Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
"Nunca diga eu te amo
sem sentir este sentimento.
O amor é mais que uma mera
emoção, é um sentimento radiante
envolvente, e sobrevive sempre com o tempo"....
Nunca diga que me ama
da boca para fora.
O amor é um sentimento sério.
Não se brinca com o que é sério,
ainda mais com algo que faz
tum, tum em ritmo forte...
É amor fui predestinado para viver neste dilema, e nadar em um mar enfurecido nunca foi meu lema.....
Anseio;
Penso logo insisto, persisto porém
nunca desisto. O nosso amor é belo
e se realmente também pretendes lutar
para este amor continuar, nunca se esqueça
além do meu coração estar fazendo tum, tum em ritmo forte, minhas energias tão pouco se
esgotaram. Vamos meu amor, abra os seus braços e retribua este amor...
Só pode dizer que no amor não existe felicidade e paixão, quem nunca amou nem se quer ao menos uma única vez....
Amor nunca foi receber, o amor trata- se de se doar. é ver em quem você ama um pedaço de você. é a extensão do seu amor próprio no outro.
Quando pouco amor a Ti foi dado, pensou que nunca mais amaria outra pessoa ou seria amada. Mas, com o tempo, já se curando de toda a sua dor, você me mostrou todos os monstros que te arranhou e te feriu, deixando-me ver todo aquele Campo Florido que você construiu com tanto esforço e delicadeza. Eu te mostrei que, com o meu amor, poderia polinizar toda aquela vegetação para que tudo desse bons frutos.
~Safira souza
Pai,
Meu amor pelo senhor, é eterno!
Nunca vou me acostumar com a sua partida... Me ensinaste muitas coisas, menos a despedida!
A saudade vem me visitar todos os dias,
E nem sempre, pai, é fácil não chorar,
São muitas as lembranças ao seu lado...
Sabe, pai, houve muitos momentos marcantes, quando o senhor ainda se fazia presente entre a gente. Que precisaria de muitas páginas para descrevê-los todos...
Adorava ouvir suas histórias: que iam da infância à juventude, dos meus avós, das suas labutas e aventuras na mata, das lendas e crenças... Elas sempre me fascinaram. Desde pequena. Talvez por isso, pai, eu goste tanto de histórias...
Pai, por que a infância corre sem freio?
Pai, por que o senhor partiu tão cedo?
Tudo que o senhor contava me fascinava: ouvidos atentos e olhos compenetrados. Nunca saia do seu lado...
E quando vencida pelo cansaço, o senhor me carregava no colo e logo me agasalhava, com bastante cuidado para não me acordar.
Disso, pai, nunca esquecerei: colo de pai.
Queria que o tempo voltasse,
Queria que minha família nunca se separasse,
Queria que tudo não passasse de um sonho,
Que pela manhã, assim que eu acordasse,
O senhor, conosco, em casa se encontrava.
"Deixe o amor guiar sua vida,
nunca vai estar sozinho,
não importa a estação,
se é chegada ou despedida."
Tenho dúvida quanto a se o amor suporta tudo.
Talvez seja porque nós nunca saberemos
o que é o amor que Paulo tentou explicar.
Que nunca te falte amor e fé, que a saúde seja sempre sua melhor companhia e a alegria seu brinde principal. Feliz aniversário, filho!
AMOR QUE VIVO NO ALTAR DA DISTÂNCIA.
"Se amas um anjo que nunca tocarás,
não é pecado — é arte.
Mas que tua alma e esse amor, mesmo assim,
não morra no altar do impossível.
Porque há infernos que só existem
quando esquecemos que somos dignos do paraíso."
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Nunca me disseram que a ausência de amor poderia cavar subterrâneos dentro da alma.
Apenas fui percebendo, dia após dia, que algo em mim se retraía sempre que o afeto era negado ou a presença me era retirada sem explicação. E assim nasceu o porão.
Um porão não se constrói de uma vez.
Ele começa como um canto escuro da memória, onde jogamos o que não sabemos lidar: o abandono, o desdém, as palavras não ditas, os olhares que desviaram de nós no instante em que mais precisávamos ser vistos.
E quando nos damos conta, já estamos vivendo ali dentro.
Silenciosamente.
No meu porão, não havia janelas.
Apenas lembranças repetidas como ecos:
“Você é demais.”
“Você exige muito.”
“Você espera o que ninguém pode dar.”
Um dia, desejei ser amado. Verdadeiramente.
E, em meu desejo, ofereci tudo o que havia guardado.
Entreguei minha sede, minha esperança, minhas cicatrizes.
Mas do outro lado, veio o silêncio.
Ou pior — uma rejeição educada.
E então, fiz o que aprendi a fazer: voltei para o porão.
Fechei a porta por dentro.
E culpei a mim mesmo por não ser digno das cores do outro.
Mas ali, no escuro, algo começou a mudar.
Percebi que a dor que tanto me esmagava, não era apenas pela ausência de amor…
Era pelo peso de ter construído minha identidade com base na validação alheia.
Era pela minha tentativa constante de provar que merecia ser amado.
E foi então que compreendi:
O porão não é um castigo.
É um chamado à reconstrução.
Um convite da alma para que deixemos de implorar luz dos outros… e comecemos a criar a nossa.
O arco-íris não se forma no porão porque não há janelas.
E não há janelas porque, por medo de sermos feridos, tapamos toda e qualquer fresta por onde o amor pudesse entrar — inclusive o próprio.
Agora eu sei.
Não é que ninguém quis me amar.
É que eu me abandonei na expectativa de ser salvo.
E a verdade é esta:
Não há arco-íris no meu porão…
porque fui eu quem escondeu o sol.
Mas hoje — hoje eu quero recomeçar.
Talvez eu ainda não saiba como abrir as janelas.
Mas já tenho nas mãos a chave do trinco.
E isso… isso já é luz.
Reflexão final:
Você não precisa de alguém que desça até os teus porões para te amar. Precisa, primeiro, ser quem decide não viver mais neles. A partir daí, tudo começa a mudar. O arco-íris não virá de fora. Ele nasce quando você ousa sentir orgulho da tua própria coragem — mesmo que ninguém esteja aplaudindo.
