Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Escuto o murmúrio do rio,
que corre entre as fragas,
lentamente e devagarinho,
parece ao longe alguém,
a chorar de frio,será uma,
alma sem forças para lutar,
ou sofrerá de solidão,
ou ainda as lágrimas ardentes,
das mulheres saudosas.
das aldeias e das terras vazias sem almas,
dos homens desaparecidos sem tempo de amar,
que adormecem ao sol e ao luar,
das suas mulheres que não têm noites de amor,
esmagam a raiva que martelam a dor da memória,
Escuto o murmúrio do rio que corre,
lento e puro onde mato a sede de tudo,
de quem e donde mora sozinho!!!
Há de existir entre os religiosos, aquele que mesmo sendo extremamente fervoroso, não acredite em, pelo menos, um milagre; como há de existir entre os ateus, aquele que, mesmo sendo extremamente cético, não duvide de, pelo menos,um.
O melhor do dia é a espera incessante pela noite, e o melhor da noite é o encontro harmônico entre o breu e silêncio.
(...)Entre pernas, passos e tropeços a gente vai deixando algumas coisas pelo caminho e encontrando outras: o que não pode é se subtrair, o processo tem que ser de acréscimo, sempre. Nada é tão definitivo assim e a gente nunca é, a gente está. Sempre digo que quem se aprofunda nas coisas, quem mergulha, sabe exatamente o gosto que tem o alimento cru porque não se contenta com o que está pronto, posto sobre a mesa. A gente vai experimentando aqui e acolá, vai sentindo o ritmo, o tempo, tendo cuidado com algumas coisas e desrespeitando as placas de aviso de perigo de outras. A gente cai, levanta, chora, celebra. A gente vive. A gente se conhece através das reações dos outros a nós mesmos. A gente se trabalha ou estagna, regride ou evolui. A escolha é sempre nossa!
Me acho no passo
em meio ao compasso
Entre pulos e passos
eu dou mais um salto
Por muitos caminhos
por mim percorridos
Procuro um cantinho
passinho por passinho!
Entre clarões de júbilo e nuvens de dúvida,
nossos sentimentos vêm e vão;
nosso melhor estado sempre está a agitar-se
num fluxo e refluxo que não cessa:
nenhum modo de sentir, ou mesmo de pensar,
nem sequer um dia permanece;
mas Tu, ó Senhor, não sofres variação,
não mudas jamais, sempre és o mesmo.
A Tua força capto e a faço também minha,
e se enche de paz meu coração;
se solto as minhas mãos, logo me sobrevêm
densa treva e fria inquietação.
Não permitas que eu busque alívio e bem-estar
no meu pobre e fraco apego a Ti;
com temor regozijo-me nisto somente:
a Tua forte mão é que me segura.
Os encaixes de um circulam
Entre o azul e o rosa
Há muito mais que uma fronteira
Existe uma delimitação perniciosa
Que edifica uma grande barreira
A qual determina e distingue
O ativo do passivo
O pacífico do agressivo
E a menina do menino
Educar é transformar, É tornar todo lugar acessível e habitável
Dando a possibilidade a todos de transitar
E livremente se identificar e se colocar
“Sabe o que é Irônico, antes tribos lutavam entre si, hoje vemos países guerreando entre si, então concluímos que a guerra aumenta à medida que o território aumenta, não quero nem ver quando forem os planetas.”
Entre nós há um cristal delicado.
Por mais nitidamente que eu te assista, eu não te posso tocar.
A distância diminuta entre nossos olhos é implacável!
Do lado de cá derrama tempestade e os sonhos sufocam um a um.
Do teu lado, se arrastam com o vento e se esvaem na névoa que te enleia...
Aqui, toda a gente passa sem roçar por mim. Tenho só ar à minha volta. E estou só.
Por aí não é diferente, segue desamparado, sem rumo, sem coisa nenhuma...
Seguimos pertencendo não ao que está próximo, mas àquele que está do outro lado do vidro... E nessa jornada contemplativa, entregamo-nos às ilusões...
Vivemos sendo outros. Sofrendo as aspirações. Debruçados numa fantasia perpétua...
Há momentos em que tudo cansa...
Então fechamos os doridos véus, erguemos nossas cabeças e voltamo-nos, mais uma vez, para o lado de dentro de nossas vidas.
Entretanto, isso não dura muito...
Arrastam-se as horas
e os versos escorrem
por entre os ponteiros...
O tempo é liquido
explode como ondas
marcando seu compasso
É feito um mar
de desejos
.
.
.
de chuva
.
.
.
de estrelas
.
.
.
de poesia
.
.
.
Andei quilômetros entre as sombras.
E nessa paisagem dantesca,
perdi-me num universo sem cor.
O negro espreitava-me
e a cada curva perseguia o meu sentir,
aniquilando-o .
Entreguei-me a sensação de ardor
Prostrei-me vencida
e descorada.
Ah!
Sorte minha!
Nenhum inferno dura para sempre.
Os ventos sopraram.
As nuvens se foram.
As cores voltaram.
A inspiração
emergiu em mim
e brilhou.
Abri as asas
e voei sobre o mar
rumo ao horizonte ...
Quando olhei nos seus olhos
algo me fez acreditar e ver,
que algo entre eu e você
podia realmente acontecer.
Eu assumiria a missão de
te fazer feliz e cuidar
do seu coração.
Se você me prometesse
pra vida toda
segurar a minha mão.
Quando maior for a ilusão durante o romance entre ambos parceiros, o exagero é que mais toma conta das palavras pronunciadas na hora "h".
A forma mais Bela de não se aceitar a morte de alguém, é cogiar que o próprio ainda vive entre nós.
Fernando Basuko
Humilde sim , Mascarada Não!
Viajando entre as estrelas do céu do meu Lugar, Onde a Lua Reluz um imenso clarão,Tive a certeza que aqui é o meu Lugar.Minha Origem,minha essência está presa aqui.
Onde o céu é Límpido e as estrelas No céu,mais Parece pedrinhas de diamantes soltas no ar.
A imensa Lua reflete no Mar formando e trilhando um caminho diante dos meus Olhos.
Ali comigo permanece Tamanha Alegria de ver a Noite cair em instantes. Deitada nessa Areia branca e fininha e já fia pelo tempo , Avisto lá no Alto um enorme casarão suspenso a Pedra Bonita, Onde a vida parece ser Pupada, Paralisada pela Modernidade e Riqueza.
Ali naquele Lugar ninguém contempla o Luar, Ninguém Admira o infinito Mar diante de suas Janela.
Onde eu, Preciso caminhar kilometros Para ver tudo isto de perto, Que ironia não ?
Pessoas que tem tudo, Pessoas riquíssimas Mais que não enxergam Um palmo diante do enorme nariz empinado.
Pessoas presas ao luxo , Onde seu olhos são voltados só para as coisas supérfluas como Carro do Ano, Apartamentos Luxuosos,Restaurantes caríssimos.Pessoas essas que esquecem de sentir o vento No rosto, A brisa do mar , o cheiro da maresia nos rodear e envolver nosso corpo com seu Aroma.
Dessa forma prefiro ser A menina humilde e que Observa as pequenas coisas que a vida nos Oferece e com enorme percepções do que elas traduz , Pelo menos Pra mim .
essas pequenas coisas que me formam a cada dia.
Ainda prefiro ser a tal menina a observar. O sol com seus Raios intensos,Sentir O vento soprar contra meu Rosto,sentir e reparar a chuva a molhar todo meu corpo , com suas Gotículas Geladas, sentir a te mesmo o cheiro dos combustíveis dos Automovéis a transitarem pelas estradas .
e assim continuo sendo eu Pobre financeiramente Mais riquíssima em percepções e sentidos.
A realidade me Aguça a cada som desse Lugar , a cada cheiro que o vento trás, E ainda prefiro ser a menina com o meu jeitinho Calada ,quieta,engraçada e expanciva do que ser esses tipos de Pessoas Voltada as futilidades e as coisas supérfluas.
Você chegou a mim tão devagar, calmo, sereno. "Para que a pressa?" você me disse. E me entreguei vagarosamente ao teu amor. Eu era agitada e você me acalmou, eu era triste e você me alegrou, inconsolável e você me consolou, amarga e me adoçou! Era tantas coisas, você me mudou!
