gótico
AMOR ÀS SOMBRAS (By Jeff Cruz)
Lê o recado estampado onde diz
“Não ultrapasse”, por sinceridade
A mentira não me defende
Por isso desmonte o cenário que me deu
Desfaz o nó que começou a atar
Minha pele é do impulsivo
E meu coração é quase do impossível
Esquece vela, pé de coelho, e incenso
Esquece prece, nem se apresse, não vou me apaixonar
Nem me põe óculos de grau, nem lupas…
Não enxergo em ninguém o pedaço de mim
Recuso estas lampadas no meu caminho
Se for para guiar-me ao teu encontro
Prefiro o caminho perdido, embaçado…
Prefiro tatear pelas paredes, errar as estradas
Parar o transito, deixar pegadas na areia…
Nenhum suspiro me surpreende
Nenhuma gloria me deslumbra
Somente mesmo a minha sombra.
Estou perdido, vagando sem rumo
Esquecido, o andarilho das sombras
Amargando o fracasso, sonhos destruídos
Sentindo dores nas feridas que eu mesmo causei
Mas nem sempre estive assim, derrotado
Já caminhei pela luz em belas paisagens
Já exalei o perfume da vida
Um tempo em que havia paz no meu interior
Porém, deixei tudo de lado
Encantado pelo brilho de falsas joias
Mudei de direção
E desde então, é como se não houvesse mais nada
no meu coração
Tudo foi abaixo
Tranquilidade? Já não lembro como é
Meus sonhos refletem o que há no meu Ser
Pesadelos infinitos, medo, desespero
Ao ponto de quase procurar paz, com um caco de vidro
sentado o chão do banheiro
Tudo foi abaixo
Não sou a sombra do que um dia já fui
Trevas ocupam o lugar que um dia a luz já brilhou
Não me reconheço mais ...
O que me tornei?
Quero voltar a bela estrada..
Não consigo voltar, não tenho forças
Há alguém pra me ajudar?
Ou irei morrer aqui?
Perdido, vagando
Está escuro
Tenho medo
Sozinha a paz estava ali embriagada de sombras sem amor. Como um elefante eu ia passando a multidão, rasgando o entardecer...
Um Sopro de Amor Sob a Lua
Nas sombras suaves da noite falante,
Longos cabelos fluem como rios de seda.
Mãos de cavalheiro, delicadas, excitantes,
Tocam com graça que o tempo mal mede.
A leve curva de um corpo inclinado,
Beija a alvorada na pele da dama.
Branco e puro, o dorso iluminado,
Por um amor que tudo acalma.
Sua pele, um campo de lírios em flor,
Exala perfume, que ao céu se eleva.
Suspiros soam, música de amor,
Num romance que a noite revela.
Cada carícia, uma palavra não dita,
Em versos de afeto, a paixão se convida.
E naquele instante, tudo se acredita,
No toque, a essência da vida.
Sombras do Amor Traído
Que lágrima é essa que teima e desce,
como um rio que já conhece seu fim?
Seus olhos me negam o ódio que mereces,
mas o coração, fraco, ainda te quer em mim.
Grito ao vento tua mentira amarga,
teu nome ecoa como faca na alma,
mas se o mundo exige que eu te renegue,
só sei te chamar, só sei te dar calma.
Que castigo é esse, cruel e sem nome,
que me faz te amar quando só há dor?
Deveria te odiar, queimar teu rastro,
mas em mim só existe o mesmo amor.
Se a traição é sentença que tudo mata,
por que teus passos ainda busco ver?
Se a tua boca desfez promessas,
por que meu peito ainda quer te crer?
Eu ainda vejo suas sombras no meu quarto
Não posso pegar de volta o amor que te dei
É a tal ponto que eu amo e odeio você
E eu não posso te mudar então devo te substituir (oh)
Mais fácil falar do que fazer
Pensei que você fosse a única
Ouvindo meu coração em vez da minha cabeça
Você encontrou um outro, mas
Eu sou o melhor
Não vou deixar você se esquecer de mim
Do Trevor as trevas da alma..
Do terror enorme amor.
Dialeto da alma perdida...
Nas sombras definições....
Para os quais a paixão eleva no extremo da alma.
Tudo começou nas sombras...
E a vida se fez vivente.
O amor é infinito.
Para todos que acredita no céus.
Somos envolvidos pelo mau...
Um dia só. Existiu a bondade.
O mundo se viu. Era bom.
Até o amanhã parecer melhor.
Cativante com a malícia...
A alma era intocada...
Bem vinda era vida..
o espírito do tempo prevaleceu
Sobre aqueles que um dia foram inocentes...
A vida os deixou sobreviver.
Nas teias do mar sem fim lhe deram o provérbio.
SOMBRAS
Nesse poema trago as amarguras e decepções
Sinto-me um ser vagando pelas ruas na contramão
Cabisbaixo, perdido sem direção envolvido pelas sombras
que se apoderam da minha insatisfação.
Faltam luzes no meu pensamento
deixando os sentimentos presos
a uma névoa, envolto de indecisão
Não sei se são sombras do passado.
Do presente que me causam inquietação
Sobretudo muita desilusão
continuo lutando para um dia fugir
dessas sombras que vivem a me perseguir.
Do futuro nada a dizer
Se do passado não me defini
Do presente não me encontrei
Talvez as sombras continua a seguir.
Meu amor é um farol que só ilumina você. As outras mulheres são sombras, apagadas pela luz da sua alma.
Não era amor
Em sombras veladas, trilhamos caminhos,
Não era amor, eram enganos mesquinhos.
Na teia ardilosa, um jogo de ilusão,
Não era amor, era cilada em ação.
Promessas vazias, como vento a soprar,
Não era amor, era um ardil no ar.
Em laços frouxos, a confiança se desfaz,
Não era amor, era cilada que se faz.
Sob o manto da sedução disfarçada,
Não era amor, era armadilha armada.
Em palavras doces, mentiras tecidas,
Não era amor, era ilusão, eram feridas.
Na dança perigosa, corações na mira,
Não era amor, era a trama que conspira.
Um jogo traiçoeiro, paixão simulada,
Não era amor, era cilada, era farsa encenada.
Assim, no labirinto de enganos traçados,
Não era amor, era o fio dos dias cortados.
Desvendando a miragem, a verdade se revela,
Não era amor, era cilada, uma história que se degela.
Entre sombras, surgiu o amor,
Doce e breve como a flor,
Dois corações que se encontraram,
Em um mundo onde se perderam.
Ela, a luz que o guiava,
Ele, o silêncio que a guardava.
Mas o tempo, implacável dor,
Soprou ventos de pálido temor.
Promessas feitas, jamais cumpridas,
Vidas entrelaçadas, já divididas.
Em desespero, um passo ao fim,
Onde o amor sucumbe ao jardim.
Ela partiu, ele chorou,
No abismo, a alma se lançou.
E na queda, no último alento,
Morreu o sonho, calou-se o vento.
Sombras do passado
Aos dezesseis anos, um amor profundo,
Roubado pela morte, um destino cruel.
Perdi a fé, o amor, a confiança,
Me larguei no mundo, sem direção.
Me tornei o que odiei, um assassino fardado,
Largado pela corporação, sem apoio.
Encontrei-me na saúde mental, um refúgio,
Onde vozes, ansiedade, e carinho, eram o remédio.
Pensei que me curei, mas errei novamente,
Confiei em amigos, que se tornaram inimigos.
No enterro, palavras de ódio, um aviso,
"O próximo será você", a dor retornou.
Erros se acumulam, a terapia me chama,
Choro, esvazio, mas a dor permanece.
Em um coração quase curado, a sensação,
De falta de pertencimento, uma ferida que não cicatriza.
A dor assombra, um fantasma do passado,
Um lembrete de erros, de amor e perda.
Mas ainda há esperança, uma luz no fim,
Um caminho para a cura, um novo começo.
