Amor Ausente
O luto não é a ausência do outro, é o peso de um amor imenso que perdeu o endereço e agora precisa aprender a morar do lado de dentro da gente.
ENTRE DOIS AMORES, O RASGO INVISÍVEL DA ALMA.
Há uma dor que não nasce da ausência, mas do excesso. Não é a falta que dilacera, mas a coexistência de dois afetos que se recusam a morrer dentro do mesmo coração. Amar dois seres é habitar uma encruzilhada onde cada passo é uma perda irreparável.
O rompimento, nesse cenário, não é apenas uma decisão. É uma amputação íntima. Ao escolher, não se abandona apenas alguém. Abandona-se uma possibilidade de si mesmo. Uma versão da própria existência que jamais se cumprirá. E isso pesa. Pesa como aquilo que poderia ter sido e não foi.
Entre dois amores, não há inocência. Há consciência aguda. Cada gesto torna-se cálculo moral. Cada silêncio, uma confissão. A alma divide-se entre o dever e o desejo, entre o que acalenta e o que incendeia. E, no instante da ruptura, nenhum dos lados vence. Ambos deixam marcas.
A dor que surge não é simples saudade. É uma espécie de eco contínuo. O amor que permanece não desaparece. Ele se recolhe, torna-se subterrâneo, mas continua a existir como uma presença velada, insistente, quase espectral. E aquele que parte carrega consigo duas ausências. A de quem deixou e a de quem nunca poderá ser plenamente.
Há, porém, um rigor inevitável nesse processo. A vida não sustenta indefinidamente duas verdades afetivas em conflito. Em algum momento, a realidade exige unidade. E essa unidade cobra um preço. Romper é aceitar esse preço sem garantias de alívio imediato.
Com o tempo, a dor não desaparece. Ela se reorganiza. Deixa de ser ferida aberta e torna-se memória estruturante. Ensina sobre limites, sobre responsabilidade emocional, sobre a gravidade de envolver destinos alheios em nossas próprias indecisões.
E talvez a compreensão mais difícil seja esta. Amar, em sua forma mais elevada, também exige renúncia. Não apenas do outro, mas de si mesmo enquanto centro absoluto do desejo.
Porque entre dois amores, não se escolhe apenas quem fica.
Escolhe-se quem se terá coragem de perder para sempre.
O amor não é ausência de dor, é persistência mesmo doendo. Amar apesar da dor é persistir na construção, mesmo quando o alicerce treme.
Quando me perco na profundidade dos teus olhos, não vejo ausência, mas um amor em armadura, erguido tijolo por tijolo pelo medo do futuro. É um jardim de promessas blindadas, onde a flor mais rara é a coragem de simplesmente se desfazer no instante.
422🙏🌹Tenho a paz que proporciona a ausência do amor não correspondido e do amigo distante, que poucos compreendem e que chamam de solidão, mas é sim a solidão do abandono que não fere e da falta de tempo que não temos, mas o amor está presente em nossas vidas no coração e a paz acalenta confortar, mesmo invisível aos olhos alheios, mesmo na ausência daqueles que amamos, mesmo na distância, do tempo perdido, da dor vivida e produzida por todos, mas que foi, é, e sempre será um grande aprendizado para ambos, que mesmo ausentes e calados amam profundamente seus afins, que confortados pela luz divina, seguem cada qual seu caminho onde a justiça divina chegará no julgo de todos, mostrando o orgulho escondido, perdido em nós, o despertar da consciência mostrará a verdade verdadeira de cada um, quando Deus na sua plenitude acolherá os fortes, os fracos e afins mostrando a verdade que libertar através do perdão...🌹🙏 BOM DIA FAMÍLIA...Ayache Vidal.
A ausência de amor na infância não condena ninguém ao vazio, mas pode ensinar a alma a amar com medo.
Ausência
Dor que transborda nos olhos.
palavras que não consigo calar,
amor que não consigo esconder,
saudade que não deixa te esquecer.
Sonhos que não estou,
lembranças que não vamos ter.
Caminhos divididos,
onde antes era um só .
Ausência que me acompanha.
Amor doentio,
que insisto em querer.
sem você não sei viver,
quando parte me faz morrer.
Em tua presença era o amor que me inspirava; agora, na tua ausência a dor passeia comigo de mãos dadas.
Ausência de amor não mais
Saudade agora foi pro cais
Só quero o que lembrar você
Não consegui te esquecer.
Sofri sem ter o seu carinho
Por milhas andei tão sozinho
O destino que nos juntou
Selou entre nós o amor.
Só queria te dizer que te amo, tanto. Amo até mesmo na tua ausência, amo até mesmo não querendo amar e mesmo assim sentindo o maior amor do mundo.
Quando o amor se torna gris,
é porque falta um pedaço de nós,
a ausência de um brilho multicor
que mesmo sendo ávido e convicto,
ainda não foi vivido com álibi!
Autor: Almany Sol - 23/06/2012
Meu amor, enquanto a chuva cai la fora eu sinto um arrepio que me toca a alma, sinto sua ausência e isso me dói. Dói demais. A esperança me faz crer que algum dia nos encontraremos e ficaremos juntos, pra sempre.
Mas isso é apenas ilusão, como sempre, invadindo o meu tolo coração..não sei mais o que fazer, não sei mais se devo ou não te contar o que realmente está no meu pensamento, sempre acho que irei me arrepender. Será que vale a pena? Se entregar assim, deste jeito...não sei. Não sei se tenho coragem pra levar isso tudo adiante. Tenho medo do que pode acontecer. Tenho medo de me machucar. Tenho medo de mim e também tenho medo do amor.
