Amizade entre Irmãos
"Com tantas pessoas legais, manter amizade com quem não gosta de você é só para quem quer ir para o Paraíso.”
Certa vez em um momento marcante, abençoado, dentro de um passado recente, valoroso, uma amizade muito imponente, um tesouro de Deus na terra, do tipo que não se encontra com facilidade entre um guerreiro persistente e uma jovem bela e talentosa, que compartilhavam da mesma fé e do apreço sincero pela música.
Eles não se viam com tanta frequência, até tiveram seus caminhos afastados, entretanto, um continuou sendo uma grande bênção na vida do outro, boas conversas, sábios conselhos, várias risadas, gratos e inesquecíveis momentos, talvez também, algumas lágrimas de sofrimentos e de felicidades, um vívido entrosamento.
Num dia imprevisível, aquele guerreiro depois de lutar bravamente e de uma maneira sábia, em certo ponto, uma luta silenciosa, por não querer preocupar aqueles que amava, inclusive, a sua amiga talentosa, encerrou seu bom combate, pois aprouve a Deus tê-lo por perto, lá no céu, prova da sua grandiosa Bondade.
Muito provavelmente, um choro triste inevitável começou a chover dos olhos dela, entretanto, eu creio que o conforto do Senhor foi a seu encontro de imediato, considerando, que não desconfia do seu imenso Amor, nem do seu distinto discernimento, além do fato do seu precioso amigo ter sido forte e corajoso até o seu último momento.
Parte dele continuará com ela, presente no seu coração e nos seus pensamentos, gosto de imaginar que em certas ocasiões, tocada pela saudade, estará louvando, expressando o dom da sua musicalidade através de algumas teclas ou do seu lindo canto, então, sentirá que ele está próximo como se tivesse descido dos céus para vê-la se apresentando.
O fim de uma boa amizade nem sempre é uma ruptura dramática, às vezes ela acontece como uma erosão silenciosa. Quando o vínculo deixa de ser recíproco, as justificativas passam a ocupar o lugar da presença, e aquilo que antes era amizade passa a existir apenas como memória.
Aceitar.
Chega um momento em que insistir na amizade deixa de ser uma tentativa de preservá-la e passa a ser uma recusa em aceitar que ela mudou.
Aceitar o fim de uma amizade não significa negar o que ela foi. Significa compreender que o passado não tem obrigação de continuar sendo presente.
Algumas pessoas foram importantes em determinado momento de nossa vida, e isso não se torna menos verdadeiro porque deixaram de estar presentes. O valor de uma relação não depende necessariamente de sua duração.
Por isso, talvez seja possível lamentar sem ressentimento. Sentir falta sem exigir retorno. Reconhecer a importância sem continuar implorando pela presença.
E, sobretudo, aceitar que uma amizade precisa de duas pessoas dispostas a permanecer.
Não lamento ter tentado preservar o que um dia foi importante. Lamento apenas ter descoberto que, em algum momento, a tentativa deixou de ser compartilhada.
Quando somente um tenta.
Uma amizade pode sobreviver à distância; dificilmente sobrevive à falta de reciprocidade. Quando apenas uma pessoa procura, pergunta, insiste e tenta preservar o vínculo, aquilo que deveria ser encontro começa a se transformar em insistência.
É estranho lutar sozinho por uma relação que deveria ser construída por dois. Mais estranho ainda é perceber que, enquanto uma pessoa procura maneiras de aproximar-se, a outra parece encontrar cada vez mais razões para permanecer distante.
Talvez seja esse o momento em que precisamos reconhecer uma verdade incômoda: não se pode sustentar indefinidamente uma amizade com a vontade de apenas uma das partes.
E, quando isso acontece, a pergunta deixa de ser “como recuperar essa amizade?” e passa a ser “por que somente eu ainda estou tentando recuperá-la?”.
A Descoberta.
Talvez a dor de perder uma amizade não esteja propriamente em perdê-la, mas em descobrir que você já a havia perdido enquanto ainda tentava preservá-la.
Há relações que continuam existindo apenas porque alguém se recusa a admitir que já terminaram. Continuamos procurando, mandando mensagens, tentando conversar, criando oportunidades para reencontrar aquilo que existia antes.
Até que percebemos que a relação já não está sendo construída no presente, mas apenas lembrada.
E talvez essa seja a parte mais dolorosa: descobrir que aquilo que você imaginava ser uma história compartilhada pode ter se transformado em uma história que apenas você ainda estava tentando escrever.
O mais triste não é perceber que alguém se afastou. É perceber que você foi o único tentando diminuir a distância.
A verdadeira amizade implica também um esforço cordial por compreender as convicções dos nossos amigos, mesmo que não cheguemos a partilhar nem aceitá-las.
Nunca permitas que cresça a erva ruim no caminho da amizade: sê leal.
Não faço questão de ser sociável, amizade não se ganha se conquista da mesma maneira que se perde se não houver respeito e sinceridade! Não espere menos que isso de mim!
Não faço questão de ser sociável, amizade não se força, se conquista. Desse modo cada um tem de mim exatamente aquilo que cativa. Questão de princípios. Só não permito me diminuir. Tenho maturidade pra entender que, não sou melhor do que ninguém, mas sei exatamente o meu valor!
Que seu dia venha embalado na paz e alegria
adornado com o laço da nossa amizade.
Recheado daquelas boas surpresas
que sempre nos trazem sorrisos
e a felicidade... do viver
Amizade
“Amizade não se faz,
se constrói.
Amizade não se tem,
se mantém.
Amizade com paz,
não destrói.
Amizade é estar bem
com seu bem”
O ciúme na amizade é uma chama silenciosa, diferente do ciúme amoroso, mas igualmente intensa. Ele nasce quando o coração teme perder espaço, quando a presença de outro amigo parece ameaçar o lugar que acreditávamos ser único. É como uma sombra que se insinua entre risadas e confidências, transformando a leveza da amizade em uma disputa invisível.
Na amizade, o ciúme é o desejo de exclusividade, a vontade de ser o porto seguro, o primeiro chamado, o abraço preferido. É a criança interior que ainda quer ser escolhida sempre, que teme ser deixada de lado. Mas, ao mesmo tempo, é um reflexo da insegurança: não é o amigo que nos falta, mas a confiança em nós mesmos que se fragiliza.
Esse ciúme pode corroer laços, transformar companheirismo em competição, e fazer da amizade uma prisão em vez de liberdade. Porém, quando reconhecido, ele se torna um espelho: mostra nossas carências, revela o quanto precisamos aprender a dividir, a aceitar que o amor e o afeto não se esgotam, mas se multiplicam.
Amadurecer na amizade é compreender que não há hierarquia no afeto, que cada vínculo é único e insubstituível. É confiar que a presença do outro não diminui a nossa, mas amplia o círculo de cuidado e pertencimento. O verdadeiro amigo não se mede pela exclusividade, mas pela constância: aquele que permanece, mesmo quando o mundo se abre em muitas direções.
Tatianne Ernesto S. Passaes
O amor que se torna amizade é uma travessia silenciosa, mas carregada de eternidade. Ele não se apaga, não se dissolve no esquecimento, mas se reinventa em outra forma de presença. No início, o amor é vertigem: é o encontro que acelera o coração, a urgência de estar junto, o desejo que não conhece limites. É chama que consome, é tempestade que arrasta, é promessa de infinitude. Mas o tempo, com sua sabedoria paciente, mostra que nem sempre a intensidade pode ser sustentada. O que permanece, então, é a essência — e essa essência, quando verdadeira, se transmuta em amizade.
Essa metamorfose não é perda, mas conquista. O que era paixão se torna confiança; o que era desejo se torna cuidado; o que era promessa se torna memória viva. A amizade que nasce do amor carrega uma densidade única, porque conhece os segredos, os silêncios, os abismos e as alturas. É uma amizade que não se constrói apenas no cotidiano, mas que guarda em si a lembrança de um encontro que já foi maior do que a vida.
Há uma filosofia profunda nesse processo: compreender que os vínculos humanos não precisam se romper para mudar. O amor não desaparece, apenas muda de forma, como a água que deixa de ser rio para repousar como lago. Continua a ser água, continua a ser essência, mas agora habita outra paisagem. Já não corre com velocidade, mas reflete o céu com serenidade. É permanência, é horizonte, é eternidade.
E há também uma poesia nessa transição. Amar e depois ser amigo é reconhecer que a intensidade não é a única medida da verdade. É perceber que o amor não precisa sempre arder para existir — às vezes, basta iluminar. E nessa luz tranquila, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser paixão, continua a ser presença. Ele se torna companheirismo, cuidado, memória viva. Ele se torna amizade.
No fundo, o amor que se torna amizade é uma vitória contra o esquecimento. Ele prova que os encontros autênticos não se desfazem: apenas se reinventam. E nessa reinvenção, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser chama, continua a ser calor. Não como incêndio que consome, mas como brasa que sustenta. Não como tempestade que assusta, mas como horizonte que acolhe.
Assim, o amor que se torna amizade é mais do que uma transformação: é um testemunho de que nada do que é verdadeiro se perde. Apenas se transforma. E nessa transformação, encontramos talvez a forma mais pura de eternidade: quando o amor escolhe sobreviver em outra forma, não como paixão que devora, mas como amizade que permanece.
Quero acreditar
que você está
Em segurança,
porque a nossa
amizade, fé e amor
Por nossa gente
nunca arredarão,
A minha poesia
a embalar
A preocupação
virou escândalo
Sem reverso,
quer o fim
Do pesadelo,
faz jus a história
E tem a esperança
que tudo o quê não
Queremos passará,
e ao teu caminho
Você regressará.
A amizade esconde
o amor em segurança,
sob a Lua Crescente
em Rodeio por aqui
no Médio Vale do Itajaí
para que nada atrapalhe
o paraíso que será um
refúgio para a temperança,
e quando esse momento
chegar tudo será uma celebração
com um único sentimento.
Eu te amo muito mais
do que você pode imaginar,
e além das segundas
intenções sedutoras,
espero que, em vez de amizade,
seus olhos leiam amor
todas as vezes que eu chamar
a sua atenção para que você
me ame e não mais demore.
Não existiria amizade se você soubesse aquilo que os teus"amigos" falam de você na tua ausência.
Do Álbum: TALARICA SEM VERGONHA
Sim_
Marcélio Oliveira
🤣😆
Gabiróba, o sapinho mochileiro acreditava que a amizade era uma rocha que se projetava no mar de magias do antigo reino sapo. Ele ria dessa ideia e dizia que se tivesse o poder de impedir as ondas desse mar de partir para o oceano de dúvidas impediria. Pois com elas o medo avançava ano a ano sobre a terra fértil da sua limitada mente sapo desde que chegara nessa estrada sem fim que é a vida de quem é ansioso como um noivo espera que encontre o sentido, e que ele seja bom e generoso.
Gabiroba via a terra, a boa terra da esperança se desmanchar no atrito das ondas do mar de dúvidas, via os longos braços de areia áspera e alcalina que segurava na praia a fúria do oceano de raivas. Quando o brilho do sol partia na tarde vermelhada ele contemplava a paisagem brilhante dourada do futuro e se animava a fazer uma caminhada para alcança-lo. O céu iluminado pela lua brilhava nas águas salgadas e refletia toda sua história de pérolas e jóias de uma vida predestinada a ser um simples sapo mochileiro nesse universo de sapaiadas, desde o dia em que sua mãe sapa anunciou: "Estou grávida". Assim nascia Gabiroba, o sapinho mochileiro trazendo em seus pensamentos um universo mágico de valiosas jóias que jamais seriam usada, seus olhos eram como pedras estreladas refletidas pelo brilho do céu escurecido da noite calma, mas acordou na chuva e eles pareciam opacos sem brilho, desde que as dúvidas começaram a percorrer o seu caminho.
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