Amo a Natureza

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A Insegurança que Tenta Ofuscar o Outro
Existe um lado sombrio em nossa própria natureza humana que precisamos encarar de frente: o medo do brilho alheio. Quantas vezes, movidos por uma insegurança disfarçada, tentamos apagar ou diminuir a vitória de quem está ao nosso lado? Fazemos isso porque o sucesso do outro, de certa forma, joga luz nas nossas próprias frustrações e naquilo que deixamos de realizar. Apagar o outro porque temos medo de que ele brilhe mais do que nós é o reflexo de um espírito que ainda não entendeu o seu próprio valor. O sol nasce para todos e a luz do seu próximo não diminui a sua. Quando aprendermos a aplaudir o crescimento alheio sem nos sentirmos ameaçados, descobriremos que o mundo é grande o suficiente para que todas as estrelas brilhem juntas.

Nossa existência é a evolução mais preciosa da natureza.viemos do pó, mas fomos dotados da capacidade de moldar o próprio destino, transformando o que era apenas areia em uma vida de propósito e significado.

Hipótese de James Richard


Um Modelo Filosófico sobre a Natureza do Espaço, do Nada e da Realidade


Princípio Fundamental


A Hipótese de James Richard parte de um único princípio:


Toda realidade observável depende de uma estrutura primordial. Nada pode existir independentemente dessa estrutura.


Essa estrutura primordial não é composta por matéria, energia ou qualquer elemento conhecido pela física. Ela representa o fundamento da existência, sendo a condição necessária para o surgimento do espaço, do tempo, das leis naturais e de tudo aquilo que pode ser observado ou medido.


Definição do Nada


Nesta hipótese, o "nada" não é uma entidade, uma substância ou um estado absoluto de inexistência.


O nada é definido como a ausência de matéria, energia e informação quantificável em uma determinada região da estrutura primordial.


Assim, quando uma região não contém qualquer conteúdo físico mensurável, ela pode ser descrita como vazia. Entretanto, a própria estrutura continua existindo. Portanto, o vazio não corresponde à inexistência da realidade, mas apenas à ausência de conteúdo.


A Estrutura Primordial


A estrutura primordial possui como propriedade intrínseca a capacidade de expansão.


Essa expansão não depende da presença de matéria ou energia, pois constitui uma característica da própria estrutura. À medida que ela se expande, novas regiões do espaço passam a existir. Inicialmente, essas regiões encontram-se sem conteúdo, podendo posteriormente receber matéria, energia ou informação.


Desse modo, o universo não se expande "sobre o nada". Ele amplia continuamente a própria estrutura que torna a existência possível.


A Natureza do Universo


O universo corresponde ao conjunto formado pela estrutura primordial e por todo o conteúdo existente em seu interior.


Toda matéria, toda energia, toda informação e todas as leis da natureza existem apenas porque estão contidas nessa estrutura. Consequentemente, nenhuma entidade física pode existir fora dela.


Os limites da estrutura representam também os limites da realidade física observável.


A Possibilidade de uma Realidade Externa


A hipótese não afirma que exista uma realidade além da estrutura primordial, mas admite essa possibilidade lógica.


Caso exista uma realidade externa, qualquer agente pertencente a esse nível superior não estaria submetido às leis físicas do universo interno. Por controlar a própria estrutura que sustenta a realidade, poderia modificar matéria, energia, espaço, tempo e até mesmo as leis naturais.


Sob a perspectiva dos observadores internos, tais intervenções seriam percebidas como eventos impossíveis ou milagrosos. Entretanto, para um agente externo, seriam apenas alterações em um sistema cuja estrutura fundamental está sob seu domínio.


Consequências Filosóficas


Da Hipótese de James Richard decorrem as seguintes proposições:


- O nada absoluto não é considerado uma realidade física, mas uma impossibilidade lógica dentro da hipótese.
- O espaço não depende da matéria para existir; a matéria depende do espaço estruturado para manifestar-se.
- O vazio representa apenas a ausência de conteúdo, jamais a ausência da estrutura fundamental.
- A existência precede qualquer manifestação material, pois a estrutura primordial é anterior à matéria, à energia e à informação.
- A realidade observável pode constituir apenas uma camada de uma realidade mais ampla.


Conclusão


A Hipótese de James Richard propõe uma distinção fundamental entre estrutura e conteúdo.


A estrutura primordial constitui a base permanente da realidade. A matéria, a energia, a informação e até mesmo o vazio são estados possíveis dentro dessa estrutura.


Assim, o universo deixa de ser compreendido como algo que surgiu do nada absoluto e passa a ser entendido como a manifestação dinâmica de uma estrutura primordial em expansão, onde o "nada" representa apenas a ausência de conteúdo quantificável, e não a inexistência da própria realidade.

"O HOMEM POR NATUREZA É MAL: CESARE BACCARIA, JURISTA ROMANO, ESCREVEU EM 1.764, O LIVRO : "DOS DELITOS E DAS PENAS", QUE SERVE DE BASE PARA O SISTEMA PRISIONAL (PUNIÇÕES), QUE VIGORA ATÉ HOJE" Ademar de Borba

Se entendêssemos um pouquinho mais sobre o poder da natureza, não precisaríamos de mais nada para sobreviver.

A natureza constrói e o homem destrói.

A natureza constrói em silêncio. O homem, muitas vezes, destrói sem pensar.

⁠O homem é tudo aquilo que ele percebe na natureza e guarda como verdade.

OS RESULTADOS, MUITAS VEZES, NÃO PRETENDEM PROVAR OBJETIVAMENTE A NATUREZA DAS EXPERIÊNCIAS.

A EXPERIÊNCIA SIMBÓLICA PODE SER SIGNIFICATIVA SEM QUE SUA NATUREZA ÚLTIMA SEJA DETERMINADA.

O amor mais puro é aquele que sangra sem criar rancor, porque a sua natureza é acolher, nunca destruir.

JÁ SOU TUA FÃ


Talvez a natureza, por um instante,
parasse só para contemplar
a beleza que você carrega
sem sequer perceber que sabe encantar.


Talvez qualquer olhar mais atento
encontrasse em você algo diferente,
mas eu tive a sorte de enxergar além:
a pessoa, a essência, a alma…
e foi aí que você me ganhou também.


Não vou negar:
teu corpo chama a minha atenção.
Seria impossível esconder
o que os olhos insistem em dizer
quando o coração começa a querer.


Mas a tua alma…
ah, essa é a minha parte favorita.


É nela que existe o mistério,
o encanto que não sei explicar,
aquilo que me faz querer conhecer
cada pedacinho seu
sem nenhuma pressa de chegar.


Então, se um dia você quiser,
deixa-me conhecer você por inteira.
Sem medo, sem roteiro,
sem precisar transformar sentimento em promessa.


Só deixa acontecer.


Deixa-me ficar por perto,
ser tua segunda a sexta-feira,
a conversa que chega sem motivo,
a companhia leve e verdadeira.


E, se aos finais de semana
você quiser dividir um pouco mais de você,
eu estarei por aqui também.


Não quero antecipar o destino,
nem escrever por nós duas o final.
Quero apenas descobrir, devagar,
se aquilo que parece tão bonito
pode ser ainda mais especial.


Eu quero ficar.
Quero permanecer,
mas sem pressa, sem cobrança,
sem pedir que você seja nada além
daquilo que já é.


Porque eu já sou tua fã.


E talvez o mais bonito de tudo
seja justamente isso:


eu não preciso saber onde vai dar
para gostar da vontade
de continuar.

Se eu
soubesse mais:
Por força
da natureza,
ainda seguiria confuso.

O PASSE À LUZ DE ALLAN KARDEC.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Natureza, Fundamentos, Limites e Equívocos Sobre Uma das Práticas Mais Conhecidas do Espiritismo.
Entre os diversos temas que cercam o movimento espírita, poucos despertam tantas dúvidas quanto o passe. Ao longo dos anos, surgiram métodos, nomenclaturas, gesticulações, técnicas e interpretações variadas que, muitas vezes, acabaram por obscurecer aquilo que realmente foi ensinado por Allan Kardec. Para compreender o passe com fidelidade doutrinária, é necessário retornar às obras fundamentais da Codificação Espírita e examinar cuidadosamente o que o Codificador efetivamente escreveu sobre a transmissão dos fluidos, o magnetismo e a ação curadora.
Antes de tudo, convém observar que a palavra "passe", tal como é utilizada atualmente nas casas espíritas, não aparece sistematicamente na Codificação. Contudo, os princípios que sustentam essa prática encontram-se amplamente desenvolvidos nas obras de Kardec por meio dos estudos sobre magnetismo, fluidos espirituais, mediunidade curadora e ação dos Espíritos sobre os encarnados.
O passe, na sua essência, pode ser definido como uma transmissão fluídica. Trata-se da ação pela qual determinados fluidos são dirigidos de um ser para outro que também deve contribuir positivamente e com objetivos de auxílio, equilíbrio, fortalecimento ou alívio. Não constitui milagre, magia, ritual religioso ou concessão sobrenatural. É, segundo Kardec, um fenômeno natural submetido a leis igualmente naturais, ainda que ainda desconhecidas pela ciência de sua época.
Em A Gênese, ao estudar os fluidos espirituais, Kardec ensina que a ação magnética pode ocorrer de três maneiras distintas.
A primeira ocorre pela atuação exclusiva do fluido do magnetizador. Nesse caso, a pessoa transmite seus próprios recursos fluídicos ao beneficiário.
A segunda ocorre pela ação direta dos Espíritos, independentemente da participação fluídica significativa de um encarnado.
A terceira, e mais importante para a compreensão do passe espírita, resulta da combinação entre o fluido humano e o fluido espiritual. Kardec denominou essa modalidade de magnetismo misto ou humano-espiritual. É justamente nessa categoria que se enquadra a prática do passe nas instituições espíritas.
O passista, portanto, não é um curador milagroso nem um indivíduo dotado de poderes excepcionais. Sua função assemelha-se muito mais à de um colaborador, um intermediário, um cooperador dos Bons Espíritos. Ele oferece seus recursos fluídicos e sua disposição moral para que a assistência espiritual possa agir com maior eficiência.
Essa compreensão elimina uma das maiores distorções existentes em torno do passe: a crença de que o poder estaria na pessoa que o aplica.
Kardec foi categórico ao afirmar que os fluidos não são independentes das condições morais daquele que os emite. Os pensamentos, sentimentos, intenções e tendências íntimas modificam profundamente a qualidade das emanações fluídicas. Assim, o orgulho, o egoísmo, a vaidade, a agressividade ou a malícia podem impregnar negativamente os fluidos humanos, enquanto a benevolência, a humildade, a caridade e a sinceridade contribuem para sua elevação.
Na Revista Espírita de setembro de 1865, Kardec destaca que os fluidos transmitidos pelos indivíduos sofrem influência direta do estado moral de quem os exterioriza. Já na edição de novembro de 1866, enfatiza que a depuração íntima constitui uma das condições fundamentais para os que desejam trabalhar na assistência fluídica.
Essa observação possui enorme importância doutrinária.
Significa que o verdadeiro preparo para o passe não consiste apenas em estudar técnicas. O essencial é o esforço permanente de renovação moral. Quanto mais elevado o sentimento, mais harmoniosa tende a ser a natureza dos fluidos colocados em circulação.
Não é sem motivo que os Espíritos superiores ensinam repetidamente que a autoridade moral vale mais que qualquer recurso exterior. sob a ótica kardeciana. Pequenos comportamentos, quando não esclarecidos, podem acabar sendo interpretados como requisitos espirituais, técnicas especiais ou procedimentos indispensáveis, gerando tradições que, com o passar do tempo, se cristalizam sem qualquer fundamento doutrinário.
Como exemplo citamos, a atitude da respeitável senhora de retirar as chinelas antes de aplicar o passe pode ser perfeitamente natural e humana. Talvez seus pés estejam inchados, doloridos, sensíveis ao calor ou ao tempo prolongado em pé. Talvez ela simplesmente encontre maior conforto físico dessa forma. Nada há de errado nisso.
Entretanto, o problema surge quando observadores menos experientes, especialmente os recém-chegados à Casa Espírita, passam a atribuir significado espiritual ao gesto.
Alguém pode concluir silenciosamente:
— "Ela tira os calçados para descarregar energias."
Outro poderá pensar:
— "Os fluidos passam melhor pelos pés descalços."
Um terceiro poderá imaginar:
— "Esse é um procedimento utilizado pelos trabalhadores mais experientes."
E assim, sem má-fé de ninguém, nasce uma crença.
Mais tarde, essa crença pode transformar-se em costume.
Depois, o costume pode adquirir aparência de regra.
Por fim, a regra acaba sendo vista como princípio doutrinário.
Foi exatamente contra esse mecanismo que Allan Kardec tantas vezes advertiu. Em suas obras, encontramos constante preocupação em distinguir os princípios fundamentais do Espiritismo das práticas particulares adotadas por pessoas ou instituições.
A função da direção doutrinária de uma Casa Espírita não é vigiar gestos inocentes nem constranger trabalhadores idosos ou enfermos. Pelo contrário, deve acolhê-los com carinho e respeito. Mas cabe-lhe exercer permanente vigilância educativa para impedir que hábitos pessoais sejam confundidos com ensinamentos espíritas.
Uma orientação discreta poderia ser suficiente.
Sem expor a senhora.
Sem criar constrangimento.
Sem transformar algo simples em problema.
Em estudos, reuniões de trabalhadores ou esclarecimentos aos frequentadores, pode-se explicar que:
O passe não depende de roupas especiais, posição do corpo, pés descalços, movimentos específicos das mãos ou qualquer ritual exterior. Eventuais atitudes individuais decorrem de necessidades pessoais, conforto físico ou hábitos particulares, não constituindo normas da Doutrina Espírita.
Essa postura preserva simultaneamente dois valores importantes:
A caridade para com a trabalhadora, respeitando sua idade e suas limitações físicas.
A pureza doutrinária, evitando que observações equivocadas gerem superstições futuras.
A história do movimento espírita demonstra que muitos dos chamados "mistérios" nasceram justamente de interpretações apressadas de atos que, originalmente, eram apenas circunstâncias pessoais. Um lenço usado por alguém, uma cadeira específica, uma prece repetida, um gesto das mãos, um copo d'água colocado em determinado local, tudo isso pode adquirir, na imaginação humana, uma importância que jamais possuiu em sua origem.
O método kardeciano recomenda sempre perguntar:
"Isto é uma necessidade humana ou um princípio doutrinário?"
Se for necessidade humana, merece respeito.
Se for princípio doutrinário, deve encontrar apoio nas obras fundamentais.
Essa distinção simples protege a Casa Espírita da ritualização e conserva a simplicidade que caracterizou o Espiritismo desde os seus primórdios.
Como ensina Kardec, o valor do passe não está nos pés calçados ou descalços, nas mãos abertas ou fechadas, nos movimentos lentos ou rápidos. O essencial encontra-se na vontade de servir, na qualidade dos fluidos transmitidos e na assistência dos Bons Espíritos.
Todo o resto pertence ao campo das circunstâncias humanas, que merecem compreensão, mas não veneração.
Sob essa ótica, o passe não é uma demonstração de poder, mas um exercício, de serviço.
Não é um privilégio.
Não é um título.
Não é uma posição hierárquica.
É uma oportunidade de auxílio fraterno.
Outro aspecto frequentemente mal compreendido diz respeito às técnicas de aplicação.
Atualmente encontram-se diversas classificações: passe longitudinal, transversal, dispersivo, concentrador, cruzado, de sustentação, de limpeza, entre outras denominações.
Contudo, quando examinamos rigorosamente a Codificação, verificamos que Allan Kardec jamais estabeleceu qualquer dessas técnicas como norma doutrinária.
Em nenhum ponto de O Livro dos Médiuns, A Gênese, Obras Póstumas ou da Revista Espírita encontramos prescrições determinando que determinados movimentos das mãos produzam necessariamente efeitos específicos.
A razão é simples.
Para Kardec, os fluidos são dirigidos primordialmente pelo pensamento e pela vontade.
O movimento físico constitui elemento secundário.
Em A Gênese, Kardec explica que os Espíritos manipulam os fluidos por meio do pensamento, da mesma forma que os homens manipulam objetos materiais pelas mãos. O pensamento funciona como força orientadora, modeladora e direcionadora da substância fluídica.
Consequentemente, não existe fundamento doutrinário para afirmar que determinado gesto seja indispensável à eficácia do passe.
Se um movimento auxiliar favorece a concentração do passista, pode ser utilizado como recurso pessoal. Entretanto, não pode ser elevado à condição de princípio doutrinário obrigatório.
O mesmo raciocínio aplica-se ao chamado passe transversal, longitudinal ou qualquer outra classificação surgida posteriormente.
Tais sistemas pertencem principalmente ao campo experimental do magnetismo e das práticas desenvolvidas após a Codificação.
Podem constituir hipóteses de trabalho.
Podem representar experiências particulares.
Podem até apresentar resultados observados por determinados grupos.
Mas não integram o corpo doutrinário codificado por Kardec.
O critério kardeciano permanece sempre o mesmo:
Está nas obras fundamentais ou trata-se de elaboração posterior?
Se for elaboração posterior, merece respeito como experiência humana, mas não deve ser confundida com princípio espírita universal.
Questão semelhante surge em relação ao chamado passe de assopro.
Historicamente, o uso do sopro remonta às práticas magnetistas do século XIX. Muitos magnetizadores acreditavam que a insuflação poderia concentrar, estimular ou dispersar fluidos.
Kardec conhecia essas experiências e não negava a possibilidade de ação magnética através do sopro. Todavia, jamais transformou essa prática em requisito do Espiritismo.
O que realmente importa, segundo a visão kardeciana, não é o instrumento utilizado, mas a qualidade da ação fluídica produzida.
Pode haver transmissão pelo olhar.
Pode haver transmissão pela palavra.
Pode haver transmissão pela imposição das mãos.
Pode haver transmissão pelo pensamento.
Pode haver transmissão pelo sopro.
Nenhum desses meios possui virtude própria.
Todos são apenas veículos.
O elemento essencial permanece sendo a vontade dirigida ao bem, a qualidade dos fluidos emitidos e a assistência dos Bons Espíritos.
Quando um gesto exterior passa a ser considerado indispensável ou dotado de eficácia própria, corre-se o risco de transformar um fenômeno natural em ritual.
E foi justamente contra a ritualização que Kardec tantas vezes advertiu.
O Espiritismo nasceu para libertar o pensamento das superstições, não para criar novas.
Por essa razão, o passe espírita autêntico deve ser simples.
Sem fórmulas sacramentais.
Sem palavras mágicas.
Sem objetos especiais.
Sem gestos obrigatórios.
Sem teatralizações.
Sem personalismos.
Sem comercialização.
A força do passe não reside nas aparências.
Reside na ação dos fluidos sob a direção da inteligência e da vontade.
Reside na sintonia com os Bons Espíritos.
Reside na sinceridade do sentimento.
Reside no esforço moral de quem serve.
Sobretudo, reside na submissão às leis divinas que governam as relações entre Espírito, perispírito e matéria.
Assim, a posição de Allan Kardec sobre o passe pode ser resumida em alguns princípios fundamentais:
O passe possui fundamento legítimo dentro da Doutrina Espírita.
Trata-se de uma transmissão fluídica natural.
Pode ocorrer pela ação humana, espiritual ou pela combinação de ambas.
A qualidade moral do agente influencia a natureza dos fluidos transmitidos.
O pensamento e a vontade são fatores essenciais.
Não existem técnicas obrigatórias estabelecidas pela Codificação.
Gestos e movimentos são secundários.
Não há poderes miraculosos no passista.
O auxílio dos Bons Espíritos desempenha papel decisivo.
Toda ritualização deve ser evitada.
À luz de Kardec, portanto, o passe não é uma cerimônia. É um ato de fraternidade.
Não é um privilégio reservado a alguns. É uma forma de cooperação no bem.
Não é uma prática mágica. É uma aplicação das leis naturais que regem o intercâmbio fluídico entre os seres.
Quanto mais simples, sincero e moralmente elevado for o trabalhador, mais próximo estará do espírito da Codificação.
Porque, em última análise, o verdadeiro passe não nasce das mãos.
Nasce da alma.

Fontes:
A Gênese.
O Livro dos Médiuns.
Obras Póstumas.
Revista Espírita.
Estudos históricos sobre magnetismo e transmissão fluídica no século XIX.
Análises doutrinárias de instituições kardecianas sobre a distinção entre Codificação Espírita e práticas posteriores.

"O amanhecer é a resposta silenciosa da Natureza a todos os desesperos da noite."

Dentro das paredes escuras, o ralo absorve os resquícios da natureza humana. O equilíbrio entre a vida e a morte traduz-se em traços de bisturi frio e afiado.
​Nuances da escuridão são frutos da própria noite; o trabalho árduo e cru torna-se o tempero da nova equipe. As ferramentas parecem nunca parar. Olhares de desdém cruzam o ar podre e sem vida, onde a beleza termina e a riqueza perde todo o valor — pois quem construiu aquela vida jamais teve a devida importância.
​Diante das ofensas, resta apenas a resposta automática: "Obrigado pela preferência". Nada mais. Sem somar, sem diminuir. O último banho. O último suspiro capturado num olhar frio, mas envolto em dignidade — afinal, ali, ninguém é melhor do que ninguém.
​Quando a serra corta os ossos e o corpo é reduzido a pó, o único murmúrio que se ouve é: "Já acabou... já estava se desmanchando".
​Enquanto isso, em uma sala fechada, os vivos cobiçam os bens. O que realmente importa para eles reduz-se à última bebida e à despedida formal. Olhares gélidos, carros importados e um vazio imenso no peito. O universo observa pela janela: as pessoas só se lembrarão até que a própria hora chegue. Elas se tornam parte dessa mesma poeira, trocando os mesmos olhares frios, servindo de motivo para brigas num momento de partida.
​E depois de tudo terminado, resta apenas o filme que passa na mente: a lembrança da alegria de viver e a nostalgia de um sonho familiar.

A sociedade é como ainda é como a natureza, alguns são predadores e outros são presas; qual desses você é?

" Respeite o ciclo da natureza. Afinal, cada praga morre em sua fase. O momento atual é das pestes. Em breve, o pé da amoreira dará amora."

Respeite o ciclo da natureza
Afinal, praga morre por fase.

A serpente conhecendo a natureza curiosa do ser humano e sua especial atração pelo proibido disse: "coma não morrerás"