Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue
E se o medo de tentar ser forte para não nos descobrir Feitos de Dúvidas, fomentar a comercialização das certezas por aí?
Não há mau comportamento de um que possa ser tomado por indulgência poética para relativizar o do outro.
Ainda assim, é exatamente isso que fazemos, quase por instinto.
Criamos metáforas generosas para os erros de quem nos convém defender e reservamos o rigor nu e cru para os deslizes de quem já decidimos condenar.
Transformamos falhas morais em “contextos”, agressões em “reações”, incoerências em “complexidades humanas”.
E, assim, vamos esculpindo versões mais palatáveis daquilo que, em sua essência, permanece inalterado.
O problema não está apenas no erro em si, mas na régua elástica que utilizamos para medi-lo.
Quando a ética deixa de ser princípio e passa a ser instrumento, ela já não orienta — apenas justifica.
E uma ética que serve para justificar tudo, no fundo, não sustenta nada.
Há um conforto quase sedutor em relativizar.
Ele nos poupa do desconforto de admitir que, às vezes, estamos do lado errado — ou, pior ainda, que não existe um “lado certo” tão nítido quanto gostaríamos.
Mas essa indulgência seletiva cobra um preço alto: ela corrói a coerência e, aos poucos, dissolve a credibilidade de qualquer discurso moral.
Se o erro de um é sempre suavizado pela indulgência poética, enquanto o do outro é amplificado pela indignação seletiva, o que resta não é justiça — é conveniência.
E a conveniência, quando travestida de consciência, se torna uma das formas mais silenciosas de desonestidade.
Talvez o verdadeiro exercício de maturidade não esteja em apontar culpados, mas em sustentar critérios.
Em reconhecer que o desconforto da coerência é, muitas vezes, mais honesto do que o alívio da parcialidade.
Porque, no fim, não é o erro do outro que nos define — é a forma como escolhemos interpretá-lo.
O mais trágico não é ser insensível, é acreditar que todos ao redor
também são.
A insensibilidade, por si só, já empobrece as relações humanas.
Ela nos torna menos atentos à dor, às necessidades e às alegrias de quem compartilha o caminho conosco.
Mas existe algo ainda mais perigoso: transformar a própria frieza em uma régua para medir o coração de todos os outros.
Quando alguém acredita que ninguém se importa, passa a agir como se a empatia fosse uma ilusão.
Desconfia dos gestos de bondade, interpreta o silêncio como indiferença e a gentileza como interesse.
Aos poucos, deixa de enxergar pessoas e passa a enxergar apenas intenções ocultas.
O mundo certamente abriga egoísmo, vaidade e indiferença.
No entanto, também está repleto de gente que ajuda sem esperar reconhecimento, que sofre com a dor alheia, que estende a mão quando ninguém está olhando.
Essas pessoas existem, mas se tornam invisíveis para quem já decidiu que todo coração bate no mesmo ritmo da própria insensibilidade.
Projetamos nos outros aquilo que carregamos dentro de nós.
Quem cultiva compaixão costuma perceber mais humanidade ao seu redor.
Quem alimenta apenas o cinismo acaba encontrando razões para confirmá-lo em toda parte.
Talvez a maior demonstração de maturidade seja compreender que as nossas limitações não definem a natureza humana.
O mundo não é um espelho perfeito de quem somos.
E, felizmente, ainda existem pessoas capazes de sentir o que muitos insistem em negar: que a empatia continua sendo uma das forças mais transformadoras da vida.
Não há
assuntos tão espinhosos que não possam ser debatidos;
há pessoas difíceis.
O problema, muitas vezes, não está na delicadeza do tema, mas na incapacidade de algumas pessoas de conviver com aquilo que contraria suas certezas.
Há assuntos que exigem cuidado, maturidade e até coragem para serem colocados à mesa.
Mas nenhum deles se torna realmente impossível enquanto houver disposição para ouvir, argumentar e reconhecer que o outro também pode ter razões.
O que torna uma conversa árdua não é necessariamente a controvérsia.
É o orgulho de quem transforma opinião em identidade, discordância em ofensa e questionamento em ameaça.
Para essas pessoas, debater não significa buscar entendimento; significa vencer.
E, quando a vitória se torna mais importante que a verdade, qualquer diálogo degenera em disputa.
Há quem confunda firmeza com intransigência e liberdade de expressão com licença para não escutar.
Há também quem só aceite o diálogo quando o resultado já está previamente decidido.
Nesse ambiente, até a pergunta mais honesta pode ser recebida como provocação, e a ponderação mais cuidadosa, como afronta.
Talvez por isso seja tão importante distinguir um assunto difícil de uma pessoa difícil.
O primeiro pode ser enfrentado com argumentos, conhecimento e serenidade.
A segunda exige limites.
Porque diálogo é uma via de mão dupla: pressupõe que ambos estejam dispostos não apenas a falar, mas também a serem afetados pelo que ouvem.
Não precisamos concordar para conversar.
Nem precisamos gostar da opinião alheia para respeitá-la.
E não precisamos transformar toda divergência em uma batalha moral.
Algumas conversas, quando terminam, não produzem consenso — produzem compreensão.
E isso já é o bastante.
Afinal, assuntos espinhosos podem ser desarmados pela inteligência e pela boa-fé.
Pessoas difíceis, porém, às vezes só se tornam possíveis quando aprendemos a não permitir que a dificuldade delas determine a qualidade da nossa própria postura.
Certamente
o Papa Leão XIV não é o que todos queriam, mas pode ser o que a Igreja precisava.
Uma parcela assustadora de pessoas que se rotulam cristãs, em vez de se adequarem à igreja, insiste em querer adequá-la a elas.
São os seletivos defensores da liberdade de expressão e religiosa, pois só defendem a liberdade dos que pensam, endossam ou replicam o que eles pensam.
Querem um Papa, mas que atenda aos seus caprichos, não ao propósito da igreja.
Se rotulam conservadores, quando, na verdade, não passam de intolerantes.
Já era esperado que o produto mais extremista da polarização assim reagisse…
Não à toa rascunharam e ensaiaram narrativas e teorias conspiratórias.
Na primeira oportunidade, acusarão a igreja de racismo por não escolher o tão desejado e favorito cardeal conservador negro…
Depois tumultuarão o Vaticano…
Tentarão desacreditar a chaminé da Capela Sistina…
Irão para as portas das paróquias, santuários e basílicas pedir revisão da fumaça, código-fonte e voto impresso…
Vão orar para castiçais…
Depois vão depredar a Basílica de São Pedro.
Sem se esquecerem de passar batom no Sacrário…
Feito isso, criarão narrativas para pedir indulgências plenárias para os supostos inocentes, a pretexto velado de salvarem a própria pele.
E por aí vai…
E viva o “conservadorismo”!
Só não somos mais felizes porque queremos ser mais felizes que os outros — e eles não são tão felizes quanto demonstram.
Talvez uma das principais armadilhas da felicidade seja transformá-la em competição.
A gente olha para a vida do outro e imagina que ele chegou a um lugar onde nós ainda não conseguimos chegar.
Vemos a viagem, o sorriso, a casa, o relacionamento, o sucesso, as conquistas… e, sem perceber, começamos a medir a nossa vida pela régua de uma realidade que conhecemos apenas pela aparência.
Queremos ter mais.
Viver mais.
Conquistar mais.
Ser mais admirados.
E, principalmente, queremos que a nossa felicidade seja maior do que a felicidade de quem está ao nosso lado.
Mas existe uma ironia nisso tudo: muitas vezes, estamos competindo para vencer uma disputa que ninguém realmente está disputando.
Porque quase ninguém mostra suas inseguranças na mesma proporção em que mostra suas conquistas.
Poucos fotografam a solidão, a dúvida, o medo, as noites mal dormidas, os conflitos dentro de casa ou o vazio que aparece quando todos vão embora.
A vitrine quase nunca revela o estoque verdadeiro.
Talvez aquela pessoa que você imagina ter uma vida perfeita também olhe para você pensando que a sua vida é melhor que a dela.
E assim passamos boa parte da existência desejando a felicidade que imaginamos que os outros possuem, enquanto eles fazem exatamente a mesma coisa conosco.
É um desperdício silencioso.
Porque a felicidade deixa de ser uma experiência e passa a ser uma comparação.
Se o outro tem, eu preciso ter também.
Se o outro viajou, preciso viajar.
Se o outro prosperou, preciso prosperar mais.
Se o outro parece realizado, preciso provar que também estou.
E, nessa busca, esquecemos uma coisa essencial: felicidade não é um pódio.
Não existe primeiro lugar.
A felicidade de alguém não diminui a nossa.
O sucesso do outro não é um fracasso nosso.
A beleza de uma vida diferente da nossa não torna a nossa vida menos valiosa.
Talvez sejamos mais felizes quando deixamos de perguntar:
“Estou melhor ou pior que os outros?”
E começamos a perguntar:
“Estou vivendo de acordo com aquilo que realmente importa para mim?”
Porque, no fim, a vida não precisa parecer extraordinária para ser profundamente boa.
Às vezes, felicidade é uma conversa sem pressa...
É ter alguém para ligar.
É dormir em paz.
É poder voltar para casa.
É rir de coisas simples.
É não precisar provar nada para ninguém.
Talvez a verdadeira liberdade seja justamente essa: não precisar que a nossa vida pareça melhor do que a vida de ninguém.
Quando paramos de competir pela felicidade, descobrimos que já havia muito dela por perto.
E talvez seja esse o paradoxo:
Não somos infelizes porque temos pouco.
Muitas vezes, somos infelizes porque olhamos demais para o que os outros parecem ter.
No dia em que compreendermos que quase todos estão apenas tentando parecer bem enquanto enfrentam suas próprias batalhas, a comparação perde força.
E sobra espaço.
Espaço para agradecer.
Para viver.
Para ser quem somos.
Sem plateia.
Sem disputa.
Sem precisar ser mais Feliz que ninguém.
É difícil ser amargo quando se é doce.
A doçura não é um comportamento que se veste conforme as circunstâncias; é uma natureza. Quem é doce por essência pode endurecer a postura, mas raramente endurece o coração. Pode aprender a dizer "não", a partir, a proteger-se, mas sem perder aquilo que o define.
É difícil ser amargo quando a alma foi feita para espalhar leveza. Porque a essência sempre encontra um jeito de falar mais alto do que as feridas.
"Não espere o momento perfeito para ser feliz. O hoje é a única certeza que temos; agarre as oportunidades e faça valer a pena cada segundo."
— Anjinha Sensual
Exagere...
Na gratidão, nos sorrisos e nos abraços.
Não espere o momento perfeito para ser feliz.
O hoje é a única certeza que temos;
agarre as oportunidades e faça valer a pena cada segundo.
Um dia me disseram que o maior feito de um professor é ser esquecido. Esquecido o motivo, não a presença. Esquecida a data da prova, não a sensação de alívio ao entregar a folha. Esquecido o conteúdo exato da matéria, mas jamais o timbre da voz que disse confiar num aluno que às vezes nem tinha essa confiança dentro de casa. Ser professor é, de fato, virar memória afetiva. É instalar-se na alma do outro como uma mobília invisível. Ninguém aponta para o peito e diz: “Devo minha felicidade àquela aula de história do dia 15 de maio”. Não. A gratidão é mais sutil, mais entranhada. É um tempero. O aluno se transforma e, anos depois, não saberá dizer onde começou a metamorfose, mas o professor estava lá, no casulo. Nas minhas palestras para professores, eu sempre ressalto essa herança, esse valor que não cabe no holerite. A gente nunca pode esquecer o nosso tamanho, mesmo quando tentam nos diminuir. É uma profissão de solidão assistida. Os pais podem não valorizar, afobados em educar os filhos para o sucesso, esquecendo-se do ser. O poder público pode não valorizar, míope, preocupado com as estatísticas que apagam os indivíduos. A sociedade pode não valorizar, com sua pressa e sua idolatria ao que é instantâneo. Mas um professor... ah, um professor sempre saberá reconhecer a importância de outro professor. É um reconhecimento de trincheira. Um olhar cúmplice que atravessa o pátio da escola e diz tudo. Um professor vê no outro a voz rouca no fim do dia, a mancha de caneta nos dedos, a paciência remendada com afeto, a esperança teimosa de acreditar num futuro bom. Dos futuros que carrega no coração. Porque ser professor é ser um artesão do tempo. É ter a coragem de ser a ponte. E é no olhar de quem escolheu no presente a tarefa de explicar o passado, que mora o brilho inconfundível desse futuro que muitos nem sabem que desejam. Feliz dia do professor.
Edgard Abbehusen, escritor, pedagogo e palestrante.
A verdade processual não pode ser construída pela supressão das garantias que tornam legítima sua própria busca.
Não romantize o quê não é para ser,
a nossa ânsia romântica mal administrada pode ser o nosso próprio cálice cheio de veneno.
Quem realmente quer algo sério com você estuda a sua personalidade para agir com tato redobrado ao seu respeito porque quem ama não machuca a alma e não fere o teu corpo e em hipótese alguma.
Quem ama você se preocupa que numa conversa não haja danos, não te desrespeita quando vocês estão a sós ou em público.
Quem ama sempre se esforça em dar respostas imediatas, não te deixa de molho e faz um esforço para manter
o diálogo vivo.
Quem ama não te deixa perceber que está olhando ao redor porque de fato não está olhando ao redor; e se for excessivamente uma pessoa de atitudes pouco espontâneas cedo
ou tarde se tiveres calma perceberá
os sinais que a pessoa é hipócrita.
Não romantize o quê não é para ser porque a nossa energia romântica desperdiçada pode afetar o nosso amor próprio e até a chance de você encontrar um relacionamento saudável com uma pessoa que tenha os mesmos objetivos que os teus.
Os nossos laços de afeto
comos nossos e para com
a nossa Nação não podem
ser fragilizados pela política
Perdoar não significa voltar a ser como antes e tampouco significa esquecimento. Perdoar significa não mais carregar um peso que não pertence a você e sim deixar ele para o ofensor.
Sem nenhuma pretensão
de ser nenhum pouco
diferente do que sou,
não volto atrás no tempo
que por mim passou.
O meu próximo rumo
é sempre em frente,
não disputo os espaços
que não me pertencem,
até as plêiades sabem.
Sob os teus olhos entre
as grumixamas que tingem
os lábios e a imaginação
rendidos para o gamahuche
inaugural para a cavalgação.
A sorte por nós foi lançada,
não é mais um jogo de sedução
que não vai dar em nada,
estamos na mesma conexão
a cada dia mais alinhada.
Canta o Aracuã
na hora que ele quer,
Tendo o teu amor,
nada mais vou querer
a não ser viver ou viver.
O preço para ser mulher
fatal de salto agulha,
é algo que admito que
não consigo sustentar,
Nem mesmo as que assumem
este papel - lá no fundo -
nunca conseguiram,
e nem conseguirão se realizar.
A maîtresse oportuna sempre
que oportuna conhece o espaço
para o seu papel mostrar,
Como a poesia que sou, lembre,
que a minha vocação é feita,
- para durar, e continuar;
Porque corre nas minhas veias
a essência das mulheres eternas.
Destas mulheres que reconhecem
o seu apoio para colher a Gueroba,
que contam com a sua força
para colher quando chegar
no tempo certo o palmito,
Não precisam nem pedir
o seu senso de preservação,
porque tu sabe que é preciso;
e te retribuir com uma boa
mesa posta com todo o carinho.
Não tenho vocação
para ser Paraselene,
trago amor perene
como a Lua Austral
que te pertence infrene.
No alcance das mãos,
a ternura no céu íntimo
possuidor das estrelas
que iluminam o destino,
que com astúcia mimo.
Não tenho outro padrão
que não me faça única,
ou que não me faça tua;
sou a tua sublime loucura
de amor que em ti perdura.
Até porventura quando
estiveres por acaso distraído,
eis-me como a tua contínua
busca que reina absoluta,
a intocada fortaleza que perdura.
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