Amor de Filho para Mãe Falecida
Dor inédita
Estou a procura de uma dor inédita
Uma dor que não doa durante a noite
que não doa tão aguda no coração
e se doer, que seja breve
que se encerre antes mesmo de o sol nascer.
Estou em busca de uma dor que não doa tanta
e que também não provoque tanto lamento
procuro uma dor inédita, ainda não descoberta
que talvez tenha mesmo de ser inventada
tão incerta quanto a sua procura
uma dor que não provoque tontura
e se a vertigem for um de seus preceitos
que se possam pintar constelações inteiras
bem diante dos olhos rotos, tomados por sua maldade.
Procuro uma dor de verdade
não essas dorzinhas da cidade
aquelas bruscas do campo, que provocam feridas na alma
procuro uma dor inédita, dessas que só se vê em filme de horror
diante de tanto pavor sigo sem chão
chorando com a mãe que enterra seu filho adolescente
vítima das mazelas da periferia das grandes cidades.
Procuro uma dor de mãe, a beira da cova de seu filho
chorando rios de lágrimas, estraçalhada por dentro
de tanto lamento e dor comum que há por aqui
pela falta de zelo dos políticos e dos governos
por tantos enterros e perdas
por todo esse descaso com os jovens
que são condenados a morte antes mesmo de nascerem.
Procuro a cura ou um remédio qualquer
que nos livre da fúria desses imbecis
que não se doem ou sentem dor qualquer
por tanta barbárie e falta de senso
que não se lamentam ou percebem um lamento sequer
de tanta dor comum existente por aqui.
Será que de tão cegos não percebem?
Chega de lamentar por tão pouco
chega de dores comuns
se só nos resta sentir dor
então chega de dores fajutas
ficaremos só com as dores inéditas.
Pode jogar meus defeitos na mesa ,pra mim pode falar o que quiser, mas.. tome cuidado quando falar de meus filhos porque dentro de mim mora uma onça que ruge quando acordada..!
Saudades de Regina!
Nascemos e crescemos em meio a uma família que nos é tudo.
Mas, o tempo passa. Crescemos e formamos a nossa própria família.
Nossos pais e irmãos ficam meio que a parte...
Nos encontramos, nos abraçamos, nos confraternizamos.
O encontro semanal tem um quê de especial... Tem amor!
Pai, mãe, irmãos, cunhados, sobrinhos e
alguns amigos que nos visitam... É uma festa!
O sítio de “vovô Carlito” é alegria...
Carlito e Regina formam o casal mais lindo... um exemplo.
Mas, é a lei da vida: Um dia nossos entes queridos se vão
E vão assim, sem que estejamos preparados, por
mais que saibamos que um dia irá acontecer.
Sem nenhum aviso, perdemos alguém que muito amamos.
Ninguém tem culpa... É a lei da vida que tem inicio, meio e fim.
Resta-nos a saudade de quem tanto amamos e que muito nos amou.
Mas, como Deus é bondade e providência, o tempo tudo cura.
Sentiremos saudades dos tantos momentos vividos e, jamais
esqueceremos daquela a quem Deus confiou a família Alves de Lima: Regina...
A esposa, a mãe, a avó, a sogra, a amiga...
O sítio não será o mesmo sem ela mas, o patriarca Carlito estará lá e,
com certeza, vai ficar sempre feliz com nossas visitas, nosso carinho, nossos cuidados.
Afinal, a vida e assim... Temos o compromisso de prosseguir.
Eternas saudades!
Edvânia Fernandes
Pessoa. (Homenagem a Mães)
Você é uma pessoa.
Uma pessoa normal?.
Sim, mas você é legal.
Uma pessoa sensacional.
Uma amiga especial.
Mais que todo pessoal.
"Não há dia ou noite...
Sol ou chuva...
Dor ou cansaço...
Lei ou piedade...
Todos os dias ela ousa e
desafia todos e tudo...
Tudo pelo amor.
Amor de mãe...
Mãe Guerreira...
Mãe Campeã..."
Saudade em silêncio
Hoje é celebração em lembrança
Da tua ausência, forte presença
Que no peito floresce em dor,
Lança atravessada no meu amor, sentença
De tua falta, do teu total silêncio
Que na saudade se lamenta
Mãe não morre, ausenta!
Para todas as colegas mães ou não. Conheço mães maravilhosa que não foram selecionadas por Deus para gestação, contudo fizeram da arte de doar-se, preciosa e insubstituível maternidade.
Uma foto rasgada, mais uma memória encontrada, entre tantas que já esqueci.
Cada lágrima secada, cada dor aliviada e tantas lições que aprendi.
Você sempre me cuidando, perdendo noites de sono, deixando de cuidar de ti.
Preocupada com minha saúde, impressionada com a juventude, mas sempre disposta a estar ali.
Disse não tantas vezes, querendo dizer sim. Escutando choros e manhas, buscando o melhor pra mim. Também foram muitos momentos em que disse sim precisando dizer não, deixou de pensar com a cabeça, pra pensar com o coração. Aquela boneca tão cara, aquela sua jóia rara, a fatura do cartão.
E muito mais que dinheiro, foram tantos anseios, tantos ensinamentos, tanta dedicação.
Um dia é pouco pra te dedicar, uma vida é curta pra te agradecer e um presente é insuficiente pra te demonstrar.
Mas cada conquista minha vai te emocionar, pois eu não esqueço aquele teu dizer "que pra uma mãe, ver o seu filho brilhar, é a melhor coisa que se pode ter". Por isso, tudo que eu faço também é por você. A cada objetivo alcançado, não tem como te esquecer. Eu posso ir até mais pra longe, mas eu volto pra te ver.
Te contar, te homenagear, e também te fazer entender:
"As mães criam os filhos pro mundo, mas o mundo há de reconhecer! "
Ana Julia...
Ana Júlia já percebera em seu corpo alguns sinais do tempo, as mulheres são mais atentas, normalmente cuidam-se mais, mas suas mãos evidenciavam o que os afazeres de todos os dias vinham adiando, ter a consciência de que anos se passaram.
Sem saber ainda porque, em plena manhã de domingo, esse olhar mais atento para essa parte de seu corpo fez com que pensasse em como estava sua vida frente aos planos de sua juventude, quando imaginava para si um mundo sem limites e uma certeza de que poderia ser e fazer o que quisesse de sua vida.
Estava só, o esposo e as três filhas, jovens adultas, haviam saído para fazer algumas compras necessárias para uma pequena viagem de fim de semana numa casa de campo cedida por amigos.
Um pouco confusa com essa inquietação aparentemente sem motivo buscou em uma gaveta da cômoda uma delicada caixa de música, cuidadosamente guardada, ainda envolvida em tecido aveludado.
Mesmo sem acionar o mecanismo daquele relicário ouvia a suave música a tocar, lágrimas e uma intensa tristeza a envolveram no mesmo ambiente onde crescera e presenciara a lenta agonia de seu pai, época em que a tuberculose assombrava as famílias.
Nunca o perdoara pela vida boêmia e descuidada que o afetara e também à toda família, só não ficaram sem um teto porque a casa era fruto de herança de sua mãe, que mantinha o básico lavando, passando e costurando roupas para famílias de posse das redondezas, logo que aprendera Ana Julia também participava desse ofício.
O que mais a incomodava naquela época era a postura de sua mãe que, em muitas das noites que passara acordada preocupada com o marido, ficava em oração sem reclamar e de onde se abastecia de toda a energia de que precisava para continuar.
Ana Julia ainda mantinha vivas as lembranças das várias madrugadas quando, acordada e envergonhada, ouvia o pai entoar músicas ininteligíveis, enquanto era uma vez mais carregado pelos amigos da noite casa adentro, com as vestes sujas e cheiro forte de bebida, Ana Julia, observara incontáveis vezes daquele quarto sua mãe, gentil e resignada, o acolher e o acomodar como podia no surrado sofá da sala.
Durante anos e inúmeras noites em que a mesma cena se repetia sua mãe com o passar dos anos adoecera, e, enquanto seu pai estivera vivo, ela, com o que lhe restava de forças, dele cuidava sem reclamar.
Logo após o falecimento de seu pai sua mãe também se despediu de sua vida de entrega e amor, em seu leito Ana Julia a questionara uma única vez, porque permitira tanto sofrimento e humilhação sem reagir ou reclamar, em resposta ouvira, “sempre soube que você esperava uma reação minha, me perdoe, chegará o dia em que você entenderá”.
Ana Julia buscava ainda a compreensão de tanta abnegação, doação e amor em meio à doença, restrições e vergonha ao longo de tantos anos com o consequente afastamento da maioria dos familiares e amigos.
Finda em sua mente a música suave e delicada, com mais atenção olhava para a caixa de música e relia uma frase por seu pai gravada, “Meu amor me perdoe por todo o sofrimento que te causarei”.
Sua mãe fizera uma escolha consciente, sabendo o que enfrentaria na vida ao lado do companheiro que amava.
Iguais à ela quantas pessoas mais possuem essa força que, para quem está de fora observando sem compreender, beira à loucura, à baixa autoestima e ausência de amor-próprio?
Ana Julia, logo após a morte de sua mãe, decidira que não repetiria aquela história e hoje ainda busca a sua resposta, “...chegará o dia em que você entenderá”.
Sou feminina. Não sou feminista, mas também não sou machista. Amo os homens, mas aprendi a ser mulher com uma mulher linda, mãe!
"Eu não sei mais como seguir em frente. Um mundo sufocando-me, o ar já está mais que escasso. Tristeza e solidão rondam-me e eu não sei como sair desse labirinto sem fim. Estou afundando em energia adormecida no passado. Somente sinto as ondas de energia vibrante, mas em um sono interminável eu estou e agora me perdiz completamente. AJuda você que me fez assim, sinto saudades minha amada eterna. Mamãe !
Não é só mais um ano que passou. É a vida. A vida que dividimos com pessoas que estão sempre ao nosso lado, como nossos pais e irmãos, e também com aqueles que nem sempre podem estar por perto, mas que estão sempre em nossos corações.
Existe uma mulher na minha vida cujo rosto está sulcado de rugas e, em cada uma delas, encontro uma carícia que afago, venero e beijo. A esta mulher dei o nome de MÃE.
Cheio de etimologias vespertina
Linhagem eslava e bizantina
Reunificando seu principado
De Moscou a Kiev, erigindo seu legado
A nação do frio sofreu por subnutrição
Em lavouras e cidades caíram por sofreguidão
Nas mãos dos estadistas, povo azarado
Assim como com Ivan o terrível na época do czarado
De tanta gente Trotsky, Lenin, Stalin
Até o primeiro astronauta Gagarin
Da taiga a tundra, coníferas uma calmaria
Das montanhas e pelo mar Cáspio chegando na Sibéria
Bonequinhas sapecas de tradição as matrioshka
Caftan, ushanka e kosovorotka
Do balé a espetáculos já é conhecido seu balalaika
Até o acordeão do gelo garmoshka
Cerveja e vodca para essa gente nunca e pouco
Guisados, solyanka e sopas ainda tampouco
Revendo seus álgidos conceitos de divindade
Que tal ir para praça vermelha no domingo da trindade.
Ainda não consigo acreditar que você foi embora...
Nunca na minha vida vivenciei uma dor tão profunda!
Você deixou um rombo que Deus vem preenchendo a cada dia que eu acordo e me dou conta de que você não está mais aqui.
Uma mistura de sentimentos, às vezes de desespero, tristeza, agonia, às vezes de conformidade e esperança...
Quando as pessoas perguntam como é que estou, pela primeira vez na minha vida fico sem saber o que responder... Não sei como estou... Não sei... Acho que não estou... Não estou nada.
Só sei de uma coisa sobre mim: estou com medo. Medo de não conseguir suportar, de ser incapaz de superar, de morrer estando viva ou viver pela metade... Porque eu sempre soube que quando eu te perdesse, metade de mim seria perdido. Que quando você fosse embora, metade de mim iria junto.
Os últimos anos foram intrigantes e eu suspeitava... Sentia que algo muito sério estava acontecendo e me dava medo... Minhas crises de choro "do nada" não foram a toa... Hoje eu sei... Deus é maravilhoso! Jamais me revoltaria e hoje tudo faz sentido pra mim. Deus vinha me preparando, porque Ele sabia, Ele sabe de todas as coisas!
Você agora está bem! Seu sofrimento acabou. E eu prefiro sofrer de saudade pro resto da minha vida do que ficar vendo seu sofrimento e não poder fazer nada. Pois o que você mais precisava, eu não podia te dar... Se fosse possível, eu tirava de mim pra te dar, assim como eu sei que se precisasse você faria por nós.
Você sempre viveu para os outros, uma baita filha, irmã, tia, esposa, mãe, avó, amiga, ser humano! Por onde passava, marcava, amava e era amada.
Peço a Deus que Ele preencha esse rombo, que me transborde do seu Espírito Santo, para que eu possa seguir em frente. Para que um dia eu me recorde desse momento sem essa dor, e se me perguntarem como estou, eu consiga dizer: estou bem, GRAÇAS A DEUS... Pois sem Deus eu não consigo!
A dor nunca acaba, talvez a gente apenas se acostuma com ela...
Você, como sempre tão marcante e intensa, foi "escolher" o dia do aniversário do pai, o amor da sua vida, para nos deixar e fazer dessa data duplamente inesquecível...
Obrigada por tudo MÃE!
Te amo eternamente.
Até um dia...
(05/12/1946 - 24/05/2017)
TUDO TEM RIMA MENOS UMA
Quantas palavras
Escritas e rimadas
Refiro-me a duas palavras
Tão conhecidas
Ditas diariamente
E veio-me a tal conclusão
Pai
Rima com vai, sai
Enquanto,
Mãe
Não tem rima
Tente rimar
Não irá encontrar
Mãe é palavra
Sagrada
Quem nem na Língua Portuguesa
Tem rima
Para tal beleza
Mãe não rima
Rema nas águas
Revoltas
Calmas
Seguindo
Labirintos
Acolhendo seus filhos
Outros
E assim
Por diante
Mãe
É um diamante
Algumas permanecem
Em estado bruto
Outras polidas
Reluz
Conduz
Seus filhos
Pelo caminho
De Luz
O teu sorriso;
Os teus conselhos;
As tuas mãos;
O afago do seu cafuné;
Faz em mim uma falta...
Mais uma data, um dia das mães onde não tenho a quem homenagiar...
Quando penso as lágrimas rolam, a vida perde o sentido, o meu chão percebo que vai se esvaindo...por você se se foi ? Seu ombro amigo me faz uma falta...
Minha menina
Quando fui tirar uma ultrassonografia da bexiga por causa de uma infecção,Deus tinha me reservado uma linda surpresa estava gravida de três meses... Meu Deus daqui a seis meses serei mãe,foram seis meses orgulhosa de ver minha barriga crescer,e sentindo minha princesinha mexer,e quando você nasceu,a emoção foi tão grande que quase desmaiei,achei você a bonequinha mais linda do mundo ,estava orgulhosa pois uma menininha era tudo que sonhei,então você foi crescendo,foi pra escolinha tinha o maior orgulho de levar e ir buscar você na escola...depois quando ficou mocinha me disse que não precisava ir mais levar e nem buscar no colégio...meu Deus minha filha tá crescendo não precisa mais de mim,só precisava ainda para comprar suas coisas...quando terminou o colegial, começou a namorar,foi para a faculdade e foi trabalhar começou a comprar suas próprias coisas...meu Deus ela não precisa mais de mim,agora estar noiva,e quando casar tenho certeza que vou chorar,porque o quarto dela vai estar vazio,minha menina vai embora eu sei que vou chorar...nossa casa não será a mesma sem você,já comecei a sofrer desde já.
