Amo minha Igreja
O sacrifício da igreja está
relacionado ao conceito
de adoração, isto é,
à vida cristã.
📖 Hebreus 13:15;
Romanos 12:1
Os apóstolos testemunharam o Evangelho da salvação pela fé em Jesus Cristo; os Pais da Igreja sistematizaram e defenderam a fé cristã por meio da teologia.
O encardido está decorando o salão nas profundezas para celebrar as bodas da Igreja com o Estado.
Não será festa de amor, mas banquete de conveniências.
O altar se mistura ao palanque, e os votos são jurados não diante de Deus, mas diante do poder.
As taças não transbordam de vinho, mas de vaidade.
O coro não entoa cânticos de fé, mas hinos de domínio.
Os convidados não são santos, mas cúmplices.
E enquanto a celebração se desenrola nos porões da alma coletiva, o povo, aturdido, dança sem notar que a festa é de luto.
Porque toda vez que a Igreja se deita com o Estado, quem sai órfã é a Verdade.
Um trisal tão nefasto entre a Igreja, o Estado e seu Braço Armado só poderia parir tamanha aberração.
Não há sutileza nessa união — ela sempre carrega consigo os germes do abuso e da manipulação.
Quando a fé se deita com a política, e ambos convidam o braço armado para o mesmo leito, o resultado buscado nunca é comunhão, mas o controle da nação.
A Igreja, que deveria consolar, torna-se cúmplice do silenciamento.
O Estado, que deveria servir, converte-se em senhor.
E o braço armado — que deveria nos proteger — se vê no direito de intimidar.
É nesse pacto que o sagrado se prostitui, o político se corrompe e a violência se legitima.
Não é difícil reconhecer os frutos dessa aberração: consciências domesticadas em nome da obediência, corpos disciplinados pelo medo e uma sociedade moldada não pelo diálogo, mas pela imposição.
O trisal nefasto não gera filhos livres, mas servos disfarçados de cidadãos.
E talvez o maior desafio não seja tão somente apontar os riscos sem precedentes dessa união, mas perceber como, vez ou outra, ela continua a ser desejada por aqueles que temem mais a liberdade do que as medonhas grades invisíveis da prisão.
Sempre que a igreja se deitar com o Estado e seu braço armado, há que se esperar qualquer coisa, inclusive o trisal parir uma aberração.
Se um terço dos cristãos pregasse mais Cristo que igreja, o caminho para a volta d'Ele certamente já estaria preparado.
Talvez, se assim fosse, o mundo reconhecesse com mais facilidade os sinais do Reino que já está entre nós.
Porque a Igreja, quando fiel à sua missão, não é fim — é caminho.
Não é vitrine — é serviço.
E nem é trono — é cruz.
O problema nunca foi a Igreja enquanto Corpo vivo, mas o risco constante de transformá-la em discurso, identidade social ou instrumento de pertencimento, quando sua razão de existir é apontar para Cristo.
Cristo não fundou uma instituição para ser adorada; fundou um povo para amar.
Não chamou seguidores para defender muros, mas para lavar pés.
Nem pediu marketing de fé, pediu testemunho.
E o testemunho mais eloquente continua sendo uma vida que se parece com a d’Ele.
Quando pregamos mais a Igreja do que Cristo, corremos o risco de anunciar um endereço e esquecer o Caminho.
Mas quando pregamos Cristo, a Igreja se cumpre: torna-se sinal, ponte, casa aberta — nunca obstáculo.
Preparar o caminho para a Sua volta não é fazer mais barulho religioso, mas produzir mais frutos do Espírito.
É menos disputa por razão e mais entrega por amor.
Menos bandeiras e mais cruz.
Muito menos autopreservação e mais conversão diária.
Talvez o mundo não esteja cansado de Cristo…
Mas talvez esteja apenas cansado de não vê-Lo refletido com clareza, sobretudo pelos evangelizadores mais preocupados em apontar o caminho da igreja do que d'Ele.
Se continuarmos dando palco aos que usam o nome de Deus e da Igreja para se esconder, aparecer e se promover, muito em breve seremos os culpados pelo livro mais lido e menos vivido se tornar o mais evitado no mundo.
A Bíblia nunca precisou de marketing para ser relevante.
Ela sempre precisou de pessoas dispostas a vivê-la.
O problema não está na Palavra, mas na incoerência de quem a utiliza como escudo para os próprios interesses.
Quando a fé vira espetáculo, o púlpito vira palco.
Quando o Evangelho é usado para alimentar egos, conquistar seguidores ou proteger reputações, Cristo deixa de ser o centro e passa a ser apenas um pretexto.
E cada escândalo, cada manipulação e cada demonstração de religiosidade vazia afastam pessoas que, muitas vezes, nunca rejeitaram Jesus — apenas se decepcionaram com aqueles que diziam representá-Lo.
O maior testemunho da Igreja nunca foi sua influência, seu tamanho ou seu poder, mas sua capacidade de amar, servir e viver aquilo que anuncia.
O mundo não precisa de mais discursos inflamados; precisa de vidas que reflitam o caráter de Cristo.
Talvez seja hora de pararmos de aplaudir personalidades e voltarmos a seguir o Mestre.
Deixarmos de defender homens e começarmos a defender a verdade.
De entendermos que o Reino de Deus não cresce pela fama de seus pregadores, mas pela fidelidade de seus discípulos.
Que a nossa preocupação não seja preservar imagens, mas preservar o Evangelho.
Porque a Palavra de Deus continuará sendo perfeita.
A pergunta é: quando as pessoas olharem para nós, elas terão vontade de conhecê-la ou motivos para evitá-la?
São Jorge da Capadócia, o santo mártir guerreiro originariamente da Igreja Católica Ortodoxa, padroeiro de vários países, de varias instituições civis e militares, de varias grandes cidades do mundo, merecia que na cidade do Rio de Janeiro, onde tem milhares de devotos e fieis seguidores, os filhos e filhas de Jorge na Igreja Católica Apostólica Romana e na Umbanda, ter um esplendorosa Igreja Matriz. Todo aquele que encabeçar este feito, ganha rá a simpatia e a gratidão do povo carioca para sempre. Salve São Jorge.
Entendendo um pouco as nomenclaturas dos cargos da Igreja Católica Apostólica Romana através dos tempos. Nos séculos XIX e XVIII era comum os Freis, os Frades e os Cônegos celebrarem missa e ate darem os sacramentos como a comunhão mas não eram padres de verdade, e sim práticos em uma região que a Igreja, não dispunha sacerdotes oficiais para dispor. Outro detalhe curioso é quanto aos Cardeais, que durante a idade media muitos civis sem nunca terem freqüentado as aulas de teologia, eram nomeados pelo papa por que tinham origem de famílias muito ricas e poderosas, e com isto atendia os interesses políticos da Igreja.
Hoje a Igreja Católica Apostólica, já ultrapassa mais de 2000 anos de historia e ainda não aprendeu perdoar, acolher, diminuir as diferenças, cantar, distribuir alegrias sobre a vida e compartilhar abundantemente as refeições. Sendo assim, ano a ano perde mais fieis felizes e livres só angariando poucos personagens, tristes, amargurados e ofendidos. Ainda não entenderam que Deus é vida para viver e conviver em liberdade. Admiro a alegria das Casas de Santo, e das boas vindas dos orixás. Se houvesse um orixá na Igreja Católica, de certo seria Nossa Senhora que acolhe os aflitos, sem nada julgar e confortar com o que mais se necessita por maternidade infinita.
Se existem tantos livros excelentes sobre como promover o crescimento produtivo da igreja, porque a liderança não investe recursos e treinamento de novos membros?
