Amor entre Almas

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Entre o toque e o cuidado


Às vezes, não é sobre o outro…
é sobre o preconceito que mora dentro dele —
ou dentro de quem o protege.


Eu nunca soube ver “deficiências”.


Vejo energia.
Sinto presença.


E, quando a minha energia encontra a do outro,
nasce em mim um gesto simples:
um abraço,
uma palavra,
um carinho que não pede explicação.


Mas o mundo anda na defensiva…
e o afeto, que deveria ser leve,
vira invasão aos olhos de quem tem medo.


Eu não me aproximo sem caminho.
Sempre há um antes —
uma convivência,
um silêncio compartilhado,
um laço invisível se formando devagar.


Outro dia, me disseram:
“Ela é adulta.”


E aquilo ficou em mim.


Voltei para dentro,
revisei meus gestos,
me procurei nas minhas intenções…


e encontrei o mesmo de sempre:
carinho.


Porque com todos é assim —
e de todos, o carinho voltou.


Mas, ainda me contive.
Segurei o gesto.
Guardei o abraço.


Mesmo sentindo que, às vezes,
quando o afeto não é recebido,
não é recusa…
é proteção de alguma dor.


Depois, veio a confirmação:
existia, sim, um cuidado ali,
uma história sendo tratada em silêncio.


Mas eu não desisto.
Nunca desisti de ninguém.


No Natal, prometi um abraço.
Antes que dissessem outra vez
o que ela já não era criança,
eu disse o que eu era naquele instante:


“Eu gostaria muito de receber "esse" abraço…
mas, já que não é possível,
então eu apenas dou.”


Porque amar, às vezes, é isso:
não esperar retorno,
não medir resposta,
não endurecer o gesto.


Só ser.


Talvez o mundo confunda idade com sentir.


Mas nem todo corpo acompanha a alma no mesmo tempo.


Há quem tenha trinta…
e um coração de oito,
delicado, sensível,
ainda aprendendo a confiar.


E há quem force encaixes,
rótulos, aparências —
como se crescer fosse caber
em uma forma pronta.


Mas sentir…


sentir nunca obedeceu calendário.


E eu sigo assim:
Me aproximando com cuidado,
respeitando limites,
mas nunca deixando de oferecer
o que há de mais bonito em mim —


o afeto. 🌛☀️

Brusque é o elo entre o passado que honra e o futuro que não tem medo — firme como o aço, leve como o tecido que ela transforma.


EduardoSantiago

Brusque não é só indústria — é força que pulsa entre máquinas, fé que cresce com o povo e raízes que tecem o futuro.
É história bordada no tempo, com fios de coragem e superação.
É o orgulho de uma cidade que transforma trabalho em identidade.


EduardoSantiago

⁠Entre risos e lembranças, a roda de amigos vira máquina do tempo — e a nostalgia dança com a saudade.


Eduardo Santiago

“Entre cada fio de grama há um universo minúsculo lembrando que o essencial nunca grita, só cresce.”

“O barco à deriva segue o rio sem rumo — como a alma que flutua entre memórias que ainda não se decidiram.”

​"O pastel e o caldo de cana são o batismo de quem não teme a rua; é a fusão entre o calor do esforço e a doçura da resistência, provando que a energia que move um gigante não vem do luxo, mas da pureza do que é autêntico."

"O aço não pede desculpas pela sua rigidez, ele apenas define o limite entre o que corta e o que é cortado; é a prova de que a alma, quando batida pelo fogo da vida, deixa de ser carne para se tornar uma lâmina que o tempo não consegue cegar."

"O coração é um presidiário, se não está trancado entre as costelas está preso na mão de alguém."

Entre o ego e a vaidade dos pais, quem perde são os filhos.


R.C.G.Medeiros

Entre um ser humano egoísta e um indivíduo narcisista, atentem- se ao segundo. Aquele que não elogia a outrem, sem se autoelogiar, seguramente é narcisista. Pois apresenta um senso de superioridade e uma necessidade compulsiva de admiração e validação externa. Faz uso da manipulação, para estar no centro das atenções, e manter a imagem de grandeza.

231025 J E. TEIXEIRA

Entre ser meigo e gentil, mas dotado da desonestidade, melhor ser insensível e implacável, mas ser adepto à idoneidade!


05/12/25

É pífio debater a diferença entre o quociente intelectual das máquinas e homens.
A acentuada evolução das máquinas é fato. Portanto, é desnecessário resenhas!
As máquinas quando reconhecidas e liberadas para exercerem o papel do homem, o faz com perfeição. Elas são perfeitas, porém se tornam inoperantes, caso o indivíduo que as estiver sob comando, não acioná- las com inteligência.

100626

A ternura que reside entre os especialistas e o animais, jamais será vista na medicina humana!

120626

Entre Duas Marés


Há caminhos que se fecham
muito depois de termos partido.
Ficam a respirar atrás de nós,
como portas que não sabem aceitar o silêncio.


Tu voltaste quando eu já era
memória dobrada dentro de mim,
um eco que a vida tentou apagar
mas que insistia em pulsar
como uma luz antiga de farol
a procurar um barco que já não volta.


E eu, que tantas vezes te esperei,
aprendi a caminhar com os pés feridos,
aprendi a ser terra firme
depois de ser tempestade.


Mas quando disseste “volta”,
o tempo abriu-se como um rio dividido.
Toquei-te ainda, como quem toca
uma fotografia viva,
mas o meu destino já tinha nome,
e a minha palavra já tinha dono.


Ainda assim, há noites
em que o teu nome sobe à superfície,
como uma ilha perdida
que o mar insiste em mostrar.


Não é arrependimento.
É apenas o coração a lembrar
que algumas histórias,
mesmo quando acabam,
continuam a respirar dentro de nós
como marés que não sabem
deixar de voltar.

"A anistia é a ponte entre feridas do ontem e a reconciliação do amanhã."

Entre Espinhos e Aurora

Nasci do barro, irmão da ventania,
Com os pés feridos pelo chão cruel;
Cada derrota, amarga liturgia,
Vertia fel no cálice do céu.

Vi a esperança em farrapos, mendiga,
Dormindo à sombra fria da aflição;
E o medo, como antiga serpente, instiga
A desistência dentro do coração.

Mas quem atravessa o abismo sem recuo
Aprende que a vitória é cicatriz;
Não nasce do conforto, calmo e nu,
Mas do suor que a própria dor bendiz.

A vida é um ferreiro impiedoso e austero,
Que dobra a alma ao peso do martelo;
Só faz da pedra um monumento inteiro
Porque insistiu em golpeá-la belo.

Assim caminho, entre o pó e o destino,
Sem negociar meus sonhos com a sorte;
Pois todo homem que suporta o espinho
Já venceu metade da própria morte.

Se o mundo ri do passo vacilante,
Que ria! A estrada pertence a quem persiste.
A glória não floresce num instante;
É fruto da raiz que nunca desiste.

Um Mar Que Vive.














Entre mais de um grão de areia um mar tem a sua vida.
Com águas um pouco mais silenciosas que outros mares.
Nas profundezas de sua vida entre cada grão de areia que vive ao seu redor esse mar tem sobre o seu silêncio nas águas,a cor azul do céu.
Na sua vida em águas montanhas de areias estão ao seu redor.
Com uma cor que o céu também conhece e admira esse mar vai e vem de um jeito calmo.
Sobre a sua vida como o céu já fazia.
Indo no percurso da sua vida,um rio o reencontra mais de uma vez.
Levando para o seu silêncio gotas de uma outra vida que o céu também já havia percebido.
Sobre esse rio que vem distante a sua cor azul o ilumina até esse mar silencioso.
Rio que nasce entre um monte e perto de árvores que assim como esse rio sentem os ventos vindos de um azul celeste.
Rio nascido com águas que brilham sob o mesmo céu.
E que chegam até um mar que nas ondas do céu se parece.
Um mar com águas com gotas de um verde escuro quando estão mais perto dos grãos de areias e das montanhas.
A sua vida silenciosa e profunda tem a cor azul do céu.
Em azul e um verde escuro o seu silêncio em águas é agraciado.
Com tantos grãos de areia e montanhas a sua vida tem duas cores profundas.
Nas águas que são a sua luz,na sua superfície brilhante.
Em silêncio as suas águas levitam entre um azul celeste e um verde escuro.
Até o céu do alto da sua existência levita sobre essas águas.
E as suas centenas de nuvens.
Com as maravilhas que elas podem fazer em cada parte sua.
A vida desse mar está nessas nuvens assim como o percurso de um rio e o seu monte.
Em cada reencontro das suas águas.
Águas de uma nascente que despertam de uma forma mais tocante.
Para reencontrarem um silêncio profundo de um mar.
Que vai e vem mais calmamente que outros mares.
Uma vida que se fez assim.
Desde outras gotas de sua vida que já vinham em silêncio.
Até do céu e com a mesma plenitude.
Das suas águas calmas e que levitam,a cor branca também vive.
Trazida das profundezas do seu silêncio até as margens das montanhas e de outros grãos de areia.
Em cada gota da sua vida grãos brancos e com um aroma que chega até o céu,um azul e um verde se transformam.
Nesse mar silencioso,tocado pelo ir e vir do céu.
Nas nuvens que descem até essas águas profundas com três cores claras.
Centenas de nuvens percorrem sobre uma vida silenciosa e calma.
Como antes o céu já conseguia.
E ainda vive assim.
Sem se esquecer de um rio que nasce distante em um monte coberto por árvores e mais vidas.
O seu percurso até esse mar em um azul mais acima é refletido.
E ainda desaguando nas profundezas silenciosas de um mar.
Entrelaçados com a cor azul do céu e nas montanhas na sua superfície cristalina.
Um mar tem no silêncio das suas águas gotas de reencontros.
Das montanhas ao seu redor consegue escutar os ventos em cada grão de areia.
Sendo delicados ou ainda mais fortes.
Na sua vida um azul continua indo e vindo.
Permanecendo nessas águas em um silêncio profundo e que pode ser sentido onde quer que o céu esteja.

A gratidão, embora inteiramente isenta de custos, permanece paradoxalmente entre as virtudes menos cultivadas pela sociedade.

A aliança entre vaidade e egoísmo sufoca a empatia.