Amo essa minha Vida Louca
Da raiva surge a minha poesia. Da paz surge a minha melancolia. Escrevo sem saber do por que. Morrerei sem saber..........
Será?
Mil vezes me ferro, me estrepo porque no embate entre minha razão e a minha emoção a emoção sempre prevalece. Tento mudar, sei que não devo me deixar levar pelos sentimentos, mas minha racionalidade é cega.
Eu, por mim mesma:
Sou aquela que sempre que vê um helicóptero sobrevoando minha casa tenho a certeza de que receberei chuvas de pétalas de um homem apaixonado;
Aquela que acha que o Sedex legitima sua criação só para me entregar mimos;
Aquela que espera uma música que lhe fale as palavras certas;
Aquela que espera o poema mais simples mas o mais repleto de amor;
Sou aquela que espera o resgate de um cavaleiro andante que venha me raptar sem o mínimo desejo de me deixar voltar.
Sou romântica, uma mulher à moda antiga...
Tenho em mim todo o amor do mundo,
Tenho tatuada em minha pele a paixão mais desenfreada,
Tenho urgências voluptuosas,
Tenho o eu mulher exalando por todos os poros.
Sou um oceano profundo,
Sou aquela que desperta com uma deliciosa gargalhada,
Sou menina elencada no rol das mais vaidosas,
Sou a adulta que encontra o mais genuíno aconchego em seus olhos.
Essa sou eu, é uma grande parte de mim.
A cada dia mais um passo em busca da minha vitória,
são assim os meus dias...
Aos poucos vou compondo minha história.
Todos os dias uma conquista!
Que me é dada pelo autor da vida...
"Deus".
Contei ao mar meus sonhos, minha fé, meus desejos do coração. O mar contou ao sol, que contou as nuvens, e as nuvens sensível como eu, nos juntamos em prantos de chuva e molhamos a Terra, que fecunda, fez brotar a esperança.
Eu com a minha visão positiva: É só um copo d'agua.
Ele com a visão alheia: É tempestade.
Nos perdemos de vista.
Doses de inconsequência
Encontrei em minha falta de querer
Motivo perante a abstinência.
Desapeguei do total pudor
O medo oscilante, sem suceder
Se exilou enfim de minha existência
O fogo vermelho se tornou azul
No calor do depois,
Compulsão de nós dois.
O agora mostrou que reluz.
Agonizante exatidão,
Súplicas fora do conceito.
Sua cautela improvisada
Traça o pecado perfeito.
Agora sem decência,
O intenso ultrapassou a dor.
Ingrata loucura derramada
Afável, intocada.
Miúdas doses de inconsequência.
Trago em mim seu calor.
Mistério tênue a se fazer decifrar.
O depois se tornou loucura
No caos do embaraço,
Vida curta para pensar.
Indecência se tornou cura.
Não mais me afundarei,
Nem mergulharei em uma virtude disfarçada de compostura.
Porquoi tristesse?
Minha cara, você não me apetece.
Em meu DNA tenho a felicidade,
Muito embora finais de semana se esqueçam disso.
Preciso me embriagar de alegria,
Me vestir de euforia,
Conquistar a minha alforria...
Existem pessoas constantes,
Eu não tenho norte,
Sou lançada à sorte...
Urge uma pausa no momento ermitão,
É hora de ir às ruas de montão,
Despretensiosamente levitar,
Pois a continuar recolhida sinto-me murchar,
Perder a habilidade para dialogar,
Ficar ranzinza e só murmurar.
Eu o convido Senhor Sol a me acordar amanhã perpassando seu calor pela minha janela. Vou esperá-lo confiante de que atenderá ao meu pedido, pois pode haver no mundo quem o ame tanto quanto eu, mas mais é impossível. Sou movida pela sua energia, minha vitalidade depende da sua presença.
Gente da minha terra que semeais a voz do Rap.
Povo Lusitano que levaste o Rap além dos nossos horizontes.
Nossos corpos seguem o ritmo e olhos trasmitem
o que a canção premite.
Água Preta
O rio da minha infância
liko Lisboa
No velho água preta
Subia e descia canoa,
Era a coisa mais bonita
Água quebrando na proa,
Homem rio fauna e flora
Conviviam numa boa.
No rio da minha infância
Pesquei traíra e beré,
As antas e capivaras
Corriam de jacaré,
Passarim batia asas
Com medo de caburé.
Meu anzol de linha longa
Ia onde não dava pés,
Era no poço dos anjos
Entre os verdes aguapés,
Que morava o temido
O maior dos jacarés.
No rio das estripulias
Numa tarde eu vi Bita,
Fugindo dos soldados
Rumo a Manoel Batista,
Um salto mortal da ponte
Num mergulho sumiu Bita.
Guilermina e o água preta
O água preta e Guilermina,
Confundem a minha cabeça
Mas depois tudo germina,
O que fizeram com o rio
Fizeram com Guilermina.
Mas que pecado cometeu
Pra receber tal castigo,
Quando era um rio bonito
Tinha o povo como amigo,
Hoje velho e decrépito
É sinônimo de perigo.
O velho água preta
Era de utilidade pública,
Servia todos e a cidade
Como isso hoje explica
No seu leito perecendo
E ninguém vê a sua súplica.
O meu rio de contos
De belezas naturais,
Era o mais bonito
De todos mananciais,
Hoje agonizando
Em coliformes fecais.
O rio água preta
Velho triste e doente,
Mesmo morrendo a míngua
Ainda serve humildemente,
Carregando dia e noite
O lixo de nossa gente.
O novo quando chega
O que tá vira passado,
É preciso evoluir
Mas que fique explicado,
Rio é como provérbio
Nunca fica ultrapassado.
Liko Lisboa.
Quando me faltar o respirar se extinguirá a minha excelência, então se fartará minha dor pelo teu amor...
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