Amo minha Igreja
Bastou a Igreja se deitar com a Política para parir uma das maiores aberrações: a Manipulação da Fé Religiosa.
Quando a fé deixa de ser caminho de transcendência e passa a servir de instrumento de poder, algo essencial se perde.
O sagrado, que deveria libertar consciências, começa a aprisioná-las.
A palavra que deveria consolar passa a intimidar; a esperança que deveria acolher transforma-se em moeda de troca; e Deus, que não precisa de palanques, acaba sendo convocado para discursos eleitorais.
O problema não está na presença do religioso na política, nem no direito de cada pessoa defender suas convicções.
O problema começa quando a crença alheia é transformada em território de disputa, quando o medo do inferno é usado para produzir obediência e quando a promessa de bênçãos é apresentada como recompensa por determinada escolha política.
É assim que a Fé pode ser sequestrada sem que seus próprios fiéis percebam.
Primeiro, ensina-se que questionar o líder é questionar a própria verdade.
Depois, que discordar politicamente é uma espécie de traição moral.
Por fim, cria-se uma perigosa confusão entre defender Deus e defender um grupo, um partido, um candidato ou um projeto de poder.
E talvez essa seja uma das formas mais sofisticadas de manipulação: não obrigar ninguém a acreditar, mas fazer com que a pessoa acredite que está pensando por Deus quando, na verdade, alguém está pensando por ela.
A Religião deveria formar consciências, não rebanhos eleitorais.
Deveria ensinar discernimento, não obediência cega.
Deveria lembrar ao ser humano que nenhum governante é eterno, nenhum partido é sagrado e nenhuma autoridade política merece a devoção que pertence exclusivamente àquele que cada um considera divino.
Porque, quando o altar vira palanque, o fiel deixa de ser apenas alguém que crê: passa a ser alguém que pode ser conduzido pela sua própria crença.
E talvez seja justamente aí que precisamos recuperar uma pergunta muito incômoda: quando alguém usa a nossa fé para dizer em quem devemos votar, está defendendo a nossa Liberdade Religiosa ou apenas descobriu uma maneira eficiente de controlar nossas escolhas?
A Fé é poderosa demais para ser entregue nas mãos de quem deseja transformar consciência em instrumento de poder.
Toda e qualquer forma de manipulação é nojenta, mas nenhuma é tão sórdida quanto a Religiosa.
"Então, eu disse à Fofoqueira da Igreja aqui do bairro: 'Uma das razões de eu ser rico (como a Senhora diz que sou) é porque Deus permite, uai. A Senhora, que vive falando em Deus e não suporta ricos (nem os honestos), digite assim: 'Deus não me escolheu, Buáaa!' E vá chorar pra lá, bem pra lá!"
0850 | Criado por Mim | Em 2016
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"A moça abomina imagens (da Igreja Católica) sem mesmo saber a razão. Ela só repete o que faz a mãe, que 'aprendeu' com a avó e esta 'aprendeu' com a bisavó. Rejeita imagens, mas ostenta, exibe e se encanta com fotos de Familia, com Esculturas de Anão no jardim, com Tornozeleira de Ouro e com outros símbolos (ou penduricalhos)!"
Texto Meu 0891, Criado em 2018
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Expliquei à Tia da igreja: Eu não me apego a coisas materiais... Se essas coisas materiais forem de baixa qualidade."
Texto Meu No.1003, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
0891 📜 A moça abomina imagens (da Igreja Católica) sem mesmo saber a razão. Ela só repete o que faz a mãe, que 'aprendeu' com a avó e esta 'aprendeu' com a bisavó.
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Rejeita imagens, mas ostenta, exibe e se encanta com fotos de Familia, com Esculturas de Anão no jardim, com Tornozeleira de Ouro e com outros símbolos!
A relação entre a ciência e a Igreja Católica incluiu tanto amplo patrocínio e apoio institucional quanto períodos de censura e conflitos acirrados.
https://en.wikipedia.org/wiki/Science_and_the_Catholic_Church
Diferença entre religião e comportamento moral.
Uma pessoa pode frequentar uma igreja todos os dias e continuar sendo cruel.
Pode conhecer centenas de versículos e tratar mal a própria família.
Pode falar sobre amor ao próximo e maltratar animais.
Pode levantar as mãos durante o culto e humilhar alguém na segunda-feira.
Pode falar sobre perdão e viver alimentando rancor.
E isso não é uma crítica exclusiva ao cristianismo. É um problema humano.
Porque pertencer a uma instituição não transforma automaticamente o caráter de ninguém.
Conhecer uma doutrina não significa incorporá-la.
Saber falar sobre bondade não torna alguém bondoso.
E frequentar um templo não impede ninguém de ser um péssimo ser humano quando sai dele.
Talvez por isso exista uma pergunta muito mais interessante do que:
“Qual religião você segue?”
Eu perguntaria:
“Como você trata aqueles que não podem lhe oferecer absolutamente nada em troca?”
Como você trata um animal indefeso?
Como trata alguém mais pobre?
Como trata alguém que discorda de você?
Como trata uma pessoa que não pode lhe beneficiar?
Como trata seu companheiro quando ninguém está olhando?
Como reage quando possui poder sobre alguém mais vulnerável?
Essas perguntas revelam muito mais sobre caráter do que uma fotografia dentro de um templo.
Existe uma diferença gigantesca entre dizer:
“Para mim, frequentar a igreja é fundamental para minha relação com Deus.”
e dizer:
“Quem não frequenta igreja não tem Deus.”
Você pode pensar:
“Eu não quero frequentar uma igreja.”
Isso é uma escolha.
Outra pessoa pode pensar:
“Eu encontro minha espiritualidade justamente na comunidade da igreja.”
Também é uma escolha.
Você ter se afastado de uma igreja porque se sentiu julgado e excluído não significa que você tenha se afastado necessariamente de Deus.
Uma instituição religiosa pode decepcionar você.
Um líder religioso pode agir mal.
Uma comunidade pode ser hipócrita.
Uma pessoa pode usar a religião para controlar, humilhar ou excluir.
Nada disso prova que Deus não exista.
Da mesma forma, uma pessoa pode encontrar acolhimento, amizade e crescimento em uma comunidade religiosa. Isso também não prova automaticamente que aquela comunidade esteja certa em todas as suas doutrinas.
Deus e instituição religiosa não são sinônimos.
Se alguém diz:
“Vocês não têm Deus porque não vão à igreja”
você não precisa entrar numa guerra teológica.
Pode simplesmente pensar:
“Você não conhece minha relação com Deus o suficiente para fazer essa afirmação.”
Pronto.
Não precisa apresentar relatório espiritual, comprovante de oração, frequência celestial ou certificado de batismo atualizado.
Sua fé não precisa ser aprovada por ninguém.
Você pode questionar a religião.
Pode não gostar de igreja.
Pode não se identificar com nenhuma denominação.
Pode acreditar em Deus.
Pode ter dúvidas.
Pode mudar de opinião.
Pode ler a Bíblia e discordar de interpretações humanas.
Tudo isso pode fazer parte de uma busca espiritual honesta.
E talvez sua maior liberdade seja esta:
não precisar fingir uma fé institucional para convencer alguém de que você possui fé.
No final, se existe um Deus onisciente, ele não precisa que alguém faça uma inspeção religiosa na sua vida em nome dele.
Ele já saberia.
“Eu agradeço sua preocupação, mas minha relação com Deus não depende de frequentar a igreja.” PS: Vontade de dizer para alguém que julga minha fé o tempo todo 🥹
Me afastei de uma igreja depois de ter me sentido julgada e excluída. Então, esse tipo de cobrança que minha sogra faz constantemente toca numa ferida antiga.
E, ela nem entende os motivos...
“você está no caminho errado”, não é um convite. É uma repetição daquele mesmo julgamento que faziam antes!
Eu nem saio de casa com meu marido, estamos o tempo todo aqui...
“Nós respeitamos a fé de vocês, mas decidimos não frequentar a igreja. Nossa relação com Deus é pessoal e pedimos que essa decisão seja respeitada.”
Para a minha sogra...
Você não precisa decidir se a igreja deles, é boa ou ruim para decidir que não quer fazer parte dela.
Pode haver pessoas maravilhosas ali.
Pode haver pessoas hipócritas.
Pode haver ensinamentos com os quais você concorda.
Pode haver outros dos quais você discorda.
Pode haver acolhimento para algumas pessoas e experiências ruins para outras.
Tudo isso pode coexistir.
Você pode simplesmente dizer:
“Esse não é o lugar onde quero viver minha espiritualidade.”
E isso é suficiente.
Nem todo frequentador de igreja é hipócrita, assim como nem toda pessoa que não frequenta igreja é automaticamente mais espiritual, bondosa ou consciente.
No fim, caráter continua sendo caráter.
A pessoa pode estar no púlpito ou na cozinha.
Pode carregar uma Bíblia ou não carregar nenhuma.
Pode cantar durante duas horas ou passar o domingo inteiro em casa.
O que importa para avaliar o ser humano é muito mais amplo do que sua presença num culto.
Um dos pontos comuns na Igreja é o complexo de incapacidade perante um Deus totalmente santo e perfeito. A tendência é termos uma auto-projeção de que não somos capazes de continuar nossa jornada em um caminho que agrada a Deus, com isso pecamos e tentamos nos justificar em frases como: “Não consigo, não sou capaz, sou sujo demais” . Como Igreja temos que nos projetar como Deus nos projeta, temos que parar de limitar nossas próprias forças e reconhecer nossa imagem e capacidade por meio D’ele. Não estou fazendo apologia à “auto-canonização” ou dizendo que temos que ser ou parecer “Santarroões” demais, não é uma questão de propaganda, temos que ter consciência que somos à Igreja que o Senhor escolheu, e Ele nos capacitou a preço do próprio sangue. Deus não exige nossa perfeição, Ele exige nossa santidade.
Igreja amante ou Igreja noiva? Qual tipo de Igreja temos sido?
A amante é egoísta e busca seu próprio prazer. Foge dos compromissos, vive em função do ego, viola os princípios do outro em busca da satisfação pessoal. Ela quer te usar, te fazer mais um. Não quer criar expectativas. Não quer amar, tão pouco ser amada.
A noiva vive em busca de uma união inseparável. O prazer dela é o prazer do noivo. Vive em função dele e nada pode tirar sua vontade de tê-lo. Deseja desesperadamente o dia em que o noivo colocará o anel em seu dedo e dirá:
-Enfim, eu sou teu e tu és minha.
