Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Entre a beca e o propósito, carrego mais que um diploma — carrego um chamado.
E tudo que começou em Deus, hoje se cumpre diante dos meus olhos.
— Lílian Arriel
"Um Pouco depois do Imprescritível, lá no absurdo magnificente, entre o disparate, o inaudito e a sandice, residimos nós poetas."
Entre eu e o céu,
Estava você e eu te escolhi.
Uma dádiva cruel,
Afinal, o que é o Paraíso sem Você ali ?
Entre o castelo e o mirante,
Um conto triste teve um desfecho brilhante.
Mesmo depois de tanta tristeza,
Ela encontrou um Príncipe que a chamou de Princesa.
Leve a sério, minha querida,
Imperatriz entre as orquídeas,
Duas passagens pras Antilhas,
Só de ida. Nossa ida.
Eras de tradição se afunilaram entre as unhas,
Acusaram mulheres sábias de reles feitiçaria,
A idade era média, mas agiam como múmias,
O populacho era adestrado pra fazer o que o rei queria.
[Entre Aliens e Unicórnios]
Surgimos de baixo da cama,
Por meio de lençóis e colchas,
Para além dos edredons,
Dos portais fabulantes,
De trás para frente,
De ponta cabeça, enfim,
Comece de novo,
Só comece novamente.
Remoendo a massada das rimas,
Bote o todo na betoneira dos poemas.
Você não quer que todo mundo entenda, não é ?!
Imagine como seria tedioso
Se todo mundo entendesse.
Mas não se aflija, pois não vão.
Para cá desta murada,
Não se vê tumulto, flagelos,
Nem filas ou reclamações,
As únicas interações são nossas
E para conosco,
Quando as nuvens do incômodo se aglutinam,
Despenca o toró, a torrente do alvoroço
E a alvorada nos enlaça saudosa.
Disseste que teu nome
Era diminutivo de lua,
Como recompensa te dedico
Esta soma empanada de estrofes.
Indissociável como estrógeno e progesterona,
Luara, o motivo inicial desta composição
Foi um tanto desvirtuado,
Mas considere o fato que registros efetuados
Tem como prêmio a posteridade,
Ficando assim estampado
Senão nas memórias pueris,
Ao menos em nossa comoção,
Deixemos todas as condições
E os bem feitos, serem como são.
Abandonados nos trópicos
Entre câncer e capricórnio,
Um humor sulfúrico para ti,
Vossa graciosidade se revela a sós.
Entre Aliens e Unicórnios,
Existem tantas teorias
Que não existem, por aí,
Mas que existem, para nós.
Ao menos em nossa comoção,
Deixemos todas as condições
E os bem feitos serem como são.
Serem
Como são,
Em nossa comoção.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2020)
Que possamos ouvir o som da nossa própria respiração, buscando o equilíbrio entre corpo e espírito.🕊
Entre tantos silêncios que a vida traz, encontrei um colo que me envolve com doçura. No seu cuidado, sinto-me rara, amada e guardada como princesa.
Mas, entre risos e lágrimas, vitórias e vales, há algo que não muda... o Deus que transforma tragédias em triunfo. Ele é o mesmo quando a ponte balança e quando o chão parece firme.
E assim seguimos… nadando entre ondas de saudade, guiados pela fé de que, um dia, o mar se acalmará e as águas que hoje doem se transformarão em calmaria. Porque, no fundo, o luto é só o amor tentando aprender a respirar sem o corpo, mas com a alma inteira.
Entre a esperança de recomeços e a liberdade de deixar ir, encontramos o equilíbrio.
É aprender a persistir quando vale a pena e soltar quando é necessário. É confiar em Deus, honrar o nosso valor e deixar que Ele conduza cada passo do coração, seja na espera, seja na partida, seja na reconciliação.
No fim, descobrir que amar também é respeitar a si mesmo e ao tempo de Deus é o verdadeiro ato de coragem.
Entre erros e acertos, dores e conquistas, Jesus sempre foi o centro... o elo invisível que nos sustentou quando as palavras faltaram.
Mulheres que florescem na presença de Deus não competem entre si... apenas perfumam o caminho umas das outras.💐
Ser forte não é estar intacto, é aprender a sorrir entre ruínas, a caminhar sem certezas e, ainda assim, escolher seguir, mesmo quando tudo dentro parece incompleto.
“A ciência decifra o caminho da luz; Deus é o mistério que a faz existir e entre fótons e fé, a vida aprende a se recriar”
Estradas por onde andei
Pisando por entre espinhos,
Lembranças que lá deixei,
Guardo com muito carinho:
A rosa que não plantei,
A pedra que não lapidei,
O desperdicio do encanto;
O dia que a encontrar
Tal pedra a esculpir,
Tudo pode recomeçar,
A rosa plantarei,
Avivarei acalanto,
Deixar de enxugar pranto,
De lágrimas deixado tantos,
Uma vez mais a sorrir.
Ademir Missias
PRODÍGIOS NA MORTE DE JESUS. ENTRE A COMOÇÃO HUMANA E A LEI NATURAL.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
O trecho apresentado, extraído de A Gênese, capítulo XV, propõe uma leitura que se afasta do sobrenatural arbitrário e se ancora na racionalidade das leis universais. Aqui não se nega o fato moral, mas se examina criticamente a forma narrativa que o envolve.
O relato evangélico, especialmente em Evangelho de Mateus 27:45, 51 a 53, descreve três fenômenos centrais. As trevas sobre a Terra. O rasgar do véu do templo. A abertura dos sepulcros com a aparição de mortos. À primeira vista, tais acontecimentos parecem configurar uma ruptura da ordem natural. Entretanto, a análise espírita conduz a uma hermenêutica mais sóbria.
A obscuridade que teria coberto a Terra por três horas não se coaduna com um eclipse solar, pois, conforme a própria astronomia demonstra, esse fenômeno ocorre apenas na lua nova, enquanto a Páscoa judaica se dá em lua cheia. A explicação proposta desloca o eixo do milagre para o campo dos fenômenos naturais ainda pouco compreendidos à época. Alterações atmosféricas intensas, poeiras em suspensão, ou mesmo perturbações solares poderiam produzir escurecimentos incomuns, sem que isso implique suspensão das leis cósmicas. A referência histórica a obscurecimentos prolongados, como o ocorrido no ano 535, reforça essa possibilidade.
Quanto ao tremor de terra e às pedras fendidas, o raciocínio segue a mesma linha. Pequenos abalos sísmicos são frequentes em diversas regiões, e sua coincidência com um evento emocionalmente impactante pode amplificar a percepção coletiva. A psicologia do testemunho, sobretudo em contextos de dor e comoção, tende a magnificar o acontecimento, convertendo-o em símbolo.
O ponto mais delicado reside na chamada ressurreição dos mortos. A interpretação apresentada sugere não um retorno físico à vida orgânica, mas fenômenos de natureza mediúnica. Aparições espirituais, hoje compreendidas dentro do campo das manifestações dos desencarnados, eram então desconhecidas em sua causalidade. Assim, o que se viu foram Espíritos, mas o que se concluiu foram corpos ressuscitados. Trata-se de uma transposição interpretativa, condicionada pelo repertório cultural da época.
Esse mecanismo de amplificação é coerente com o comportamento humano diante do extraordinário. Um fragmento de rocha que se desprende torna-se sinal celeste. Uma visão espiritual transforma-se em milagre corpóreo. A narrativa cresce não por fraude deliberada, mas por um entusiasmo que carece de método.
Dessa forma, a conclusão apresentada é de notável densidade filosófica. A grandeza de Jesus Cristo não reside em efeitos exteriores que impressionam os sentidos, mas na estrutura ética e espiritual de sua mensagem. Sua autoridade não depende do prodígio, mas da coerência entre ensinamento e exemplo.
Sob a ótica espírita, os chamados milagres não são negações da lei, mas manifestações de leis ainda não plenamente conhecidas. O que ontem era prodígio, hoje se revela fenômeno. O que ontem era mistério, hoje se submete à investigação.
E assim permanece uma lição austera e perene. Não é no espetáculo do extraordinário que se mede a verdade, mas na profundidade silenciosa da lei que rege o espírito e o universo.
