Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue
BEIJOS POUCOS
Que treteiro sonetear desafinado
onde, a intenção por distinto jeito
de ternura e amor, me tem sujeito
o pensamento com impulso alado
O coração vive assim apaixonado
o poema no agrado tão satisfeito
põe a pulsar titilante o meu peito
e o suspiro na emoção arruelado
E nesse arfar com fôlego latente
sussurros, ardores, sutis desejos
palavras acridoces e risos loucos
Canto para você, tão docemente
poetizando os versos com beijos
e que no versar são bem poucos.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26 maio de 2024, 17’57” – Araguari, MG
BUSCA
Ó soneto, ó cântico, sonoro, tão amoroso
Ó toada d’alma que cantarola apaixonada
Encantada, de doce sentido a tanta soada
Sede, num poema tão desejoso e formoso
Socorre a inspiração sem pouso, o penoso
Fado desenfreado do trovador e a vexada
Sensação ao dispor da dor. Sê camarada
Dê asas a ilusão, e o sentimento calmoso
Cadê aquela rosa poetada, agora perdida
Dantes sentida, sonhada, plena de ternura
Quero a textura daquele amor com poesia
Traga alegria, alegoria inteira com fartura
Tangendo no peito uma compassada via
Coberto de emoção e poética com doçura.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 maio de 2024, 15’50” – Araguari, MG
“Fog” no cerrado
A neblina guarda
a fria madrugada
e o cerrado se enfarda
em candura delicada
Ela vem de tão distante
sobre os galhos tortos
vibrante,
pensamentos absortos
e vai adiante...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 maio de 2024, 04’50” – Araguari, MG
SEM DESAFETO NEM MEDIDA
Poeto sem desafeto nem medida
Pois o amor na poética é sentido
Rima o cativar, e se faz divertido
Sem tal bem, que valeria a vida?
Pois, depois da estima já perdida
O verso no sentimental é morrido
Pois zelo, emoção, o bem pedido
Pra inspiração se manter garrida
Amemos, pois, tal como amante
Eternamente, amador, e ao ser
Apurado, faça eterno o instante
Ser prosaico pôr o amor poetar
Baboseira! É paixão, podes crer
Pois sente-se vão quem deixar!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
01 junho 2024, 07’18” – cerrado goiano
BEM-VINDO, DEZEMBRO
Dezembro, mês que chega Natalino
cheio de hino, luzes, cor e esperança
mês da aproximação do Deus menino.
Dezembro, novos rumos, a lembrança
a união, a determinação do destino
de genuíno sinal e genuína confiança.
Dezembro, ternura e doce emoção
superação, de gente como a gente
acordando cada sensível sensação.
Dezembro, saudade dum ausente
presente na gratidão, eterna paixão
farra do ano, tão abundantemente.
Dezembro, surpresas, incertezas, virão
é vida em andamento, presente!
Trazendo mais ardor ao coração...
Bem-vindo, sorrindo, a compartilhar...
Até quando um novo dezembro chegar.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 dezembro, 2024, 07’50” – cerrado goiano
SONETO DA SAUDADE - (soneto II)
Repete, no soneto saudoso, por mim, a versejar
O outrora, as histórias, os sentimentos amados
O vazio de uma solidão, por ti, a me espezinhar
As marcas do penar da dor no âmago gravados
Que possa o poema, do dilema plural, lembrar
Da sensação e da prosa, dos olhares intrigados
Do amor, ser amador e os encantos a acautelar
Todos, na impressão, recordação, enfileirados
Redigidos, tão só, pelo carinho e a docilidade
Cá no cerrado, sentado à beira dessa saudade
Própria de quem viveu a sedução da emoção
Aspiro à singeleza e a constância poder atingir
Ouvir, e narrar, qual sentido, esse meu existir
Poetizando a vós toda poética do meu coração!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 dezembro, 2021, 05’48” – Araguari, MG
APENAS
Que eu trove, somente, a minha saudade
Como se fosse o suspiro em mais um verso
A rima perdida na recordação, no disperso
Enfim, a sensação de liberdade e de vontade
Que eu liberte uma qualquer imaginação:
Olhares meigos e aquela aprazível alegria
Inspirada pra você, com a ventura luzidia
Inteira, pelos vários sentidos duma emoção
Que me tenhas teu, só teu, a todo momento
E seja o sentimento, a tua boca o meu alento
Ousadia, companhia e tão cheio de fantasia
E que, apenas, sinta, sussurre á minha prosa
Agrados, emoções, aquela ternura carinhosa
Na poética saudosa com porção de nostalgia.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 dezembro, 2021, 21’04” – Araguari, MG
NOITE FELIZ
Aquela noite, debaixo da estrela guia
Uma noite cristã, o natal do Nazareno
Me faz recordar dos dias de pequeno
Cheios de encantos, cantigas e poesia
Cá nestes versos um versar ingênuo
De sensações entrançadas de magia
Da velha emoção em verde fantasia
E a inspiração em um sonho sereno
Flama no soneto, pisca-pisca multicor
Anunciando a vinda do autentico amor
Alegremo-nos, o menino Deus nasceu!
Ah! os corações se enchem de prosa
Fé, e este ensejo de forma generosa
Traga paz e bem no Natal meu e seu!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14 dezembro, 2024, 16’20” - Araguari, MG
Ninguém esta sozinho em realidade, todos carregam consigo as pessoas que passaram por sua vida, independente das consequências dessa passagem, pois cada pessoa ajudou a formar uma parcela da nossa existência.
A lembrança é a prova que uma pessoa sozinha carrega muitas outras consigo, logo nunca estando sozinha.
Nada é mais belo e doce que uma mentira bem feita, conforta os aflitos e une os inimigos. Assim como não a nada mais aspero e feio que a verdade, machuca corações e afasta os aliados. Disse o político.
É incrível a capacidade humana de atribuir poder de decisão a outrem. Como " próximo ano tudo vai mudar", " Novembro retrógrado" ou o famoso "Foi culpa dele". Nunca vendo que é o próprio indivíduo a força de mudança ou inércia.
Um dia, a jornada tem fim
cerra o estirão e aquele alvorecer
o perfume viçoso das flores, assim,
em um piscar de olhos
escolher e ser
a lembrança ainda tem, a falta sim,
ainda
e na berlinda o tempo que leva cada suspiro
cada sonho, sentido, sensação, enfim,
envelhece quem permanece
na prece, sugiro:
boas memórias, coração, pois,
um dia a jornada tem fim
e o que fica é a boa ação
e nada de ruim, nem dor
para uma favorável canção
então, cante o amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Dezembro 2024 – Araguari, MG
SONETO PRIVADO
A tarde no cerrado cai, aquosa
Silente, e o pôr do sol rubente
A chuva, em gota lustrosa...
lacrimeja melancolicamente
Nesta languidez, a sensação
Duma aflição, vou suspirando
Enternecido, cheio de ilusão
E, lá fora o pingar em bando
Sinto o coração palpitando
Na solidão, e no devaneio
Assim, o tempo passando
Em um suplicante floreio
Nostálgico sinto arrepio
Demanda o pensamento
E a saudade no seu feitio
Cata poesia pro momento.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 dezembro, 2024, 17’43” – Araguari, MG
"Deus escolheu o seu povo antes da fundação do mundo, um tempo no universo onde os seus eleitos ainda dormiam dentro dele, quando a criação inteira repousava em seu pensamento."
Ministério Resgate
Sociedade Missionária
Unção e Legado
Religião você escolhe uma, no Cristianismo você é escolhido.
Ministério Resgate
Sociedade Missionária
Unção e Legado
Um grande amor
Está tudo terminado
Agora vai, siga o seu caminho
Busque outro, deixa o passado
Não volte a me sangrar no espinho
Da dor, da desilusão, do rancor
Atira seu destino em outros mares
Outros olhares
Não recues desta batalha
Não me dispa desta mortalha
Deixe o afeto forrar a minha cama
Com a qual a razão me chama
Desenhando rabiscos de emoção
Pois, existe mais em outra dimensão
Quero estar longe deste abismo
De ter que encarar o cinismo
De ser singular na paixão
Quero par na emoção
Quero harmonia no coração
Desejos na relação
Enfim, assertor...
De um grande amor!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14/10/2010, 11’19” - Rio de Janeiro, RJ
Laranjeiras
O que falar do amor?
Para mim a palavra "amor" é restritiva demais, pois o que ela transmite é muito vasto para ser restringida a uma única palavra, porém vejo o charme nesse uso, o charme da simplicidade, não simples de mais, porém simples o suficiente para ser preciso sem exagero e mantendo seus mistérios, mistérios que se resolvem em meio ao tempo, mas não tempo largado ao vento, tempo vivendo, não se vive sem amar, apenas se sobrevive. Mas se tivesse que descrever o amor, usaria de cada momento ao lado de minha amada, cada ação minha para com ela, cada reação biológica ao pensar, ver ou tocar a ela, cada batida errada, cada olhar e claro minha amada Andressa.
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