Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
... em
tempos de crise,
evidencia-se uma perigosa
divisão entre lúcidos e alucinados - e,
se você, seja qual for a razão,
sejulga alguém lúcido,
cuide-se para não ser
pisoteado!
... e quantos,
entre os homens,
são capazes de observar?
E, entre os que sabem, quantos
são capazes de envergar a simesmos,
se cada homem representa para si
o mais distante dos
seres?
... a quem
desconheça o valor
do afeto, que ao menos se aplique à respeitabilidade entre afins - do contrário,
pouco ou nada terá a oferecer
a si, aos outros e tampouco
à vida!
... e quantos,
entre os homens, os que sinceros,
verdadeiros, sabem observar?
E, entre aqueles que sabem, quantos
são capazes de perceber a si mesmos -
quando cada homem é, para si,
o mais complexo dos
seres!
Entre concordar ou discordar; crer ou não crer, mais salutar o argumento. Sobretudo porque, sem um justo argumento, também não encontraremos qualquer razão para
crer ou não crer, concordar ou discordar!
A diferença entre uma pessoa com mentalidade pobre e uma pessoa com mentalidade rica é que a pessoa com mentalidade pobre faz apenas o que gosta, enquanto a pessoa com mentalidade rica faz o que precisa ser feito, mesmo que não goste.
Pode-se traçar um paralelo entre o calvinismo e o marxismo no que tange à instrumentalização ideológica: ambos operam mediante a reengenharia teológica/doutrinária e o revisionismo histórico para moldar a realidade bíblica aos seus pressupostos heterodoxos.
Há um hiato entre o que acontece e o que percebemos, por isso, para nós, o presente é sempre passado.
Passeio
Lá estava eu, entre os meus coleguinhas, pensando em como passá-los para trás. O que eu podia fazer com o que tinha era fingir que era muito inteligente. Isso não podia funcionar e não era muito inteligente. Mas continuei com a minha farsa, na qual só eu acreditava. A única maneira daquilo dar certo era estudar muito, dedicar a vida ao estudo, mas eu não era idiota o suficiente para fazer isso. Eu não estudava, apenas ouvia o que os mestres falavam. Depois me tornei um cético e um descrente. A ciência tinha argumentos fortes, mas dava para sentir a farsa pela constante e onipresente afirmação dos seus princípios. Eu não ia cair nessa. A ciência e a religião procuravam ovelhas crédulas para vender o seu produto. Em ambos os casos se serviam da ignorância para criar a sua mágica. Um rebanho indefeso para lideranças sedentas de poder. Isso me afastou de todo mundo. O isolamento ajudou a desenvolver a minha criatividade, pois eu acabei tendo só a mim para conversar. Nos momentos de desespero, eu me lamentava por ser um nada, e estava certo! Como nada, eu fui me esvaziando ainda mais e ao mesmo tempo me completando. E fui ficando tão diferente que deixei de ser humano. Na minha ignorância, eu achava que estava doente, quando eu não podia ter mais saúde. Assim, fui tentando me adaptar a um mundo de loucos. Mas não tinha vocação para pirado e fracassei redondamente. Os loucos veem o mundo, mas não enxergam a sua visão, portanto são cegos. Não podem ver que eles são o mundo e o mundo que enxergam são eles. Conversei muito com os médicos, mas também eram doentes, como padres querendo me reformar para que eu coubesse nos seus preconceitos. E ainda demorei para compreender que o médico sou eu. Os meus amiguinhos cresceram e se tornaram peças da engrenagem. Parece que lá atrás eu já tinha a intuição de que ser inteligente não dá certo.
No contexto bíblico e teológico, a diferença entre viver sob o domínio do pecado e ser liberto dele não é sobre "nunca mais errar", mas sobre quem detém a autoridade sobre a sua vida.
Entre versos e canções, eu prefiro poesias...
... Entre ter e perder, eu prefiro ganhar...
... Entre pensar e agir, eu prefiro escolher...
... Entre você e a sua dúvida, eu prefiro suas certezas...
... Entre avançar e recuar, eu prefiro seguir caminhando, sem medo, sem receios, sem procrastinar. Eu quero coisas novas...
Entendeu...
Entre versos e canções, eu prefiro poesias.
Entre ter e perder, eu prefiro ganhar.
Entre pensar e agir, eu prefiro escolher.
Entre você e a sua dúvida, eu prefiro suas certezas.
Entre avançar e recuar, eu prefiro seguir, caminhando sem medo, sem receios, sem procrastinar.
Entre o jardim e a floresta, eu prefiro o bosque.
Entre a paixão e o momento, eu prefiro o amor.
Entre o chá da tarde e o café matutino, eu prefiro o vinho da manhã de inverno.
Entre as cortinas do passado e o palco do presente, eu prefiro caminhar à beira da praia.
Entre olhares e perspectivas, eu prefiro alcançar.
Entre a rua larga e calçadas vermelhas, eu prefiro a areia marcando os meus passos.
Entre a reflexão e a frase do filósofo, eu prefiro a poesia lírica ou até mesmo sem versos.
Entre admirar e querer, eu prefiro conquistar.
Por fim, entre o silêncio da sua resposta, eu prefiro o grito de suas palavras.
Simples, eu prefiro...
By Ubirajara Almeida
Entre flores, nuvens, estrada e silêncio… eu.
Uma pequena parte do todo.
Ele sorriu pra mim.
Ele sempre sorri…
E o meu coração sempre aquece.
Como pode criar coisas tão perfeitas e magníficas,
capazes de tocar tão fundo?
Eu só tenho a agradecer
por poder contemplar o seu íntimo.
Agradecer por sempre ter a oportunidade
de caminhar na presença do sol.
Agradecer por perceber
e me encantar com cada cor
que surge nesse longo caminho.
Por cada nuvem,
em seu formato único,
que mais me lembra um pensamento.
Por um azul tão infinito
que me traz paz.
Eu vejo e sinto,
porque também faço parte disso.
Você também.
Você também tem olhos de vida…
Se permita.
Ana Caroline Marinato
