Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue
"Respeite a si mesmo e ao próximo: recuse consumir o que degrada o corpo humano e banaliza os sentimentos."
A vida no prumo
Na vida há de se manter o prumo,
seguir sempre certo rumo,
mesmo quando a estrada se desfaz
sob os pés cansados de procurar a paz.
O rumo certo?
Ninguém jamais saberá ao certo.
Há bússolas que apontam para o medo,
há estrelas que se escondem em segredo,
e há caminhos que, embora pareçam errados,
nos devolvem aos sonhos abandonados.
Seguimos — entre quedas e marés,
com dúvidas amarradas aos nossos pés,
levando no peito a coragem imperfeita
de quem caminha sem rota perfeita.
Talvez viver seja aceitar o incerto,
abrir janelas no deserto,
confiar que, mesmo em noite escura,
há uma luz nascendo na procura.
Manter o prumo não é jamais tombar,
mas aprender, depois da queda, a levantar;
é ouvir, no silêncio profundo,
o coração inventando um novo mundo.
E quando o horizonte enfim se abrir,
compreenderemos: não era chegar,
mas aprender, passo a passo, a seguir.
"Nada é mais nobre do que escolher a gentileza e o respeito, mesmo quando o mundo ao redor sugere o contrário."
Raízes fincadas tais
como as do Jatobá
que plenamente florido
reverencia janeiro,
Mesmo com o meu jeito
rebelde e imperfeito,
Os meus olhos são teus,
os da alma e do peito,
com tudo o que posso
tatear e ainda não posso,
Porém, admito que não
estou livre de perscrutar.
De forma crescente tem
entranhável envolvido,
Com a sua canção de amor
ainda não resolvido,
e bem claro que nos destina.
Percebo o que se está
acontecendo comigo,
é porque também está
acontecido igual contigo.
Com vieses e sentidos
sussurrantes nos ouvidos,
sinais de tudo o que se passa,
é ardente, sublime e querido,
e nos é sedutor e explosivo.
Diante dos teus olhos que
são onde convergem o céu
e monumentos do tempo,
Mesmo que ventos contrários
soprem nas nossas faces,
Convicta ando insistindo
para que o nosso mundo
íntimo não tenha destino
igual ao da Linha Durand.
Pisoteei caleidoscópios,
rasguei todos calendários
e quebrei muitos relógios,
Por recusar viver a vida
toda a mercê do acordo
entre o cavaleiro e o emir,
Está para nascer quem irá
ditar os meus valores a seguir.
Por saber que a história
não começou a partir daí,
As minhas próprias regras
fui eu quem escrevi,
E uma delas é que impérios
sempre as próprias covas
por si mesmos cavarão.
Confio na predição forjada
por lágrimas, sangue e fogo,
e na sublime ambição
que converge na sua direção
levando o teu amor no coração
com a certeza da tua retribuição.
É Páscoa
Para quem sabe enxergar,
e esperar: o céu está aberto,
Mesmo que aqui embaixo
o tempo esteja fechado,
É Páscoa de peito indignado!
É dia de quem não consegue
ficar calado enquanto bombas
explodem sobre povos,
e a pena de morte se avizinha
sobre pessoas feitas reféns,
É Páscoa de resistência moral,
poesia e de consciência existencial!
É dia de lembrança para que
um deles tenha os seus territórios
desocupados mesmo que o prazo
imediato já tenha sido dado,
desde dois mil e vinte quatro,
É Páscoa de coração acordado!
Para quem sabe que é o bom senso
que aqui está falando se faz
necessário que um por um,
pelos agressores seja cada território
integralmente desocupado,
É Páscoa feita para seguir indignado!
Porque se territórios mesmo não
sendo os nossos, não forem desocupados,
todos os dias estão aí para ser lembrados,
que a Pax Romana travestida
de contemporaneidade segue assassina,
e não deve e nem pode ser por ninguém repetida.
(E sobretudo, é Páscoa de não se enganar,
e nem permitir que ninguém seja enganado,
a pena de morte na Terra Santa
e na vizinhança a cada dia avança um passo.)
As expectativas românticas
seguem intocadas mesmo
que digam que sejam tardias
ou transformadas em ilhas.
Florescem na Mata Atlântica
com as orquídeas de Outono
na bela Santa Catarina,
assim mantém-se a poesia.
Cultivar tudo o que faz sorrir,
inspirar, não desistir e sonhar,
é imperativo para caminhar.
Não importa a estação,
o importante é manter vivo
o que faz bem ao coração.
Em meio ao véu frio
do tempo que envolve
a cidade de Rodeio,
mesmo sob o Sol e o céu azul,
Tudo invoca que é chegado
o mais austral poético momento.
À.partir dos nossos silêncios
contornando o Médio Vale do Itajaí
começarão discretamente
em nós a ser escritos os destinos
Onde o amor guiará pelos caminhos,
somos mais do que livrosa ser lidos.
Quero tudo ao mesmo tempo
sincronicamente e sinfonicamente.
Por ambição requintada inspirar,
e dar os mais amorosos suspiros,
E, sobretudo, ler os versos contidos
nas linhas da tua íris misteriosa:
as tradições românticas dos povos.
Envolvida, o meu corpo inteiro
treme e a boca saliva como
se estivesse diante de uma vitrine de doces,
só de pensar na sua mão deslizando
serena e forte na minha cintura.
Tudo isso é mais do que o suficiente
para me enlouquecer o dia todo,
sobre aquilo que sou capaz de te orgulhar
em público e bagunçar quando
tivermos o nosso paraíso particular,
com um canteiro de sálvias escarlates,
para receber uma grinalda entrelaçada
pelas tuas mãos habilidosas quando
chegar a florada para me enfeitar.
Querer sentir que sou o território
do alfa ao ômega — a sua propriedade,
o seu melhor assunto e a sua liberdade;
Tudo o que excita, livra e fascina,
por ser a mais feminina, a mais viciante,
a mais segura e a mais alucinante.
Em cavalgação orientada, devagar,
quando sem testemunhas você se enredar
nos meus cabelos e a gente se encaixar,
do teu jeito favorito me reivindicar
com delicadeza, delícia e firmeza:
ninguém vai nos distrair ou segurar,
viveremos sob a lei da nossa natureza.
Prefiro escrever
poesia mesmo
do que escrever
o que penso,
Porque se escrever
o que penso,
Não haverá mais
nada firme, e sim trêmulo.
Seja na Capoeira, no Candomblé,
ou até mesmo na Umbanda,
o meu coração atende
ao toque do Barra Vento,
como fiel e protegida.
Este é o meu sentimento:
bater forte, como cada tambor
dos terreiro desta amada Pátria.
Na primeira linha de Xangô,
assumo-me herdeira
do poetinha do Brasil,
semeando esperança
para ser, sempre, vencedora
em qualquer demanda.
Depois de toda tempestade,
a bonança se anuncia,
e o meu Oxalá sempre será o maior;
só Ele é digno da confiança,
de toda glória e do mais alto louvor.
Qualquer gatilho de agressividade mesmo que transitório é perigoso, depois fica muito difícil para voltar a se habituar com a tranquilidade. Nada é mais curativo do que a paz.
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