Amor em Silêncio
Às vezes, na escuridão da noite e no silêncio da alma, me pergunto: o que seria de mim sem as minhas orações? Sem resposta. Fecho meus olhos, e percebo que devo orar muito mais.
Na escuridão da noite
Tudo faz parte de um profundo silêncio!
A vida se recolhe para seus aposentos,
Deixando a lua a nos vigiar!
Tudo cala!
Tudo silencia!
Há até um cheiro de vazio no ar!
Num ponto mínimo deste universo mudo
Ouço lá do fundo algo batendo
Em ritmo quase acelerado!
Que será?
Quem ousa invadir o silêncio desse poema?
Tum-tum ... tum-tum ... tum-tum...
É meu coração, que repete,
Te amo ... te amo ... te amo!
O dia nasce para amadurecer a noite
que cai na solitária onda do tempo
Aquietando um silencio e as sombras
que entre a dor e o amor acalentam
a esperança de corações
Como o meu e o teu, que em meio a tempestades
não se escondem e nem teme o medo
de fazer loucuras e na futilidade de cada momento
explora o que chamam de pegado
Que me julguem, pouco importa
quero mais que meus sonhos inundem o sol
e que a noite me traga desejos insanos
envenenados de excitação pela vida
No amanhecer de cada dia novas mudanças
para que eu possa novas loucuras cometer
ate o ultimo dia que me restar
e poder abrir meus olhos para novos sonhos
que entre sorriso, loucuras e canções
alguém possa me encontrar embriagada
em delírios de paixões
que devaneiam sons que esfolhem os Blues.
Antonia Diniz
Quando contemplei o teu expressivo olhar, parei para ouvir o silêncio e sem perceber me entreguei a ele...
"PROCURO-TE"
Procuro-te no silêncio das árvores
Procuro-te entre ramos dobrados
Procuro-te dentro de um lugar sem tempo
Procuro-te nas cinzas da lareira lá de casa
Procuro-te nos pedaços de lenha que sobraram
Procuro-te num sonho a arder numa tela.
Procuro-te e decifro-te na solidão do verso
Procuro-te no céu invisível do pôr do sol
Procuro-te na desilusão por detrás do espelho
Procuro-te no vazio de um tempo incompleto
Procuro-te no luar da noite, no nosso quarto.
BOM DIA
(...)"são tantas manhãs
em silêncio profundo,
É jardim desbotado
Sem flores...
Vagando errante
Pelas calçadas do mundo.
Ahhh menino,
nem sabes,
estou morrendo de amores..."
A plenitude de amar alguém deve estar solidificado no diálogo. Não podemos deixar o silêncio responder mais alto.
Minha boca amarga já não sente o doce da sua,
Escravizada pelo silêncio
de alguém que a calou,
Pois ela me abandonou.
Meu coração já não dispara
A solidão me invade e
sinto a marca da saudade
de minha jóia rara.
Pela fé, tornamos visíveis as palavras, colocando-as em ação. Façamos então, do silêncio, uma linda oração. Porque o AMOR é assim, basta entender a inocência do coração, como forma de proteção a quem apreciamos, para termos a missão de transformá-lo numa valiosa pérola em nossas mãos, como uma ostra envolve a areia em cada grão. Pois a vida é uma bênção, quando a luz de Deus brilha na imensidão e nessa perfeição, só pode haver libertação, ao existir clareza na escuridão, evidenciando o AMOR, mesmo diante de tanta imperfeição. Pois eu tenho noção de meus defeitos, mas te amo de todo meu coração e sigo a vida, prosando nesta reflexão. ❤❤❤
Ouviu o silêncio do sorriso dele. Abraçava os abraços dele. O mar se arrastava e ela se enchia de uma felicidade de que quando se encontra um trevo de quatro folhinhas.
(Livro E o céu e Miramar?)
E tudo o que temos é o silêncio dos corpos cansados;
a carícia dos lábios que se buscam através das palavras; a certeza de sermos amados mesmo tão distantes;
vivemos a plenitude do infinito do nosso amor;
da eternidade que se constrói agora,
da existência de Deus a nos conduzir.
Fomos nós escolhidos de Deus,
para viver esse imenso amor,
nesse breve tempo.
FLORES ROUCAS
Uma voz rouca que mortifica-se
Uma alma que pesa de um silêncio que grita.
Nas intrigas dos nossos pensamentos.
Silêncio onde guarda-nos o fardo da vida.
Rosa branca que murchou com o calor do sol
Só restam agora os espinhos de dor.
Ventos frios das luzes do palco que iluminam
Sobrevive quem tem a sorte de uma vida esmigalhada.
Canto triste de um lamento
voz rouca que pesa no silêncio.
Essência de uma alma das minhas belas camélias floridas.
Onde está a fragrância da flor, dos nossos anos perdidos.
O silêncio da nossa agonia ou talvez da nossa velhice.
A felicidade das nossas lembranças, das nossas memórias
São aquelas que não vivemos nem sentimos.!
Não me explique a solidão, prefiro ficar aqui sozinho, descompassado nesse silencio tão pálido, súbito.. É nesses dias que as nuvens caem do céu. Eu vivo esperando você me ligar, coisa que nunca acontecerá, porque eu não vivo em seus pensamentos quanto mais em seu coração, seria eu talvez pretensioso se assim eu sonhar.
Mas nessa imensidão do teu mar, eu quero mergulhar ir ao mais profundo for e trazer a tona comigo.. o Seu coração lhe mostrar que o amor que carrego comigo pode preencher os seus dias mais triste e transformar os seus dias como os dias de verão..
Mas você não deixa se quer eu sonhar, nem permite que eu mergulhe em minhas propiás vontades. E então você me afogou nessa enseada onde as águas são rasas.
E nessa desilusão eu padeço a caminhar nessa areia onde a lua tão solitária quanto eu, não pode me abrigar.
