Amor entre Almas
Eu conheci a solidão, mesmo estando entre pessoas
A solidão dói mesmo em meio as risadas festivas do que pra muitos eram momentos de confraternizar
Mas, no interior havia solidão vazio tristeza disfarçada com um sorriso que desviava para o canto da boca enquanto lá dentro o frio escuro machucava
Com o tempo eu fui saindo da solidão e percebi que havia um lugar em mim chamado solitude e foi lá que encontrei meu acolhimento onde aprendi a deixa de fora a solidão e criei meu jardim de beleza e paz.
Meu lugar
Marcio Melo
A vida tenta a todo tempo nos ensinar a diferença entre a riqueza e o dinheiro. Ainda que a sociedade consumista insista na superficialidade do dinheiro. A família, o relacionamento com Deus e a paz são exemplos de riquezas, todos eles estão ligados a alma. O dinheiro só poderá ser útil quando não somos escravos dele, porque a riqueza não tem preço, o amor não se compra e não se estima em preço. Nesta sociedade citada aonde tudo é tratado como objeto, inclusive as relações humanas, tudo tem preço e validade; mas na sociedade projetada por Deus o que vale é a profundidade do amor, do perdão e do propósito!
De vez em quando…
No cair do dia, entre realidade e fantasia,
volto no tempo em um tique-taque,
com a impressão de que é mais real
a fantasia do imaginado agora
ao infinito…
De vez em quando…
Suspensa, perdida no tempo,
com o pensamento obstinado até a loucura,
no silêncio prendo a respiração.
Momento mágico!
Aprisionado em minha mente,
espaço de segundos que se perdem
na esquina da estrada do tempo…
Vilma Martins
Somos o rascunho que o tempo escreve, suspensos entre a razão de nascer e a de morrer; mas apenas o silêncio é capaz de ler a obra inteira.
Reno Fioraso
"O canibalismo era o comportamento padrão entre nossos ancestrais. O elo perdido se perdeu porque o comemos."
RUÍNAS
Caminho entre os restos do que um dia fui.
Não há mapa para quem precisa reaprender a existir.
O silêncio pesa, como se o mundo inteiro tivesse sido deixado sobre o meu peito.
Mesmo assim, algo pequeno insiste. Uma luz quase tímida entre as rachaduras da alma.
Ela não grita, não exige... Apenas lembra, paciente, que até as ruínas guardam espaço para um novo começo.
>•< IANI MELO
No lugar onde os homens se tornam deuses, o coração flutua entre o Sol e a Lua sob o manto de um eclipse celestial.
Reno Fioraso
Diferença entre conhecimento e sabedoria.
Exemplo, saber que o tomate é uma fruta é conhecimento. Sabedoria é não colocar o tomate na salada de frutas.
Onde o primeiro Adão nos escondeu de Deus entre as árvores, o Último Adão nos revelou a Deus pendurado em um madeiro!
Sentimentos
Diariamente, perco-me em pensamentos, a cabeça entre nuvens, distante de tudo. Encaro o espelho, buscando algo familiar, mas o reflexo me devolve uma expressão estranha. Sempre fui assim? Triste, vazio, remoto? Preciso admitir: não estou bem. Isso é inegável. Os olhos, sombrios e desolados, são prova suficiente.
Minha mente está abarrotada de preocupações, meu coração ferido e inquieto, como uma tempestade que nunca cessa. E você? Por que eu deveria conversar com você? Você, que insiste que adolescentes não têm problemas, como se nossa dor fosse menor, insignificante. Pois saiba: eu tenho problemas. Eu tenho sentimentos. Sentimentos que sua indiferença teima em ignorar, deixando-me à deriva, confuso, pior a cada dia.
Depois, com uma contradição cruel, você me pede para falar, para me abrir. Mas como? Como posso me expressar para alguém que nunca pergunta sobre meu dia, que sequer se senta ao meu lado no café? Alguém que me cobra palavras, mas nunca oferece ouvidos?
Quando minha alma não aguenta mais e transborda... ah, até o modo como meus sentimentos explodem parece te incomodar. E, no fim de tudo, resta-me apenas o consolo das lágrimas. Lágrimas silenciosas, que deslizam em um rosto cansado de lutar.
Choro por não saber lidar com tudo isso. Choro porque ninguém nunca me ensinou a cuidar de mim mesmo. E choro, sobretudo, porque você, que deveria ser meu refúgio, nunca me ensinou a lidar com meus sentimentos.
Entre Lágrimas e Visões
Há fases em que meu coração bate tão alto e tão forte que me assusta. Não consigo dormir, e meu sono se fragmenta em breves minutos de descanso.
Caio em lágrimas como uma criança que desaba ao chão quando percebe que a mentira também sabe vestir-se de paixão.
Há momentos em que meu rosto e meu coração se enrijecem pelo frio, pelo medo e pela decepção.
No entanto, tenho a certeza de que não são sonhos. São visões do passado. E, longe de me adoecerem, elas me enobrecem.
Gaza Livre
Entre eu e o abismo,
Pasmem o que descobri.
Existe uma vontade
Que não posso alimentar.
Entre eu e a vida,
Pasmem o que descobri.
Existe uma vontade
Faminta que me devora.
Essa vontade se chama
Sonho.
A Vida Entre o Quase e o Aconteceu
Existe uma curiosidade sobre a vida que só percebemos quando olhamos para trás.
Quando somos crianças, acreditamos que tudo é possível. O mundo parece pequeno diante da nossa imaginação. Um cabo de vassoura vira cavalo, uma caixa de papelão transforma-se em castelo, e uma simples tarde de chuva é suficiente para criar aventuras que nem os adultos conseguem compreender.
Nessa época, os sonhos não conhecem limites.
Queremos ser astronautas, jogadores de futebol, cantores, heróis ou qualquer coisa que nos faça sentir especiais.
O mais bonito é que acreditamos de verdade.
Mas o tempo passa.
E a infância, sem pedir licença, entrega lugar à adolescência.
Talvez seja aí que os primeiros desencontros aconteçam.
O espelho começa a mostrar alguém diferente.
O coração passa a bater mais forte por motivos desconhecidos.
Surge aquele amor impossível pela menina da escola, pelo rapaz da sala ao lado, por alguém que muitas vezes nem sabe da nossa existência.
Passamos horas ensaiando palavras que nunca serão ditas.
Criamos diálogos perfeitos que jamais acontecem.
Vivemos encontros imaginários e colecionamos desencontros reais.
Mas seguimos em frente.
Porque a juventude tem essa estranha capacidade de transformar decepções em combustível.
Então chega a fase em que acreditamos que já sabemos tudo.
Escolhemos profissões.
Fazemos planos.
Desenhamos o futuro como quem traça uma estrada reta em um mapa.
Só esquecemos de um detalhe.
A vida raramente segue o mapa.
Ela prefere os atalhos.
As curvas.
Os desvios inesperados.
Muitos encontram o emprego dos sonhos.
Outros descobrem que o emprego dos sonhos não era exatamente aquilo que imaginavam.
Há quem encontre o amor cedo.
Há quem espere anos por ele.
Alguns constroem castelos.
Outros precisam aprender a reconstruí-los depois que desabam.
E assim vamos colecionando experiências.
Os anos passam.
Os encontros continuam acontecendo.
Novos amigos surgem.
Outros seguem caminhos diferentes.
Algumas pessoas chegam para ficar.
Outras apenas passam, deixando ensinamentos que só compreenderemos muito tempo depois.
Também existem as frustrações.
A promoção que não veio.
O negócio que não deu certo.
O namoro que terminou.
O projeto que ficou pela metade.
A oportunidade perdida por poucos segundos.
São momentos difíceis.
Porque ninguém cresce imaginando os "nãos" que ouvirá pelo caminho.
Mas eles chegam.
E quando chegam, doem.
Porém existe algo curioso nas derrotas.
Elas quase sempre ensinam aquilo que as vitórias nunca conseguem explicar.
Então a vida continua.
Casamos.
Criamos filhos.
Mudamos de cidade.
Mudamos de opinião.
Mudamos de sonhos.
E, sem perceber, vamos mudando a nós mesmos.
Chega uma fase em que passamos mais tempo lembrando do que planejando.
As conversas ficam mais profundas.
As prioridades mudam de lugar.
Aquilo que parecia indispensável perde importância.
E coisas simples passam a valer ouro.
Um almoço em família.
Uma ligação inesperada.
Uma tarde tranquila.
Um abraço sincero.
Percebemos que a felicidade nunca esteve tão longe quanto imaginávamos.
Ela apenas se escondia nos detalhes.
Mesmo assim, a vida continua nos surpreendendo.
Porque sempre existe algo por acontecer.
Um novo amor.
Um novo trabalho.
Um novo projeto.
Uma nova amizade.
Uma nova chance.
Talvez seja esse o grande segredo.
A esperança.
Ela é a única companheira que atravessa todas as fases da nossa existência.
Está presente na criança que sonha.
No adolescente que ama.
No jovem que planeja.
No adulto que trabalha.
E também naquele que já viveu muito e continua acreditando que o amanhã pode ser melhor.
A esperança não envelhece.
Não se aposenta.
Não desiste.
Ela permanece sentada em algum canto do coração, esperando o momento certo para nos lembrar que ainda há páginas em branco para serem escritas.
E talvez a vida seja exatamente isso.
Uma sucessão de encontros e desencontros.
De expectativas e frustrações.
De planos que dão certo e de caminhos que precisam ser refeitos.
Mas, acima de tudo, uma jornada onde a esperança nunca deixa de caminhar ao nosso lado.
Porque enquanto houver esperança, sempre existirá um novo capítulo esperando para acontecer.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
