Amor Careca
Meu amor saiu por aí e não voltou mais. Perdeu-se o meu amor. Deve ter entrado numa tabacaria, livraria, lavanderia, tornearia, padaria, sabe-se lá. O fato é que meu amor perdeu-se. Nunca pensei que meu amor sairia a vagar, ficaria olhando uma vitrine, dobraria numa rua qualquer, entraria em um beco, cairia no chão e ficaria lá, preso entre o meio fio e a desilusão, olhando o movimento dos carros, fixado nos passos das pessoas, no vai e vem dos dias, apático, apoplético.
Meu amor perdeu-se. Não sei se um belo dia decidiu fugir de livre e espontânea consciência, ou se foi uma idéia que lhe surgiu de repente. Nunca foi distraído, o meu amor. Nunca deu-se a arroubos de insanidade nem a inconsciências transitórias. Penso que talvez esteja sofrendo de amnésia ou Alzheimer, com sorte quem sabe apenas um surto passageiro de estafa. Sumiu faz algum tempo – tempo demais para este meu coração danado de ansioso – e faz-me uma enormíssima falta. Já não há capuccinos que cheirem a canela, não há livros que me façam chorar. Abandonaram-me as músicas que eu sei de cor e que são obrigatórias por lei serem cantadas com as janelas do carro bem abertas, ou para que os vizinhos ouçam e riam. Enegreceu qualquer coisa que deveria estar por perto e agora não se acha, desertaram os perfumes da terra, da chuva, das manhãs de sono, de cabelos molhados, de café com pão, dos inícios das tardes quentes que contrariam as frentes frias.
Meu amor saiu e não voltou mais e não há o que possa suprir sua falta, não há o que possa ocupar seu lugar. Sem meu amor eu não sou eu, sou o forro roto do meu casaco, a pedra fria da minha casa, sou um corpo deambulante e oco que dormita dia e noite. Se alguém o encontrar, é favor devolvê-lo com a máxima urgência, avisar os bancos de sangue, a polícia militar, chamar a ambulância, convocar a assembléia de condomínio, tocar trombetas, marcar cirurgia, decretar feriado, publicar na imprensa de grande circulação, gritar por mim. Por favor.
A Lei de Amor
O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes.
Por mais que estejamos distantes um do outro, meu amor por você faz parecer que eu estou do seu lado, te abraçando.
A cura para os que sofrem de amor, não é deixar de acreditar no amor e sim de ensinar a quem não ama.
Hoje eu decidi sacodir a poeira. Vou olhar pra vida com mais amor, com mais paciência, com mais entusiasmo. Alguém me fez sofrer, me magoou ou se esqueceu de mim? Definitivamente não conheço motivos melhores do que esses pra excluir alguém da minha vida. Chega de dar oportunidades pra quem não as merece. Chega de fingir que está tudo bem. O passo é simplesmente excluir e pronto.
Vamos deletar tudo de ruim que nos atormenta: amizades, rancores, amores, desejos que não podem se concretizar. Vamos viver o possível, o bom, o que o mundo nos oferece. Vamos encerrar ciclos com o que não nos faz bem. Vamos dar um basta ao que não nos faz pessoas melhores. Vamos encarar a vida com mais jovialidade, com menos insegurança e com mais bom humor. Vamos parar de esperar que coisas boas aconteçam e começar a correr atrás delas. Vamos parar de reclamar e agir.
É hora de recomeçar, seguir um rumo, abrir portas. As coisas boas só acontecem pra quem está preparado pra lidar com a chegada de coisas novas, pra quem sabe lidar com imprevistos, pra quem não tem medo de arriscar. Não tenha medo de viver, de se entregar, de dizer que sim... se alguma coisa der errado é só ter calma, levantar a cabeça, sacudir a poeira mais uma vez e não ter medo de recomeçar!
E de recomeço em recomeço, a gente sempre se torna um pouquinho melhor!
Bom dia, meu amor! Eu só queria dizer que amo escrever com você cada letra, cada frase e cada página da história das nossas vidas. Esse nosso livro pode ser cheio de altos e baixos, mas existe amor em cada capítulo.
Deve haver algum modo de vida onde todo o amor é bom, onde um amor não pode competir com outro mas sim se acrescentar a ele.
Amor é aceitar quando as coisas perdem o sentido, é ser sensível o bastante para entender quando você não cabe mais no outro, quando o outro não encaixa mais em você. Amor é ter a consciência de que o amar não existe apenas enquanto o outro está do lado, o amar deve permanecer principalmente quando o outro não está mais ao teu lado.
"A coisa mais bonita do mundo é o amor que não pede nem espera retribuição. Se eu te amo, o problema não é teu, é meu."
Amor nem é tudo!
Primeiro vem o respeito, a lealdade, o companheirismo e a fidelidade!
Ninguém vive de amor!
"Tomara que onde estiverem posto os meus sonhos cuidem deles, os usem com amor, pois nos meus momentos de abandono e vazio eram eles os companheiros mais fiéis."
Na alvorada
Dos meus olhos
Um dia tu serás madrugada.
Orvalhada de amor.
Orvalhado de desejo.
Do teu corpo e do meu...
Estará sempre cheio de poesia.
Serás mar...
Mar sem maresia.
Da boca que dá-me beijos.
Que aquece o meu coração.
Enche a minha alma.
De amor
És tu o meu rei e senhor
Serás sempre.
Deste meu corpo.
Deste castelo...
Feito em fortaleza.
Sem amargura.
Sem dor.
Deste meu jardim florido.
Onde nasce a tua flor.
Que só quer o teu amor.!
Vênus é a deusa do amor, mas, nem mesmo ela consegue consegue "colar" os fragmentos de um coração em ruínas.
