Amor de Menina
De todas as palavras que eu gostaria de hoje lhe dizer menina dos olhos verdes, a única que iria expressar tudo que carrego aqui em meu peito seria: Amor!
Tô gostando de ocê menina
Tô gostando de olhar pro cê
E ver que será só minha
Ô menina, tô gostando de ocê
O que é essa vida?
Que esperou esse tempo todo pra unir nossas vidas?
Logo eu que não acreditava em destino
Acabei caindo nessa magia
Ô menina, vem cá
Me ensinando a dançar
Eu vou até me inspirar
E nesse verso
Eu escrevo lembrando do seu olhar
Óia só ocê
Parece que veio pra encantar
E se aprochegue pra cá
Pois se veio, que venha pra ficar.
- Taniel Macedo
"la estava ela, uma menina de cabelos ruivos e olhos castanhos, avermelhados e intensos, bochechas extravagantes e uma boca rosada, ela tinha um amor, lindo amor, ele possuía lindos olhos pretos como o céu em uma noite, cabelos negros como um abismo descontrolado, e naquela manhã de sol, os dois se encontraram, foi uma amor intenso que permanecerá, mesmo que venha o fim dos tempos."
Menina do casaco branco
Eu ia ficar na minha, guardar tudo isso pra mim, dar um jeito de tirá-la da minha cabeça, com aquele casaco branco amarrado na cintura, eu queria não querer mas sem querer eu quero, eu quero conhecer os defeitos dela, as manias, cicatrizes, burradas e mancadas, só pra eu poder dizer que eu a conheço um pouco, e dizer que eu me apaixonei por cada detalhe dela, do sorriso a lágrima, do pulo de alegria ao abraço de triste, da gargalhada ao grito mais alto de dor. Mas eu não a conheço e não sei explicar o porquê que desde que a vi pela primeira vez, o brilho do sol tá mais intenso e o da lua mais calmo, o mundo tá mais colorido e eu sinto até vontade de ir pra aula. O meu coração te quer tanto e eu só quero que saiba que eu passo o dia pensando em você, e quando a noite chega a gente vive tantas histórias nos meus pensamentos, até eu cair no sono e te encontrar.
Menino bonito
Menina na dela
É essa novela que eu vou te contar
Mas vou te dizer
Tem muita história dessa por aí
Abre o olho que pode ser com você
Eu vi você.
Vi a menina que sorria tímido, mas também a que se escondia por dentro.
Vi os olhos cansados de noites ruins, de palavras duras, de brigas que não eram suas, mas te atravessavam.
E mesmo assim…
Vi beleza.
Não de fora, mas de dentro.
Vi coragem por acordar todo dia e continuar.
Vi o esforço de parecer leve quando tudo pesava.
E mesmo sem saber como te curar, eu fiquei.
Fiquei quando ninguém via.
Fiquei mesmo nervoso, atrapalhado, mas inteiro.
Eu sei que você teve que partir.
E talvez nunca vá me contar tudo que sentia.
Mas tá tudo bem.
Porque hoje, olhando pra trás, eu não vejo um fim vazio.
Eu vejo um capítulo lindo.
E se você estiver lendo isso em algum plano invisível, eu só quero que saiba:
Eu tenho orgulho de ter te amado.
E tenho mais ainda por estar seguindo.
Com tudo que aprendi com você.
Pode ir em paz.
Eu vou ficar bem.
E vou continuar sendo esse homem que ama de verdade —
até que alguém saiba ficar.
Era uma vez, uma menina inocente,
que adorava ler e assistir romances.
Mas ela cresceu e deixou de acreditar nas fantasias pois,
nunca havia sentido as borboletas no estômago...
Muito mais tarde, já conformada, foi surpreendida.
Conheceu aquele que a fez sentir...
As borboletas no estômago
O coração descompassado
Arrepios da cabeça aos pés...
As mãos macias, o abraço quentinho
Cheirinho de amor, de paixão e parceria.
Mas, diferente das histórias de romance,
Não ficaram juntos felizes pra sempre.
Mas, a menina inocente, ainda
espera por ele, e vai esperar por toda a vida.
Uma canção de coração
Essa é a história de um jovem rapaz que se apaixonou,
Por uma menina tão linda por ela ele se encantou.
Foi ate ela e falou:moça quero te conhecer,
E ela respondeu: uma prova de amor terá que me trazer.
Quero uma prova de amor, uma canção, que fale coisas sobre o coração, de emoção, escrita a mão (bis)
O jovem preocupado estava pois não era cantor,
Também talento não tinha para ser escritor,
Como uma canção pra ela iria escrever?
Se não conseguisse, o coração dela não iria ter.
Por que ela quer
uma prova de amor, uma canção, que fale coisas sobre o coração, de emoção, escrita a mão (bis)
Cabisbaixo andando na rua algo chamou sua atenção,
Um velho mendigo pedindo dinheiro pertinho de um violão,
Sentou ao seu lado e disse: senhor conhece uma canção?
Que fale de amor, emoção, coisas do coração?
E o mendigo pegou, seu violão, e cantou:
Seus olhos de café,
Me deram fome,
Mulher,
Assim como o mel,
Devagar,
Desliza na colher,
O Meu corpo,
Mulher,
Quer ver o seu,
Deslizando no meu.
O cheiro tão bom,
Do seu corpo marrom,
Bom bom, tão bom,
Me faz perder o ritmo e o tom.
O jovem falou: meu senhor minha moça não tem olhos de café,
Nem pele marrom, bom bom, nem gostei da história da colher,
Não tem outra música pois escrever não sei?
E o velho disse eu tenho uma que fiz por quem me apaixonei:
E o mendigo pegou, seu violão, e cantou :
Seus olhos de café,
Me deram fome,
Mulher,
Assim como o mel,
Devagar,
Desliza na colher,
O Meu corpo,
Mulher,
Quer ver o seu,
Deslizando no meu.
O cheiro tão bom,
Do seu corpo marrom,
Bom bom, tão bom,
Me faz perder o ritmo e o tom.
Sonho distante!
Menina mimosa
Encanto do céu
Linda Formosa
Dos lábios de mel
O ipê lagrimosa
Na praça Miguel
Suas pétalas choram
No azul do papel
Senhorita ansiosa
Abaixo do véu
Resplandece a beleza
Do Ciano Babel
A temporada passa
O outono pincel
Pinta a marquesa
Do infante fiel
Leva consigo
O formoso papel
Que na frente dizia;
"A realidade é cruel."
Menina, não encolha em seu tamanho, tu é maior do que podes imaginar.
Sente-se no altar do teu coração, e sinta a tua alma desacelerar.
Menina, tire o dedo da tomada! Permita-se desligar. Para conectar-se é preciso desconectar.
Lembra daquela menina que era apaixonada por você? Ela cresceu e aprendeu que amar sozinha não tem graça.
VOCÊ FAZ SUAS ESCOLHAS
Certa vez uma menina implorava à mãe, para ir brincar no parque. Sua mãe dizia que não. Mas, de tanto a filha insistir, ela disse: Você só irá se você molhar a roseira que está quase seca e eu não posso ir molhar agora.
Sem pestanejar a garotinha respondeu que SIM. Que molhava. E assim, a mãe consentiu com sua saída.
Ansiosa pela brincadeira, a garotinha saiu correndo e foi para o parque, com o pensamento de molhar a roseira quando voltasse da "folia".
O dia estava quente e a roseira, com a intensidade da temperatura alta, foi secando até que a única rosa que tinha, definitivamente morreu.
No final da tarde, já anoitecendo, a garotinha voltou, entrou em casa feliz por ter se divertido, falou com todos, jantou, tomou banho e dormiu bem tranquila.
Na manhã do dia seguinte, quando a mãe foi ao jardim e percebeu que a roseira não havia sido regada, que estava seca e completamente morta.
Do jardim, gritou pela filha. Assustada, a garotinha lembrou que não tinha molhado a roseira que sua mãe tanto adorava. Saltou da cama desesperada para tentar fazer o que havia prometido à sua mãe no dia anterior.
Porém, ao chegar de pijamas no jardim, encontrar sua mãe e ver a roseira seca, implorou mentalmente para que ela pudesse viver novamente. Mas, isso já não era possível.
Chateada, a mãe disse: Está de castigo! Vá para o seu quarto e fique lá até que eu ordene. Você permitiu que roseira que eu mais adorava morresse. Pensou apenas em você, nas suas vontades e brincadeiras. Não levou em consideração tudo que faço por você. Entre! Ordenou.
Virando-se para adentrar na casa, triste e chorando, ela foi para o seu quarto e por lá ficou. Sua mãe, magoada, levou dias para poder perdoá-la. Pois, o que para muitos poderia ser apenas uma rosa. Para ela havia um valor sentimental.
Moral da história: Na vida você sempre faz escolhas. Em algumas, tudo correrá bem e ninguém será magoado. Noutras, você se sairá bem e magoará alguém. Já em outras, é você que sairá magoado.
Lembre-se: Você faz as suas escolhas e, sempre, será responsável por elas.
Que você faça boas escolhas.
Me armo de livros
Me livro de balas
Dizia o cartaz
Da bela menina
De pais conscientes
Me faço de irmão
Me ponho ao lado
Do mal encarnado
Dizia o ignóbil
No grupo de crentes!
Ói que dó!
Qual a dor que tu sente menina?
É uma dor que rói o peito
Que móia ozói
Qu'invade p corpo todo e dói inté a alma
Mas é assim uma dor tão doída, indefinida?
Ê mais que isso dotô
Mas eu num sei contá pru sinhô.
Como sou menino, e penso como menino, e vivo como menino, por que a menina que age como mulher, pensa como mulher, não enxerga o menino ela vê o homem, que age como homem, pensa como homem mas ela não entende o amor de menino
A MENINA DE PALMARES
Havia uma menina
cuja infância se foi na cheia
afogada nas águas pretas
e escuras do Rio Una
Daqueles tempos molhados
carrega consigo meia dúzia de fotos
e os espaçamentos da memória
cujas lacunas completam o inteirar de sua história
Na inocência dos seus olhos
brincava com a farra das águas
assistindo do alto da casa que lhe era abrigo
junto com outras crianças que como ela
aguardava o retorno desalojado dos pais
Era uma infância úmida devorada pela fome da boca
inundada de dilúvios e pelo banhar selvagem do rio
Não nasceu dos ossos das costelas
mas da mesma argila e do mesmo barro que Adão
Por sobre as águas das chuvas e do lado
boiavam entre bonecas e tiaras
as sobras flutuantes de suas lembranças
e do vestido submerso de sua primeira comunhão
apenas sobreviveu o terço presenteado de sua mãe
No leito em que hoje dorme convivo com suas noites
e me banho todo dia me enxaguando
nos afetos encharcados dos líquidos
de seus mais profundos amores
