Amor Escrito
Meu amor está escrito na tua pele
em feridas profundas de amor,
nos laços da solidão marco...
meu amor com teu nome...
olho para profundamente a escuridão,
e ninguém compreende...
o silencio clama palavras,
dentro da minha mente grito de pavor...
as palavras escoam numa cascata
de um abismo sem fundo de uma lagrima.
neste dia que calor corroei meu espírito...
sendo as lembranças magoas profundas,
de desejo e paixão acabadas
num momento de solidão.
BRANCO PAPEL
Nosso amor foi escrito em papel branco,
Vidas vívidas com texturas descabidas,
Sem nexo, rabiscos fundidos multicores.
Desenhos em telas suaves redesenhadas.
Ardência apaixonada de desejo incitante,
Na querência da posse na vida abundante.
Volta vontade a me habitar neste instante,
Livra da sede irritante que me faz carente.
Tal qual eclipse noturno da lua com o sol,
Sorriso manso no céu da tua boca beijada.
Teu brilho constante a alumiar feito farol,
A vida deste que vê em ti a mulher amada.
Sedento de razão, mas sem os argumentos,
Desejo descabido das vontades eloquentes
Redesenhar em papel branco os momentos
Passados nas nossas vidas a todos instantes.
estava escrito q um mau de amor em sua alma deixasse a dor.ingrato amor cortou suas asas ingrato amor levou seus sonhos....
Em meu peito, seu nome escrito.
Memórias de um amor que cresceu e morreu sozinho. A felicidade já não parece tão próxima, e a morte não se parece com um pesadelo. Doente, quebrado, o quão desesperado estive para viver pensando em você?
O amor
Tudo que já foi escrito sobre o amor só nos da uma pequena fração doque ele realmente é.
O amor só pode ser melhor interpretado quando você sentir porque por mas que esplique o amor e complexo de mais pra caber em qualquer palavra, música ou poesia...
QUASE TUDO
Quase tudo de poético em mim foi poetado
Quase tudo sussurrado de amor foi escrito
No versejar, o rimar do viver se fez infinito
Na cadência de mil sensações foi musicado
Tão fadado de emoções me tornei enamorado
Tão cheio de romantismo fiz do amor bendito
Cada soneto que fiz de agrado veio num grito
Suspiros, sentidos, em um ritmo compassado
Tenho dado o meu sentir a quem dele merece
Se em prece, honra, num coração sem escudo
Eu sou só gratidão, neste doar-se em benesse
E se por tanto romancear fiz engano, contudo,
Eu nunca fui do amor tirano, ou o mal fizesse
Pra ter no fado, quase tudo, sem dano e rudo!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25, agosto, 2021, 09’58’ - Araguari, MG
VERBO POETA
Poeta, conjugação, expressão do amor
Das entranhas, frações de alma e grito
Escrito em sensações, o diverso infinito
Aflito, calmo, és da palavra manejador
Poetar, o poeta, frasear, variante flexão
Em cada canto, o teu canto é irrestrito
Largo, plural, tão singular, bela oração
O verbo poeta, muito além do espírito
Antes de modo, tempo, pessoa: a ação
Segue a ordem do coração, e profundo
O dialeto da emoção, da ilusão secreta
E, o que seria da poesia neste mundo?
De qual verbo seria o poeta a poetar...
Do amar, sonhar ou puramente poeta...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08 setembro/2021, 11’:10” – Araguari, MG
Mesmo se for apagado, esquecido, foi dedicado tanto amor é carinho quando foi escrito, momentos não voltam mais, é a saudade que se faz, de não ter vivido o que se foi escrito...
Eu ganhei uma carta de amor
Gostei do poema que nela estava escrito
Li em voz alta, quase que gritando
Depois guardei e informei a você
Para vim jantar comigo
Pensei em ligar a lâmpada para iluminar
Mas você preferiu as velas.
Amor.
Depois de muita reflexão, consegui compreender que tudo escrito sobre o amor é verdadeiro. Shakespeare dizia que é melhor viver sem felicidade do que sem amor. Acredito que isso signifique que o amor por si só vale muito mais que a felicidade, pois com ele se experiencia a alegria e muito além. Ele também pensava que as viagens terminavam com o encontro dos apaixonados, é tão surreal que pode ser comparado ao incrível, e o incrível é literalmente algo tão sensacional que não se consegue crer. Eu particularmente nunca vivi algo assim, mas não me restam dúvidas que Shakespeare já. O amor existe de várias formas, como dizia Machado de Assis. Ele pode existir de forma mais fantástica, singela ou passageira. O que não é avisado a nós é que ele existe de forma cruel, de uma forma tão dolorosa que pode ser comparada à uma tortura. Esse é o amor não correspondido, e ele eu sim vivenciei. Ele é tão cruel que mata aos poucos as suas vítimas. Nos filmes assistimos ao amor fantástico, nos livros lemos sobre o utópico. Mas e na vida real? O que fazemos quando nossa história de amor não é como a dos contos de fadas? O que fazer quando o único a se apaixonar somos nós? A maioria dos amores é recíproco. Mas o que ocorre com os demais? Como fica nossa história? Nos tornamos vítimas do amor, participantes de um conto de fadas unilateral, prosistas de um monólogo. Somos amaldiçoados pelo felizes para sempre, e rejeitados pela realidade. Somos os incapacitados cujo as vagas nos estacionamentos foram roubadas pelos queridos por alguém.
Um amor mal escrito
Talvez por nunca ter permitido
Meu coração te amar
Pelo simples medo de arriscar
Ambos tenham saídos feridos
De um amor mal escrito
Que chegou ao fim
Antes mesmo de começar.
Poema: "Amor e alquimia das Almas"
Escrito por: Brendon Siatkovski
Nas veias do cosmos, o amor é um rio,
Que banha a semente no escuro do chão —
Faz da cinza estrela, do silêncio, um vio,
Na alquimia do infinito, sagrada canção.
Teu olhar é um mapa de névoa e aurora,
Onde dança a luz que os meus dias pintou:
No cinza do mundo, tua voz coloriu
A sinfonia que o tempo esqueceu de notar.
Amor, és o hieróglifo que os deuses gravaram
Na carne que um dia foi pó de planetas —
E agora respira, em segredo, o mesmo ar,
Entrelaçando raízes cósmicas, secretas.
Nascemos de um mesmo eclipse distante,
Dois sóis que a escuridão não pôre separar:
Em teu riso, a chama que o caos fez brotar,
Em meu peito, o canto que o abismo ensinou a amar.
Não há fronteira onde nossos sonhos se espalham:
Somos o jardim que o mistério regou,
O véu que se abre no altar do acaso,
A prece que os lábios do universo sussurraram.
E se um dia a noite nos trouxer seu véu frio,
Lembraremos que o amor é a tinta do arco-íris —
Pois até na sombra, ele inventa um novo dia,
Fazendo do escuro um caderno de esboços felizes.
Assim, na dança inquieta dos astros e eras,
Somos o verso que o eterno escreveu:
Dois corpos, uma alma, mil cores na mesma canção —
E o amor, o pintor que transformou Deus em poema.
Sorri... pois até o silêncio entre nós
É um portal onde o divino se fez travessia:
Amor, és a magia que o tempo não doma —
A alquimia que ensinou às estrelas... o que era poesia.
Filosofia, amor a sabedoria. Como a relação entre Sócrates e seus discípulos, nenhum escrito, mas não podemos deixar os pensamentos do mestre morrer com ele. Assim fizeram, discípulos como Aristócles e Xenofonte escreveram sobre o velho Sócrates.
Do livro ainda não escrito: As sete vidas do amor
Um desejo ardente
De encontrar novamente
Um olhar que seja presente
Determinado inconsciente
Pra preencher o vazio na alma
Que só um amor de verdade acalma
O beijo que reanima a vida
Que faz ela de fato ser divina
Se entregar anestesiada
Sem lembrar que o último só trouxe dor
E assim mais uma vez tentar não morrerdeamor.
AMOR ESCRITO
Separação ou
Amor a menos?
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Escrevia,
Mas as palavras bailavam
À frente dos meus olhos, e
Nada saía…
Juravam
Que nada valeria a pena
Mencionar.
As palavras eram amargas,
Queriam fazer lembrar
As chagas
Que moravam no coração.
Pela separação,
Que mais se poderia dizer
Dum acto indesejável,
Lamentável,
Para quem não quer
Aquela cisão?
No chão, um cesto,
Amarrotados,
Os papéis espalhados
Ao seu redor,
Continham pedaços de amor
Escondendo uma paixão.
De frente,
Uma janela aberta
Indiferente,
Deixava entrar o vento
Numa forte oferta
De recuperação.
E se houvesse regresso
Que faria dos papéis
Que relatavam factos,
Memoráveis,
Dum desgosto confesso?
O melhor seria deixar
Que o vento os fizesse voar,
Para não mais recordar
O dia seguinte à separação.
Autor:
Jorge Vasconcelos
