Amor Cega
Dizem que o amor cega. Não tenho convicção disso pois parando para refletir percebo que o amor nos traz a luz da paz e a esperança de ser feliz. Se nos cegamos é por conta da vontade própria de querermos enxergar a fantasia que construímos em cima do amor e não da realidade que ele mesmo nos mostra.
Amor é assim, machuca, nega, dá e pega
as vezes surda, outras vezes cega.
Amor as vezes é fiel, chega sem querer e sai sem perceber
Mas quando fica, é pra valer.
CONSCIÊNCIA DA MORTE
A morte cega e sem vida
especializou-se em matar
e sem amor...
perambula pelas peripécias da paixão
extermina com a esperança
e anda desiludida com o futuro
e ainda é especialista
em parar as válvulas do coração.
A morte perdeu o calor
desinteiriçou pelo viver
e despediu a felicidade.
A morte molha-se em lagrima
com o silencio forçado
e vaga pela fragrância da flor...
Aprontando atrocidades
ela camuflou o prazer
e semeou o tal horror.
Pra uns...
a morte causa dor e desespero
Para outros a morte traz felicidade.
A morte sempre soube...
Que, todavia, é o caminho de volta
Só o viver nunca se deu conta...
Que a vida, é a estrada da ida.
Antonio Montes
A vida surge
E de surpresa nos pega
E nos cega
De amor.
Ela nos turge
De calor.
Causa-nos torpor.
No fim,
Tudo que resta a mim
É seu resto,
Enfim...
Assim como surgiu,
Cresceu e subiu,
Ela se vai,
se esvai.
Não cresce, mas desce.
Repentina e sorrateiramente
Some
Sem dar adeus à mente.
O amor nos cega, desnorteia, arrasa, ensurdece, enlouquece, mas acima de tudo inspira e faz inspirar.
Não se abre o olho diante de uma flexa, sem o risco de ficar cega.
O amor não cega, o que cega é a auto-confiança excessiva ou a falta dela.
O amor. Um sonho a dois. Sempre desejado. Na escura busca cega da felicidade, e sempre sucumbindo a mais linda flor.
O amor, ao contrário do que muito se pensa, nem sempre é açúcar ou mel. Quando ele lhe cega totalmente a rasteira que ele lhe dá é tão sutil e ao mesmo tempo tão dolorida que você precisa de dias e mais dias para descobrir o que causou sua queda.
Peça a peça
Eu peço
Dá um teco
Eu pego
Eu peco
No pega-pega
Que cega
Dessa peça
Chamada amor
(Peça a peça)
As vezes o amor nos cega, e acaba nos jogando contra as pessoas que mais gostamos. Acaba afastando nossas amizades mas, sempre quando isso acontece, é porque esse tipo de amor não vale a pena. E o melhor de tudo é quando podemos reconhecer que erramos, pois é a partir de um erro na qual perdemos pessoas importantes, que aprendemos e nunca voltamos a cometer o mesmo!
A fome de amor nos cega os ouvidos, nos ensurdece os olhos, confunde nosso paladar... hipersensibiliza nosso ser...nela, nada parece o que realmente é. Confundimos migalhas com banquetes, frases soltas com declarações, frieza com distração passageira. Aceitamos o quase, o morno e o raso, talvez, para não dar de cara com o vazio ou com esse abismo que tememos encontrar caso optemos em ficarmos sozinhos de fato. Vivenciamos assim o tipo de solidão mais cruel ao ser humano, a solidão a dois. Esquecemos que é impossível amar por dois...doar-se por dois, pois o amor é coisa que vive de reciprocidade, cuidado e boas doses de dedicação. O amor nos melhora, nos multiplica o positivo, eleva a nossa alma. O resto disso é a confusão que fazemos quando a fome de amor nos entorpece a alma.
